POLÍTICA NACIONAL

Comissão debate uso da inteligência artificial nos cuidados à pessoa idosa

A Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa da Câmara dos Deputados debate, nesta terça-feira (5), o uso da inteligência artificial (IA) em programas de cuidados voltados à população idosa. O debate será realizado às 16 horas, em plenário a ser definido. A iniciativa é do deputado Geraldo Resende (PSDB-MS).

Segundo o parlamentar, a IA tem se consolidado como uma ferramenta inovadora em diversas áreas, incluindo a saúde e os cuidados com a pessoa idosa. Ele explica que soluções baseadas em IA têm sido utilizadas para monitoramento remoto de saúde, detecção de riscos, assistência na mobilidade, lembretes para medicamentos, bem como no combate à solidão e ao isolamento social, além da detecção da ansiedade e a depressão.

“Considerando o crescimento da população idosa no Brasil e os desafios associados ao envelhecimento, torna-se fundamental discutir como a IA pode contribuir para a melhoria da qualidade de vida desse segmento da população, garantindo segurança, autonomia e bem-estar”, avalia.

Ele acrescenta ser necessário avaliar as implicações éticas, regulatórias e sociais do uso dessas tecnologias, de forma a garantir que seu emprego ocorra de maneira acessível, segura e humanizada.

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Da Redação – RL

Fonte: Câmara dos Deputados

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POLÍTICA NACIONAL

Comissão aprova notificação à vítima em até 48 horas sobre decisões judiciais envolvendo agressor

A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou projeto que fixa prazo de até 48 horas para a vítima ser notificada sobre decisões da Justiça envolvendo o agressor, como entrada, transferência, saída ou fuga do sistema prisional. A proposta altera a Lei Maria da Penha.

O texto também permite que medidas tomadas pela Justiça para proteger a mulher ocorram à noite, em feriados e nos fins de semana.

Mudanças no texto original
A comissão aprovou o substitutivo do deputado Junio Amaral (PL-MG) ao Projeto de Lei 1425/26, da deputada Tabata Amaral (PSB-SP).

O texto original incluía o tema da violência contra a mulher nos currículos escolares, o que foi retirado da versão aprovada.

O relator também excluiu o dispositivo que previa a participação do Conselho dos Direitos da Mulher na formulação e no controle das políticas públicas.

Na avaliação de Junio Amaral, as mudanças deixam a proposta “mais coerente e eficiente” para aprimorar procedimentos, dados e políticas públicas de combate à violência doméstica.

Integração de dados
O texto prevê ainda que o Ministério da Justiça e Segurança Pública coordene, em conjunto com os estados, o Distrito Federal e os municípios, a divulgação de dados estatísticos sobre a aplicação da Lei Maria da Penha.

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O ministério também deverá integrar as bases de dados das secretarias estaduais de Segurança Pública em uma base nacional, disponibilizada em formato aberto, para facilitar a consulta e o uso das informações.

O Ministério Público também deverá divulgar, em seu site, estatísticas sobre a sua atuação nos casos de violência doméstica e familiar contra a mulher. Os dados deverão incluir, sempre que possível, informações por comarca, fiscalizações realizadas e medidas administrativas e judiciais adotadas.

Atuação de autoridades
O texto ainda proíbe que autoridades públicas punidas em processos disciplinares ou judiciais por descumprirem ou violarem normas da Lei Maria da Penha atuem em procedimentos administrativos ou judiciais previstos na própria lei.

Próximos passos
A proposta tramita em caráter conclusivo e será analisada agora pela Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher e, depois, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para virar lei, precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.

Reportagem – Emanuelle Brasil
Edição – Natalia Doederlein

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Fonte: Câmara dos Deputados

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