SAÚDE

Em Belo Horizonte, ministro da Saúde anuncia R$ 834 milhões em investimentos para fortalecer o SUS

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O Ministério da Saúde vai fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS) em áreas estratégicas do país. Ao todo, são mais de R$ 834 milhões para ampliar o acesso da população a consultas, exames e cirurgias, reduzindo o tempo de espera por atendimento na rede pública. As medidas foram anunciadas pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, nesta segunda-feira (16), durante o 38º Congresso Nacional das Secretarias Municipais de Saúde (Conasems). 

Os investimentos englobam as ações do Agora tem Especialistas para garantir que o atendimento especializado alcance, principalmente, as localidades desassistidas. Dentre as medidas estão a habilitação de novos serviços nas cidades, com foco na oncologia uma das áreas prioritárias do programa, novos leitos de UTI, novas ambulância do SAMU 192 e expansão de bolsas de residência médica para ampliar a formação e oferta de especialistas. 

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, reiterou que o Agora tem Especialistas é a maior mobilização nacional de oferta de atendimentos especializados, que une o setor público e o privado. Vamos ampliar a capacidade de atendimento nas policlínicas e unidades de saúde com a oferta de terceiro turno para consultas e exames especializados, além de mutirões aos sábados. Tudo isso depende de uma grande parceria com os municípios”, ressaltou. 

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O ministro Alexandre Padilha anunciou, ainda, que o Ministério da Saúde, em parceria com o Conasems, avalia o cenário atual para ampliar o apoio a estados e municípios na oferta regular de vacinas para a população.    

Para ampliar as ações de respostas às emergências em saúde pública, o Ministério da Saúde anunciou o aporte de R$ 1,2 milhões para os estados do Acre, Pará, Rio de Janeiro e São Paulo. O Censo das UBS, retomado após 12 anos e apresentado durante o Conasems, apontou que 18,2% das Unidades Básicas de Saúde foram afetadas por desastres ambientais e/ou climáticos nos últimos 5 anos.  

Considerado o maior evento de saúde pública do mundo, o Congresso do Conasems reúne gestores, profissionais e autoridades do setor entre os dias 15 e 18 de junho, com foco na capacitação de novos secretários municipais de saúde e na construção de políticas públicas para os próximos anos de gestão. O evento ocorre no ExpoMinas, em Belo Horizonte (MG). 

Fortalecimento da indústria nacional  

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Antes da participação no Congresso, o ministro visitou a unidade da VMI Médica, em Lagoa Santa (MG), uma das maiores fabricantes de equipamentos de raio-X da América Latina. A empresa é referência em inovação tecnológica 100% brasileira voltada ao diagnóstico por imagem, com produtos como mamógrafos, arcos cirúrgicos e equipamentos com inteligência artificial, destinados ao fortalecimento da rede pública. 

A visita reforça o compromisso do Ministério da Saúde com a produção nacional de tecnologias estratégicas e integra a agenda do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS), que busca ampliar a autonomia do país na produção de insumos, equipamentos e medicamentos. As iniciativas também estão alinhadas ao programa Agora Tem Especialistas, que conecta infraestrutura de ponta à ampliação da força de trabalho qualificada no SUS. 

Edjalma Borges  
Ministério da Saúde  

Fonte: Ministério da Saúde

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SAÚDE

População quilombola passa a contar com política nacional de saúde integral

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Para organizar a resposta do Sistema Único de Saúde (SUS) às necessidades da população quilombola, foi pactuada nesta quinta-feira (27/08), a Política Nacional de Saúde Integral da População Quilombola (PNASQ) no âmbito do SUS. A medida contou com a aprovação de gestores locais, estaduais e federais da saúde, durante a 8ª Reunião da Comissão Intergestores Tripartite (CIT), em Brasília (DF).

