POLÍTICA NACIONAL
Teresa: plano para matar Lula faz parte de estratégia maior contra a democracia
Em pronunciamento no Plenário nesta terça-feira (26), a senadora Teresa Leitão (PT-PE) destacou a gravidade das denúncias envolvendo um plano para assassinar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. O esquema, revelado pela Polícia Federal, ficou conhecido como “Punhal Verde e Amarelo”.
Para a senadora, os eventos investigados — incluindo os atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, a tentativa de explodir um caminhão-tanque próximo ao aeroporto de Brasília e o recente atentado à bomba em frente ao STF — fazem parte de uma estratégia maior contra a democracia.
— As conexões com o complô golpista vão se tornando mais evidentes. Estivemos muito próximos de um golpe de Estado urdido nos círculos palacianos, que teria como grave consequência o tolhimento de nossas liberdades e da convivência democrática. Depois de matar o presidente Lula, o vice-presidente Alckmin e o ministro do STF Alexandre de Moraes, quais seriam os próximos passos? Tomar posse da República e repetir um passado nada distante? Um novo AI-5? Ou um Estado de Defesa, como explicitado na minuta golpista? O fechamento do Congresso Nacional? A cassação dos mandatos de senadores e senadoras, deputados e deputadas, eleitos e eleitas pelo povo? — questionou ela.
A parlamentar ressaltou que a Polícia Federal indiciou 37 pessoas, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro e militares. Ela argumentou que são necessárias punições rigorosas para preservar a estabilidade política do país e proteger o Estado de direito.
— Já vivemos uma ditadura e nunca mais queremos revivê-la. Este Congresso Nacional, portanto, deve ser intransigente em relação às pessoas que tramam contra a democracia e contra vidas. Não custou pouco a democracia neste país! O nosso país conviveu com uma ditadura civil, com uma ditadura militar e com mais de 300 anos de escravidão — lembrou ela.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
POLÍTICA NACIONAL
Daniella Ribeiro pede que eleitor avalie candidatos e reflita para votar
A senadora Daniella Ribeiro (PP-PB), em pronunciamento no Plenário nesta terça-feira (13), criticou a polarização no país e defendeu que a população avalie com atenção as propostas e a atuação dos candidatos. Para a parlamentar, as divergências não devem impedir o diálogo nem comprometer a análise sobre os rumos do país.
— Que possamos sair da polarização que tanto fez mal e tem feito ao nosso país. Que pensemos com esse espírito crítico, esse espírito de cidadão e de cidadã. Político de estimação ninguém merece — afirmou.
Daniella também explicou a decisão de não disputar a reeleição ao Senado. A senadora disse que optou por apoiar a candidatura do filho, Lucas Ribeiro (PP), reeleito governador da Paraíba no primeiro turno das eleições de outubro. Lucas assumiu o cargo em abril deste ano, após a renúncia de João Azevêdo (PSB), que deixou o governo para disputar uma vaga no Senado. A parlamentar encerra o mandato em fevereiro de 2027.
— Muitos escolheriam que o filho ficasse sentado na cadeira e fosse para uma eleição tranquila, mas a Paraíba estava vivendo um momento extraordinário. E isso não sou eu quem está dizendo, são números, são institutos de pesquisa que mostram, não só no orçamento, na questão fiscal, no desenvolvimento. E aí eu tive que fazer uma escolha: ou a Daniella estar aqui no Senado, com tantos programas bons e projetos, ou o Lucas seguir e ir para essa eleição, e eu me retirei do processo eleitoral — declarou.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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