POLÍTICA NACIONAL
Magno Malta volta a defender criação da CPMI do INSS
O senador Magno Malta (PL-ES) voltou a cobrar em Plenário, na terça-feira (20), a criação de uma comissão parlamentar mista de inquérito (CPMI) sobre as fraudes no INSS, cujo pedido já foi protocolado, com o apoio de 36 senadores e 223 deputados. Para ele, os parlamentares de oposição terão desafios que vão além da exigência de o presidente do Senado e do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre, ler o pedido de instauração da comissão em sessão conjunta do Congresso.
— [Os governistas] não quiseram assinar [o pedido da criação da comissão]. Mas, certamente, vão querer tomar [a liderança do colegiado] no dia seguinte [da sua instauração], como o fizeram na CPMI do dia 8 [de janeiro]. Vamos esperar essa CPMI do INSS. Já teve mensalão e petrolão, agora é o “aposentão”. Não tem nada mais para esconder; está tudo à luz do dia. Este governo perdulário e nocivo está exposto — declarou.
O senador também criticou o que considera uma maior intervenção do Supremo Tribunal Federal (STF) no Congresso Nacional nos últimos anos. Ele afirmou que decisões recentes do STF protegem depoentes em comissões parlamentares de inquérito e são exemplos de como essa Corte pode ser um obstáculo aos trabalhos dos parlamentares.
— [O instituto da] CPMI está cambaleante, porque o [ministro do STF] André Mendonça deu a Deolane [Bezerra, convocada à CPI das Bets em abril] uma liminar para ela desrespeitar a comissão, para não vir a uma convocação. A comissão parlamentar de inquérito tem poder de Justiça e de polícia. Mas o Supremo manda e desmanda aqui. Tem senador que treme quando se fala no nome de Alexandre de Moraes. Nós esperamos que não judicializem esta CPMI [do INSS], que ela não seja impedida.
No pedido de criação dessa comissão, os parlamentares que a apresentaram ressaltam que as investigações da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União apontaram a existência de um esquema de descontos irregulares em benefícios de aposentados e de pensionistas.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
POLÍTICA NACIONAL
Lei prioriza alimentos para rede de acolhimento a mulheres vítimas de violência
A rede de acolhimento a mulheres em situação de violência doméstica e familiar passa a ter prioridade no abastecimento de alimentos distribuídos pelo Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan). A medida está prevista na Lei 15.451, de 2026, sancionada pelo presidente da República e publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (1º).
Para estabelecer essa prioridade — que também beneficia os dependentes dessas mulheres —, a nova norma altera a Lei 11.346, de 2006.
A prioridade vale especialmente para os centros de atendimento integral e as casas-abrigo previstos na Lei Maria da Penha.
O Sisan é o sistema de gestão das políticas públicas de segurança alimentar e nutricional. Entre seus objetivos estão: formular e implementar políticas e planos de segurança alimentar; promover o direito à alimentação; e acompanhar a segurança alimentar e nutricional no país.
Senado
A nova lei teve origem em um projeto da senadora Teresa Leitão (PT-PE): o PL 996/2023.
Na justificativa do projeto, Teresa defende o fortalecimento da rede de atendimento às mulheres em situação de violência doméstica e argumenta que, para isso, é necessário garantir condições para que esses serviços atendam às necessidades básicas das vítimas e de seus dependentes.
Durante a análise da matéria na Comissão de Direitos Humanos (CDH), a senadora Leila Barros (PDT-DF) apresentou parecer favorável à iniciativa. Ela destacou que o projeto “busca integrar a política de segurança alimentar à política de enfrentamento à violência doméstica e familiar, constituindo-se como veículo de transversalidade, característica essencial das duas políticas públicas”.
Na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), a então senadora Augusta Brito (PT-CE) também apresentou parecer favorável à proposta. Ela ressaltou que, “como há grande proporção de vítimas de violência doméstica em condições de vulnerabilidade social, é fundamental que o Estado ofereça o suporte necessário a essas mulheres na busca de um mínimo de dignidade e da chance de reconstruir as suas vidas”.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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