SAÚDE

Abril pela Segurança do Paciente mobiliza o SUS e reforça cuidado em todo o país

Garantir que cada pessoa receba cuidado em saúde com qualidade e sem sofrer danos evitáveis orienta a organização do Sistema Único de Saúde (SUS). Esse princípio estrutura a política de segurança do paciente no Brasil e orienta ações para prevenir falhas, identificar riscos e assegurar atendimento seguro em toda a rede.

Por isso, o Ministério da Saúde intensifica essa agenda com a mobilização nacional Abril pela Segurança do Paciente. A iniciativa reúne gestores, profissionais, instituições e usuários em torno da promoção do cuidado seguro. Com o tema “Qualidade, segurança e vidas protegidas: um compromisso permanente do SUS”, a campanha amplia o debate e incentiva práticas seguras em todos os níveis da atenção.

A segurança do paciente organiza a forma como o cuidado é prestado no SUS. “Na prática, significa estruturar os serviços para prevenir falhas, reduzir riscos assistenciais e garantir atendimento com qualidade e proteção ao longo de toda a jornada”, afirma a coordenadora-geral da Atenção Hospitalar do Ministério da Saúde, Luisa Frazão. Segundo ela, protocolos assistenciais, comunicação entre equipes, identificação correta dos pacientes e uso seguro de medicamentos evitam eventos adversos e qualificam o atendimento.

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Eventos adversos podem comprometer a saúde dos pacientes. Entre os exemplos estão erros na administração de medicamentos, infecções associadas à assistência e falhas na comunicação entre profissionais. Esses problemas podem causar complicações e prolongar internações. A prevenção de riscos é parte essencial da rotina dos serviços.

Quando as práticas de segurança são aplicadas, o atendimento se torna mais organizado e confiável. “Para o paciente, isso se traduz em mais segurança, menos complicações, melhor continuidade do cuidado e mais confiança no serviço de saúde”, explica Luisa Frazão. No Brasil, a segurança do paciente se consolida como política pública com o Programa Nacional de Segurança do Paciente, instituído em 2013. A iniciativa orienta a adoção de protocolos, a gestão de riscos e a promoção da cultura de segurança em serviços públicos e privados.

Essas diretrizes se traduzem na implantação de Núcleos de Segurança do Paciente, na padronização de processos e no monitoramento de incidentes. As ações fortalecem a organização do cuidado, qualificam o atendimento e melhoram os resultados no SUS. Desde a criação do programa, o país ampliou a adoção de protocolos e consolidou estruturas voltadas à prevenção de eventos adversos.

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A mobilização de abril reforça esse movimento e incentiva atividades educativas e ações de sensibilização em todo o país. “A campanha amplia o debate, envolve diferentes atores e fortalece a cultura de segurança nos serviços de saúde”, destaca a coordenadora.

A campanha se organiza em quatro eixos: qualidade e segurança como diretriz do SUS; acesso ao cuidado seguro nas diferentes realidades; ambientes de trabalho seguros para profissionais; e melhoria contínua dos serviços.

A participação da população também fortalece o cuidado. Informar sintomas e histórico, esclarecer dúvidas e seguir orientações ajudam a prevenir falhas e tornam o atendimento mais seguro. Segurança do paciente exige compromisso permanente. A integração entre política pública e mobilização nacional fortalece o SUS e amplia a proteção à vida.

Saiba mais sobre o Programa Nacional de Segurança do Paciente

Kathlen Amado
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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SAÚDE

Ministério da Saúde anuncia R$ 3 milhões para formação de doulas no SUS durante convenção nacional em Belém

Belém (PA) sediou, entre os dias 14 e 17 de maio, a 10ª Convenção Nacional de Doulas do Brasil (Conadoula), que teve como tema “Da Amazônia ao Brasil que gesta: doula, território e o direito de gestar e nascer com dignidade”. O encontro reuniu doulas, pesquisadoras, gestoras, movimentos sociais e representantes de diversas regiões do país para debater o fortalecimento de políticas públicas voltadas ao cuidado, à humanização do parto e à garantia dos direitos reprodutivos.

O Ministério da Saúde (MS) participou da programação com contribuições estratégicas sobre o papel das doulas no Sistema Único de Saúde (SUS), lá, foi anunciado um investimento inicial de R$ 3 milhões para a implementação da Estratégia Nacional de Formação de Doulas para o SUS. O anúncio foi feito pela coordenadora-geral de Ações Estratégicas de Educação na Saúde da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do MS, Érika Almeida, e representa um passo importante na ampliação e qualificação da atuação dessas profissionais na rede pública.

A edição de 2026 marcou um momento histórico para o movimento ao registrar, pela primeira vez, a participação de representantes dos 27 estados brasileiros, consolidando o caráter verdadeiramente nacional da convenção. A presença ampliada garantiu maior representação das doulas da Região Norte, da Amazônia Legal e do Nordeste territórios que concentram alguns dos maiores vazios assistenciais do país.

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O debate ocorreu também em um contexto significativo, impulsionado pela recente sanção da Lei das Doulas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, reforçando a centralidade do tema na agenda das políticas públicas de saúde.

A programação incluiu ainda a participação da coordenadora-geral de Regulação e Relações de Trabalho na Saúde, Etel Matielo, na mesa “Interfaces de Informação, Regulação e Gestão do Trabalho da Saúde”. Durante o debate, ela destacou a importância de estruturar e valorizar o trabalho das doulas no SUS. “É fundamental avançar na organização do trabalho e na criação de mecanismos de suporte e formação para que as doulas sejam reconhecidas como parte importante do cuidado em saúde”, afirmou.

Já Érika Almeida também integrou o Grupo de Trabalho “Escuta de Doulagem Periférica” e participou da mesa “Doulagem como Política Pública: perspectivas e debates”. Na ocasião, enfatizou o papel da escuta ativa e da inclusão social na construção de políticas mais equitativas. “A doulagem é também uma estratégia de transformação social, especialmente nos territórios mais vulneráveis, e exige um olhar atento às realidades periféricas”, destacou.

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A presença do MS na 10ª Conadoula reafirma o compromisso com a valorização do trabalho das doulas e com a construção de políticas públicas que promovam o cuidado humanizado, a equidade e o direito de gestar e nascer com dignidade em todo o Brasil. 

Caroline Fogaça
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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