SAÚDE
Aprovação da política nacional fortalece residências em saúde no Brasil
A Comissão Intergestores Tripartite (CIT) pactuou a instituição da Política Nacional de Residências em Saúde (PNRS), durante reunião nessa quinta-feira (27), em Brasília (DF). O documento, que é uma iniciativa conjunta entre os Ministérios da Saúde e da Educação, consolida as residências médicas e em área profissional da saúde como estratégia prioritária de formação de especialistas para o fortalecimento do SUS. O próximo passo é a publicação da portaria interministerial no Diário Oficial da União (DOU).
Construída de forma coletiva, a partir de escuta qualificada, discussões em instâncias colegiadas, e consulta pública, a PNRS tem o compromisso de ordenar a formação especializada pelo SUS – com base nas necessidades regionais e nacionais –, e dimensionar especialistas, apoiando a definição de áreas prioritárias e territórios estratégicos. Também busca expandir e qualificar os programas de residência, garantindo provimento de especialistas em regiões de vazios assistenciais e fortalecer o financiamento tripartite, assegurando sustentabilidade da política.
“Com a PNRS vamos expandir e qualificar os programas de residência, reduzindo a desigualdade regional de acesso a especialistas; aprimorar sistemas de gestão, monitoramento e avaliação; ampliar incentivos financeiros; e valorizar residentes, preceptores, tutores e coordenadores, além de realizar ações voltadas para a saúde mental dos residentes”, disse o secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Felipe Proenço. Conforme o secretário, a política também fortalece o objetivo estratégico do Programa Agora Tem Especialistas de expandir a oferta desses profissionais em áreas estratégicas para o SUS e em regiões menos assistidas.
Entre os objetivos da PNRS, estão qualificar a prática formativa, integrando ensino, serviço e comunidade, orientada pelos princípios do SUS; aprimorar sistemas de gestão, monitoramento e avaliação, garantindo transparência e efetividade; e estimular inovação científica e tecnológica, com produção e disseminação de novos conhecimentos em saúde. A política segue os princípios da equidade na distribuição territorial dos programas e vagas, da integralidade do cuidado em saúde, da interprofissionalidade como base do processo formativo e da segurança do paciente como valor estruturante.
Victor Almeida e Nádia Conceição
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
SAÚDE
Ministério da Saúde inicia o Vigitel 2026 e amplia pesquisa sobre fatores de risco para doenças crônicas
O Ministério da Saúde deu início à edição 2026 do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), uma das principais pesquisas nacionais voltadas ao monitoramento da saúde da população brasileira. As entrevistas serão realizadas até o final de dezembro, com a divulgação dos resultados prevista para o primeiro semestre de 2027.
Realizado anualmente desde 2006, o Vigitel acompanha a frequência e a distribuição de fatores de risco e proteção relacionados às Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT), como obesidade, consumo alimentar, comportamento sedentário, inatividade física, tabagismo e consumo de bebidas alcoólicas. O levantamento também reúne informações sobre a realização de exames preventivos para câncer, o diagnóstico de diabetes, hipertensão, depressão e comportamentos no trânsito.
Em 2026, a pesquisa dá continuidade ao processo de expansão iniciado no ano passado. Antes restrito às capitais, o Vigitel passou a incluir moradores de municípios das regiões metropolitanas e cidades do interior, ampliando a representatividade dos dados e o alcance das informações coletadas. A expectativa é de que mais de 100 mil pessoas participem desta edição.
Fatores de risco
Além dos indicadores tradicionais da série histórica, o questionário rotativo deste ano aborda temas estratégicos para a saúde pública, definidos a partir de sugestões das áreas técnicas do Ministério da Saúde. Entre os assuntos incluídos estão climatério e menopausa, poluição do ar e desastres naturais.
Políticas públicas
Os dados produzidos pelo Vigitel são fundamentais para orientar políticas públicas de promoção da saúde, prevenção e controle das doenças crônicas, além de subsidiar ações voltadas a novos desafios sanitários enfrentados pela população brasileira.
Para fortalecer a coleta de informações, o Ministério da Saúde reforça a importância da participação da população, especialmente nos estados das regiões Norte e Nordeste, onde edições anteriores registraram maior dificuldade de adesão.
Durante as entrevistas, a segurança dos participantes é prioridade. Os entrevistadores do Vigitel não solicitam CPF, dados bancários ou qualquer informação financeira. As únicas informações pessoais pedidas são idade, sexo, escolaridade, estado civil e raça/cor da pele.
Ao atender à ligação e participar da pesquisa, cada cidadão contribui diretamente para a produção de dados confiáveis, que ajudam a aprimorar as políticas públicas e a promover mais qualidade de vida para a população brasileira. “O Vigitel é uma ferramenta estratégica para compreendermos melhor os desafios de saúde da população brasileira e planejarmos respostas mais efetivas. Cada participação fortalece o SUS e contribui para políticas públicas baseadas em evidências”, destacou a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente, Mariângela Simão.
João Moraes
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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