A PNASQ foca na superação de barreiras estruturais de acesso à saúde e no combate ao racismo e às desigualdades étnico-raciais que atingem as comunidades tradicionais. Para o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda, a normativa busca incorporar as especificidades do território, cultura, identidade quilombola e trajetória ancestral ao planejamento e organização do cuidado no SUS.

“Essa política é resultado de uma luta histórica dos povos quilombolas pelo reconhecimento de suas vulnerabilidades, combate ao racismo e defesa da equidade em saúde. Hoje selamos a responsabilidade compartilhada entre estados, municípios e a união pela garantia do direito à saúde, à redução das desigualdades e à melhoria das condições de saúde e qualidade de vida dessa população”, destacou Massuda.

 A aprovação da política também foi comentada por lideranças quilombolas que atuam pela ampliação do acesso à saúde e pelo reconhecimento da cultura e identidade quilombola. Para Marinho da Estiva, coordenador Nacional da Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (CONAQ), a expectativa é que a política possa acolher e cuidar das comunidades com respeito à sua história. “A gente espera que o nosso povo, as nossas práticas, os nossos saberes ancestrais na saúde do nosso povo quilombola sejam respeitados, nos postos de saúde, hospitais, pelas pessoas que estão na ponta”, reforçou.

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 As responsabilidades pela implementação da política serão compartilhadas e organizadas entre os três entes, cabendo à União a coordenação das ações da política – define diretrizes, apoia de forma técnica, informa e monitora; aos estados a articulação e apoio aos municípios para promoção da regionalização; e aos municípios a implementação, com planejamento, qualificação da atenção e promoção da participação social. A PNASQ utilizará os instrumentos do próprio SUS para viabilizar as suas ações, com financiamento também compartilhado entre as três esferas de gestão.

Participação social e equidade A política recebeu contribuições de gestores e da sociedade civil, por meio de consulta pública, conferências de saúde e recomendação do Conselho Nacional de Saúde (CNS), além de contar com um amplo e qualificado processo de diálogo com lideranças quilombolas, em uma agenda participativa e democrática de construção conjunta das propostas.

 “Estou dentro desse processo desde o começo. O Ministério da Saúde nos ouviu, nós sentamos e conversamos sobre a nossa política. E nós tivemos essa vitória. Para nós, ter essa conquista e chegar até onde nós chegamos, é um dia de muita alegria, de honra, mas sabemos que a caminhada está só começando. Sei que temos muitos desafios pela frente”, comemorou a quilombola Tereza de Jesus da Silva, integrante do Coletivo Nacional de Saúde Quilombola Graça Epifânio, da CONAQ.

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 Próximos passos

Com a pactuação federativa, o próximo passo para implementação da PNASQ é a construção de um plano operativo nacional, que definirá as prioridades, ações, metas, indicadores e responsabilidades dos gestores. Também serão criados instrumentos de monitoramento e avaliação da política, com estratégias, orientações e ferramentas para apoiar gestores na implementação e no enfrentamento das iniquidades e desigualdades as quais estão expostas as populações quilombolas.

Comunidades quilombolas

Para o SUS, as comunidades quilombolas são povos tradicionais definidos por sua ancestralidade, cultura e uma territorialidade que vai além da regularização das terras, servindo como espaço coletivo de reprodução social e identidade. Segundo o Censo de 2022, o Brasil possui mais de 1,3 milhão de quilombolas distribuídos por 1.696 municípios, com a maior concentração na Região Nordeste e, especificamente, no estado da Bahia.

 Apesar desse contingente, apenas 12,6% da população quilombola reside em territórios oficialmente delimitados. Diante disso, a PNASQ estende sua cobertura também aos contextos urbanos e favelas, reconhecendo que a autoidentificação e os vínculos étnico-raciais e comunitários independem de o território ser rural ou formalmente titulado.

Para garantir a integralidade do cuidado, é fundamental que as especificidades quilombolas sejam integradas aos processos de regionalização e regulação do SUS, assegurando o acesso a consultas especializadas, urgências e assistência farmacêutica.

Tatiany Volker Boldrini
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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