SAÚDE
Conheça os primeiros pacientes do SUS atendidos por planos de saúde pelo Agora Tem Especialistas
Oito pacientes do Sistema Único de Saúde começaram a ser atendidos, nesta semana, em Recife (PE), por uma operadora de plano de saúde. Os exames e as cirurgias estão sendo oferecidos pelo programa Agora Tem Especialistas, do governo federal, que realiza os primeiros atendimentos em parceria com a prefeitura da capital pernambucana.
Os procedimentos estão sendo realizados no hospital Ariano Suassuna, da operadora de saúde Hapvida, a primeira a aderir ao Agora Tem Especialistas. Em apoio aos estados e municípios, o programa conta com uma série de ações – como a mobilização da rede privada de saúde – para reduzir o tempo de espera no SUS por consultas, exames e cirurgias eletivas.
Todos os pacientes são moradores de Recife (PE). Saiba quem são:

Foto: João Risi/MS
Lindemberg Xavier da Silva, 42 anos, é motorista de aplicativo. Ele conta: “ligaram perguntando se eu queria fazer a cirurgia e, em três dias, eu já estava no hospital, operado e aliviado. Foi a primeira vez que pisei num hospital particular e fiquei surpreso com a rapidez, o cuidado e a atenção de todo mundo. Essa parceria do SUS com os hospitais privados é uma oportunidade que muda vidas. Mudou a minha e vai mudar a de muita gente. Ter acesso rápido ao tratamento devolve a esperança e o alívio de saber que a nossa saúde está em boas mãos”.
Ele foi submetido a uma colecistectomia, cirurgia para a retirada de vesícula.

Foto: João Risi/MS
Marliete Augusto Valério Santos, 67 anos, trabalha como empregada doméstica. Ela esperou por meses por um exame que poderia esclarecer a causa de suas dores constantes. Foi no meio de um dia comum, lavando pratos, que o telefone tocou. Do outro lado da linha, a secretaria de saúde do município, que ligou para marcar seu exame de ressonância magnética. “Pode ser amanhã?”, perguntaram. Ela não pensou duas vezes: “Qualquer dia, qualquer hora!”.
Ela foi submetida a uma ressonância magnética.

Foto: João Risi/MS
Bruna Mel Souza Miani Accioly, 23 anos, é estudante de tanatopraxia. De repente, o telefone toca. Do outro lado da linha, a voz de um atendente informava: “sua tomografia de crânio e cervical está agendada em um hospital particular, graças ao programa Agora Tem Especialistas”. Para confirmar, o atendente enviou por um aplicativo de mensagens o agendamento oficial.
Ela foi submetida a uma tomografia.

Adriana Bezerra de Lemos, 50 anos, é ambulante. Ela conta: “passei meses sentindo dores terríveis e sem saber quando ia conseguir fazer a cirurgia. Aí, de repente, ligaram dizendo que ia sair, eu nem acreditei! Em dois dias, já estava aqui, no hospital pelo SUS, os médicos foram maravilhosos, super atenciosos; e a equipe cuidou de mim com tanto carinho. Saí sem dor, feliz da vida. Sério, essa parceria vai ajudar tanta gente que sofre esperando tanto tempo por tratamento”.
Ela foi submetida a uma colecistectomia, cirurgia para a retirada de vesícula.

