POLÍTICA NACIONAL
Comissão debate situação atual e desafios da Universidade do Distrito Federal
A Comissão de Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados promove, na terça-feira (19), audiência pública sobre a situação atual, os desafios estruturais, administrativos e pedagógicos e as perspectivas de consolidação da Universidade do Distrito Federal (UnDF). O debate será realizado às 10 horas, no plenário 8.
A audiência atende a pedido da deputada Erika Kokay (PT-DF). Segundo a parlamentar, a UnDF foi criada para ampliar o acesso ao ensino superior público, gratuito e de qualidade no Distrito Federal, com foco na formação de profissionais para áreas estratégicas, como a educação básica.
Erika Kokay afirma que informações divulgadas recentemente apontam para preocupações relacionadas ao funcionamento da universidade, incluindo desafios na estrutura administrativa, na implementação dos cursos, na composição do corpo docente e técnico e no planejamento institucional.
“A UnDF desempenha papel estratégico na ampliação do acesso ao ensino superior público e na formação de profissionais para áreas essenciais, como a educação básica”, afirma.
A UnDF é a Universidade do Distrito Federal Professor Jorge Amaury Maia Nunes, uma instituição pública de ensino superior vinculada ao Governo do Distrito Federal.
Da Redação – RS
Fonte: Câmara dos Deputados
POLÍTICA NACIONAL
Chega ao Senado projeto que aumenta pena de quem atacar agente de segurança
O Senado vai analisar o projeto de lei que aumenta as penas para homicídio e lesão corporal dolosa praticados contra guardas municipais, policiais legislativos, agentes de segurança socioeducativa e privada e seus familiares. O PL 5.744/2023 foi aprovado pela Câmara dos Deputados com o texto do deputado Delegado da Cunha (União-SP).
O projeto altera o Código Penal e a Lei de Crimes Hediondos. A proteção abrange também autoridades e agentes de segurança pública, membros do Poder Judiciário, do Ministério Público, da Defensoria Pública e da Advocacia Pública, oficiais de justiça e agentes da guarda portuária — além de cônjuge, companheiro ou parente, inclusive por afinidade, até o terceiro grau.
Aumento de pena
O texto eleva a pena do homicídio qualificado no Código Penal de 12 a 30 anos para 20 a 40 anos de reclusão. O agravante também se aplica quando o crime for cometido contra cônjuge, companheiro ou parente, inclusive por afinidade, até o terceiro grau, em razão do vínculo com os profissionais citados.
Já a lesão corporal dolosa terá aumento de pena de metade a dois terços nas mesmas situações — atualmente, o acréscimo é de um terço a dois terços.
O texto ainda classifica como crime hediondo a lesão corporal gravíssima e a lesão seguida de morte contra essas pessoas. Segundo o Código Penal, lesões gravíssimas são aquelas que resultam em incapacidade permanente para o trabalho, enfermidade incurável, perda ou inutilização de membro, sentido ou função, deformidade permanente ou aborto.
Condenados por crimes hediondos não têm direito a anistia, graça, indulto ou fiança, e começam a cumprir a pena em regime fechado.
Legislação similar
O Congresso Nacional tem avançado na proteção penal de agentes públicos. No início do mês, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei 15.134/2025, originada do PL 4.015/2023 e relatada pelo senador Weverton (PDT-MA). A nova lei aumenta as penas para agressão e assassinato praticados contra juízes, promotores, procuradores, oficiais de justiça, defensores e advogados públicos e seus familiares.
Próximos passos
Aprovado na Câmara, o PL 5.744/2023 será despachado para as comissões temáticas do Senado Federal antes de ir a plenário. Para virar lei, o texto precisa ser aprovado nas duas casas do Congresso Nacional e sancionado pelo presidente da República.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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