DISPUTA PRESIDENCIAL

Flávio Bolsonaro aparece com 52% dos votos válidos contra 48% de Lula, aponta BTG/Nexus

Pesquisa divulgada nesta terça-feira (13) mostra diferença de quatro pontos percentuais entre os candidatos; rejeição ao presidente chega a 51%

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O senador Flávio Bolsonaro (PL) registra 52% das intenções de voto válidas na disputa pela Presidência da República, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 48%, segundo pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta terça-feira (13).

O levantamento aponta uma diferença de quatro pontos percentuais entre os candidatos no segundo turno das eleições presidenciais de 2026. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Na contagem dos votos totais, que considera também os eleitores que pretendem votar em branco, anular o voto ou ainda não definiram sua escolha, Flávio Bolsonaro aparece com 48%, enquanto Lula registra 45%.

Os votos brancos e nulos representam 5% das respostas, e outros 2% dos entrevistados não souberam ou preferiram não responder.

Os votos válidos, utilizados pela Justiça Eleitoral para definir o resultado das eleições, desconsideram votos brancos e nulos. Nas pesquisas, o cálculo também exclui os indecisos.

Rejeição de Lula chega a 51%

O levantamento também avaliou a resistência dos eleitores aos dois candidatos.

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Segundo os dados, 51% dos entrevistados afirmaram que não votariam em Lula de maneira alguma. Já Flávio Bolsonaro apresenta rejeição de 47%.

A diferença entre os índices é de quatro pontos percentuais, indicando que ambos enfrentam resistência de parcelas expressivas do eleitorado.

No primeiro turno, realizado em 4 de outubro, Flávio Bolsonaro recebeu 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula obteve 45,16%, conforme os resultados apresentados na reportagem.

Campanhas intensificam mobilização para o segundo turno

Com a proximidade da votação decisiva, os dois candidatos ampliaram suas estratégias de campanha.

Lula tem concentrado esforços em manifestações públicas e mobilizações nas redes sociais. Nos últimos dias, atos políticos reuniram apoiadores em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Recife.

Flávio Bolsonaro, por sua vez, tem buscado ampliar alianças partidárias e fortalecer sua presença digital. O candidato também intensificou iniciativas jurídicas contra conteúdos divulgados por adversários, com ações apresentadas à Justiça Eleitoral.

A disputa ocorre em um cenário de polarização, no qual os índices de rejeição e a mobilização dos eleitores podem influenciar o resultado das urnas.

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Dados da pesquisa

A pesquisa BTG/Nexus entrevistou 2.002 eleitores por telefone entre os dias 10 e 12 de outubro.

O levantamento possui margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07997/2026.

Os percentuais representam as intenções de voto registradas no período da pesquisa e não constituem previsão do resultado eleitoral.

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POLÍTICA NACIONAL

Daniella Ribeiro pede que eleitor avalie candidatos e reflita para votar

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A senadora Daniella Ribeiro (PP-PB), em pronunciamento no Plenário nesta terça-feira (13), criticou a polarização no país e defendeu que a população avalie com atenção as propostas e a atuação dos candidatos. Para a parlamentar, as divergências não devem impedir o diálogo nem comprometer a análise sobre os rumos do país.

— Que possamos sair da polarização que tanto fez mal e tem feito ao nosso país. Que pensemos com esse espírito crítico, esse espírito de cidadão e de cidadã. Político de estimação ninguém merece — afirmou.

Daniella também explicou a decisão de não disputar a reeleição ao Senado. A senadora disse que optou por apoiar a candidatura do filho, Lucas Ribeiro (PP), reeleito governador da Paraíba no primeiro turno das eleições de outubro. Lucas assumiu o cargo em abril deste ano, após a renúncia de João Azevêdo (PSB), que deixou o governo para disputar uma vaga no Senado. A parlamentar encerra o mandato em fevereiro de 2027.

— Muitos escolheriam que o filho ficasse sentado na cadeira e fosse para uma eleição tranquila, mas a Paraíba estava vivendo um momento extraordinário. E isso não sou eu quem está dizendo, são números, são institutos de pesquisa que mostram, não só no orçamento, na questão fiscal, no desenvolvimento. E aí eu tive que fazer uma escolha: ou a Daniella estar aqui no Senado, com tantos programas bons e projetos, ou o Lucas seguir e ir para essa eleição, e eu me retirei do processo eleitoral — declarou.

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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