Foto: João Risi/MS
“Agora posso respirar tranquilo. Posso até trabalhar mais sossegado, sabendo que ela já está operada e bem, graças a Deus. Foi um sufoco danado, indo e voltando de hospital, mas valeu a pena a espera. Esse ‘casamento’ do SUS com o hospital particular que o Lula fez foi a melhor coisa que podia acontecer. Se ele chegar aqui, vou dar um abraço apertado nele, de gratidão mesmo”.
Outros cinco pacientes têm procedimentos agendados para os próximos dias
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Sandra Rodrigues de Freitas, de 49 anos, e Andenise Fernando de Oliveira de Melo, 60 anos, farão uma artoplastia de quadril nesta quarta-feira (14/8);
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José Marcos Amaro de Moura, 31 anos, e Odaci Bezerra da Paz, 44 anos, farão uma tomografia computadorizada nesta quarta-feira (14/8);
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E Clarice Alexsandra da Silva, 8 anos, realizará uma ressonância magnética na próxima terça-feira (19/8).
Carolina Militão, Amanda Milan e Talita de Souza
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
SAÚDE
Dia de Combate ao Fumo: Ministério da Saúde convida amapaenses a compartilhar os desafios de parar de fumar
No Dia Nacional de Combate ao Fumo, celebrado neste sábado (29), o Ministério da Saúde convida a população do Amapá a falar sobre os desafios de parar de fumar. A ação “Conte o que o cigarro não mostra” convida fumantes, ex-fumantes, familiares e outras pessoas que convivem com o problema a compartilhar experiências sobre os efeitos do consumo de cigarro na sua rotina, na qualidade de vida e na saúde. Para participar, basta acessar a página #MinhaHistóriaSemFiltro no Portal da Saúde e preencher o formulário contando a sua história. As informações coletadas vão ajudar a definir novas imagens e mensagens que serão utilizadas nas embalagens de cigarros, além de contribuir para o aperfeiçoamento das políticas públicas de combate ao tabagismo.
As imagens estampadas nas embalagens de cigarros mostram algumas das consequências do tabagismo. Mas há impactos que nenhuma fotografia consegue retratar: as mudanças na rotina, na convivência com familiares e amigos, nas relações afetivas e no dia a dia de quem fuma e de quem convive com o tabagismo. São essas experiências, que não aparecem nas embalagens, que a ação busca conhecer por meio dos relatos da população.
Com essa ideia, a ação abre um canal direto de escuta para fumantes, ex-fumantes, familiares e qualquer cidadão que queira contribuir. Cada depoimento ajuda o poder público a enxergar o tabagismo de forma mais ampla e humana, para além dos números. Ao compartilhar sua experiência, a população contribui diretamente para as próximas ações do Ministério da Saúde na área.
Estado teve redução no número de fumantes
Levantamento do Ministério da Saúde divulgado em 2026 trouxe um alerta: após quase 20 anos de queda, o número de fumantes no Brasil voltou a crescer. Em 2024, 11,7% da população adulta fumava, segundo dados do Vigitel, inquérito nacional sobre fatores de risco para doenças crônicas. Apesar do avanço em relação ao início da série histórica – em 2006 eram 15,7% de fumantes – o percentual está acima dos 9,2% de fumantes registrados em 2023.
No Amapá, os dados de Macapá mostram uma trajetória de redução do tabagismo ao longo dos anos. Na capital amapaense, o percentual de adultos fumantes caiu de 17,5%, em 2006, para 8%, em 2023, uma redução de 9,5% pontos percentuais.
Busca por apoio no SUS aumentou quatro vezes mais no estado
Mesmo diante dessa redução, a procura por apoio para parar de fumar aumentou no Amapá, indicando a importância do acesso ao tratamento oferecido pelo SUS. Em todo o país, o também cresceu o número de pessoas que buscam por apoio e tratamento para parar de fumar nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do SUS – foram 2,1 milhões de pessoas atendidas em 2025. Esse número era 1 milhão em 2022.
No estado, foram 13.385 atendimentos realizados em 2025, contra 3.211 em 2022 — um aumento de quatro vezes mais no total de atendimentos, segundo dados registrados pelo Ministério da Saúde.
O tratamento é oferecido gratuitamente na rede pública de saúde e inclui acompanhamento individual ou em grupo, orientações para lidar com a dependência e, quando indicado pelos profissionais de saúde, medicamentos para reduzir os sintomas da abstinência, como adesivos e gomas de nicotina e bupropiona. A porta de entrada é a Unidade Básica de Saúde, onde o cidadão pode buscar informações sobre a oferta do tratamento em sua região.
O cuidado à pessoa tabagista envolve etapas de identificação e busca ativa, acolhimento, avaliação clínica e do grau de dependência, definição e implementação do plano terapêutico (individual ou em grupo) e monitoramento da evolução clínica, manejo de recaídas e reforço das estratégias de cessação.
Combate ao tabagismo no Brasil
O tabagismo é uma doença crônica causada pela dependência à nicotina e está associado a mais de 50 doenças, entre elas diferentes tipos de câncer, doenças cardiovasculares e doenças respiratórias. No Brasil, o cigarro é responsável por cerca de 90% das mortes por câncer de pulmão e está relacionado a milhares de mortes prematuras todos os anos.
O Brasil é reconhecido internacionalmente pela adoção de um conjunto abrangente de políticas públicas de controle do tabaco, alinhadas à Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco da Organização Mundial da Saúde (CQCT/OMS). Entre as medidas estão a proibição da propaganda de produtos de tabaco, a restrição do fumo em ambientes coletivos fechados e a adoção de advertências sanitárias com imagens e mensagens nas embalagens de cigarros.
Conheça a campanha: Conte o que o cigarro não mostra
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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