TRAGÉDIA EM FESTIVAL

Jovem de 28 anos morre após passar mal em festival de música em São Paulo

Pedro Higa Felizatto recebeu atendimento médico durante o ZIG Festival, na Barra Funda, mas não resistiu; participantes relatam calor intenso, superlotação e dificuldades de acesso ao palco principal

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Pedro Higa Felizatto, de 28 anos, morreu após passar mal durante o ZIG Festival, realizado no sábado (10), na casa de shows Audio, na Barra Funda, zona oeste de São Paulo. A morte foi confirmada pela organização do evento na terça-feira (13). Participantes relataram calor intenso, superlotação e dificuldades para acessar o espaço da apresentação principal.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP), a Polícia Civil investiga as circunstâncias da morte. O caso foi registrado como morte suspeita no 2º Distrito Policial, no Bom Retiro.

De acordo com a organização do festival, Pedro foi levado ao posto médico do evento por um bombeiro civil por volta de 1h40, onde recebeu atendimento imediato. Em seguida, foi transferido em uma ambulância de suporte avançado para a Santa Casa de São Paulo, aonde chegou em menos de oito minutos, mas não resistiu.

A organização afirmou que o atendimento ocorreu antes do início da apresentação principal da noite, realizada pela cantora Slayyyter, por volta das 3h20. Segundo o comunicado, não houve outras ocorrências que exigissem remoção hospitalar durante o evento.

A Santa Casa informou que o jovem recebeu atendimento imediato no pronto-socorro, mas morreu após as tentativas de reanimação. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML).

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Jovem trabalhava no Nubank

Formado em Matemática pelo Instituto de Matemática, Estatística e Ciência da Computação da Universidade de São Paulo (IME-USP), Pedro trabalhava no Nubank. Ele havia completado 28 anos em agosto.

O velório e o sepultamento ocorreram na terça-feira (13), no Cemitério da Paz Morumbi, na capital paulista.

Nas redes sociais, uma pessoa que se identificou como amiga da vítima criticou a organização do festival. Outro participante afirmou ter presenciado o atendimento prestado ao jovem.

Público relata calor e superlotação

Após a apresentação de Slayyyter, frequentadores recorreram às redes sociais para reclamar das condições do evento. Segundo os relatos, o show ocorreu em um galpão que funcionava como extensão da casa de espetáculos, com ventilação insuficiente e poucas saídas.

Outros dois palcos estavam distribuídos pelo espaço, mas, conforme os participantes, apresentavam condições melhores de circulação de ar. Algumas pessoas disseram que não conseguiram entrar na área da apresentação principal, enquanto outras relataram ter acompanhado o show da região dos banheiros.

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A própria cantora Slayyyter comentou o calor durante a apresentação. “It’s hot in here, São Paulo” (“Está quente aqui, São Paulo”), afirmou.

Imagens compartilhadas na rede social X também mostraram paredes molhadas, com marcas de água escorrendo pela superfície durante o festival.

Organização lamenta morte e apura reclamações

Em comunicado, a organização do ZIG Festival lamentou a morte de Pedro e manifestou solidariedade aos familiares e amigos. A empresa também informou que está colaborando com as autoridades responsáveis pela investigação e que não comentará outros detalhes do caso.

“É com profunda tristeza que a ZIG Festival lamenta o falecimento de Pedro Higa, participante do evento realizado em 10 de outubro de 2026. Nos solidarizamos com seus familiares, amigos e com todos que tinham o Pedro por perto. Estamos profundamente abalados com o que aconteceu”, declarou a organização.

O Estadão informou que procurou a casa de shows Audio e a Deezer, patrocinadora do palco principal, mas não obteve resposta até a publicação da reportagem.

As circunstâncias da morte seguem sob investigação. Até o momento, não há confirmação de que as condições relatadas pelo público tenham relação direta com o falecimento.

Com Agência Estado.

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NACIONAL

Morre aos 100 anos Jorge Henrique, sobrinho-neto de Santos Dumont

Parente do inventor brasileiro dedicou parte da vida à preservação de seu legado; Prefeitura de Santos Dumont decretou luto oficial de três dias

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Jorge Henrique Dumont Dodsworth, sobrinho-neto do inventor brasileiro Alberto Santos Dumont, morreu na segunda-feira (12), aos 100 anos. Ele dedicou parte de sua vida à preservação da memória e do legado de um dos nomes mais importantes da história da aviação mundial.

A morte foi anunciada nas redes sociais pela Prefeitura de Santos Dumont, em Minas Gerais, e pela Fundação Casa de Cabangu, museu localizado na fazenda onde nasceu o inventor. O velório ocorreu nesta terça-feira (13). Em homenagem, o município decretou luto oficial de três dias.

Em nota de pesar, a Fundação Casa de Cabangu destacou a importância de Jorge Henrique para a preservação do patrimônio histórico relacionado a Santos Dumont e para a manutenção do acervo do museu.

Contribuição para a preservação histórica

Segundo a fundação, diversas peças importantes que hoje integram o acervo do Museu de Cabangu chegaram ao local por meio de doações feitas por Jorge Henrique. A iniciativa contribuiu para preservar objetos e registros ligados à trajetória do inventor e à história da aviação.

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A instituição ressaltou que a contribuição de Jorge Henrique ajudou a manter viva uma herança histórica considerada importante para os brasileiros.

Além das doações, ele colaborou para a preservação de memórias relacionadas à família e à casa natal de Santos Dumont. O trabalho permitiu que objetos e histórias continuassem acessíveis aos visitantes interessados em conhecer as origens e a trajetória do inventor.

Memórias familiares

Santos Dumont morreu em 1932, quando Jorge Henrique tinha apenas seis anos. Apesar da pouca idade, o sobrinho-neto relatou, em entrevistas concedidas ao longo da vida, lembranças de visitas do parente famoso à casa de seu pai, no período em que vivia no Rio de Janeiro.

As recordações familiares ajudaram a preservar aspectos pessoais da história do inventor, para além de suas realizações na aviação.

Alberto Santos Dumont é reconhecido internacionalmente por suas contribuições ao desenvolvimento aeronáutico. Em 12 de novembro de 1906, ele realizou um voo público com o 14-Bis no Parque de Bagatelle, em Paris, diante de uma multidão de testemunhas.

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A morte de Jorge Henrique representa uma perda para a memória familiar de Santos Dumont e para os esforços de preservação de seu legado histórico.

 

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