MISTÉRIO NA PESQUISA

AtlasIntel não divulga pesquisa para o Senado em MT e ausência dos números gera questionamentos

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A divulgação da mais recente pesquisa AtlasIntel em Mato Grosso deixou uma pergunta sem resposta nos bastidores políticos e entre os eleitores. Apesar de o levantamento registrado contemplar também a disputa pelo Senado, os números da corrida senatorial não apareceram no material tornado público pelo instituto.

Registrada sob o número MT-02766/2026, a pesquisa teve coleta realizada entre os dias 4 e 9 de setembro. Na divulgação, ganharam destaque os cenários eleitorais para o Governo de Mato Grosso e para a Presidência da República.

O Senado, porém, ficou de fora.

A ausência chama ainda mais atenção porque Mato Grosso escolherá dois senadores nas eleições de 4 de outubro, tornando a disputa uma das mais importantes e aguardadas do processo eleitoral no Estado.

Diferentes pesquisas divulgadas nas últimas semanas vêm acompanhando o desempenho dos candidatos às duas vagas. Por isso, havia grande expectativa em torno dos números da AtlasIntel, instituto que ganhou projeção nacional e cujos levantamentos têm forte repercussão no ambiente político.

Até o momento, não há informação pública indicando que uma decisão da Justiça Eleitoral tenha impedido a divulgação do cenário para o Senado. Também não há explicação pública conhecida do instituto esclarecendo se a ausência ocorreu por questão metodológica, decisão editorial, divulgação parcial ou qualquer outro motivo.

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É importante ressaltar que o registro de uma pesquisa eleitoral não significa necessariamente que todos os resultados tenham de ser divulgados simultaneamente. Isso, entretanto, não elimina o questionamento sobre por que justamente uma das disputas de maior interesse dos eleitores mato-grossenses ficou de fora.

COBRANÇA POR TRANSPARÊNCIA

A situação coloca a AtlasIntel diante de uma cobrança inevitável: apresentar os resultados da pesquisa para o Senado ou explicar, de maneira clara e transparente, por que decidiu não divulgá-los.

Afinal, são duas vagas em disputa, e há enorme interesse da população em conhecer o retrato eleitoral captado pelo mesmo levantamento que apresentou os cenários para governador e presidente.

A ausência de uma explicação pode acabar atingindo a própria credibilidade do instituto perante o eleitorado. Se a pesquisa para o Senado foi realizada e registrada, é natural que candidatos, partidos e principalmente os eleitores queiram saber o que ela apontou.

Em uma eleição, transparência é elemento essencial para a confiança em pesquisas de opinião. Quando parte de um levantamento tão aguardado não chega ao conhecimento público e nenhuma justificativa é apresentada, abre-se espaço para dúvidas, interpretações e questionamentos.

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Por isso, a AtlasIntel precisa esclarecer o episódio. Ou apresenta os números referentes ao Senado, caso estejam aptos à divulgação, ou explica publicamente e de forma convincente por que eles ficaram de fora.

Caso contrário, o silêncio pode colocar em xeque a credibilidade construída pelo próprio instituto, justamente na reta final de uma eleição em que pesquisas exercem forte influência sobre o debate público.

A pergunta continua sem resposta:

Onde está a pesquisa AtlasIntel para o Senado de Mato Grosso?

Enquanto o instituto não se manifestar, a ausência dos números continuará alimentando questionamentos. E, para um instituto de pesquisa, deixar dúvidas sobre transparência pode custar algo difícil de recuperar: a confiança do público.

 

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POLÍTICA MT

Irajá avança no PSD, ameaça derrotar Emanuelzinho nas urnas e aumenta pressão sobre clã Pinheiro

Projeções eleitorais colocam Irajá Lacerda em vantagem na disputa interna pela Câmara Federal e indicam cenário difícil para Emanuel Pinheiro Filho, que tenta conquistar o terceiro mandato consecutivo

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O avanço da campanha de Irajá Lacerda dentro do PSD começa a desenhar um cenário preocupante para o deputado federal Emanuel Pinheiro Filho, o Emanuelzinho, que busca nas eleições de outubro conquistar o terceiro mandato consecutivo na Câmara dos Deputados.

A pouco mais de três semanas da votação, projeções eleitorais apontam Irajá como potencial candidato mais votado do PSD para deputado federal, situação que pode deixar Emanuelzinho fora da única vaga direta projetada para a legenda.

A avaliação publicada nesta sexta-feira (11) pelo jornalista Romilson Dourado, do RDNews, leva em consideração o cenário atual da disputa, pesquisas, estrutura eleitoral, grupos de apoiadores, desempenho interno das candidaturas e volume de campanha. Segundo a análise, Irajá Lacerda desponta como potencial candidato mais votado do PSD para deputado federal, cenário que ameaça diretamente a tentativa de Emanuelzinho de conquistar o terceiro mandato.

A projeção indica que Irajá pode ultrapassar a casa dos 80 mil votos. Em 2022, o advogado recebeu 54.607 votos, mas não conseguiu se eleger em razão do desempenho da legenda.

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Agora, além de sua principal base eleitoral na região de Cáceres, Irajá aparece com expansão política para outras regiões de Mato Grosso, incluindo Baixada Cuiabana, Médio-Norte e Araguaia, aumentando sua competitividade dentro da própria chapa.

Para Emanuelzinho, o problema está justamente na matemática da eleição proporcional. A projeção aponta um quociente eleitoral próximo de 231 mil votos, enquanto o PSD poderia alcançar aproximadamente 265 mil. Nesse desenho, a legenda teria condições de conquistar uma vaga direta.

Com apenas uma cadeira direta em jogo, a disputa interna passa a ser decisiva: Emanuelzinho precisa não apenas obter uma votação expressiva, mas superar os próprios companheiros de partido.

O deputado tenta renovar o mandato depois de oito anos consecutivos na Câmara Federal. Na reta final, seu desempenho parlamentar e as entregas realizadas durante esse período também entram no debate político e passam a ser explorados por adversários na tentativa de convencer o eleitorado pela renovação.

Nos bastidores, o risco de Emanuelzinho perder espaço para Irajá aumenta a pressão sobre o grupo político da família Pinheiro, que tem no mandato federal uma de suas principais posições na política estadual.

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O quadro, porém, ainda é uma projeção e não representa antecipação do resultado das urnas. Com pouco mais de três semanas de campanha, movimentações políticas, estrutura partidária e desempenho individual dos candidatos ainda podem alterar a composição da chapa.

Se Irajá confirmar nas urnas o desempenho projetado e terminar como o mais votado do PSD, Emanuelzinho poderá ver interrompida sua trajetória na Câmara Federal. A batalha mais perigosa para o deputado, portanto, pode não estar nos partidos adversários, mas dentro da própria chapa.

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