POLÍTICA MT
Deputado Nelson Barbudo comemora aprovação de urgência para projeto que barra ampliação de reserva no Pantanal
O plenário da Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (14), o regime de urgência para o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 274/24, que visa sustar o decreto presidencial responsável pela ampliação da Estação Ecológica de Taiamã, no Pantanal mato-grossense.
O deputado federal Nelson Barbudo (Podemos) celebrou o resultado da votação como uma vitória para os produtores rurais e moradores da região. “É uma grande conquista. Nós vamos derrubar esse decreto que, de forma autoritária, desapropriou milhares de hectares no nosso Pantanal, prejudicando quem vive e trabalha na terra”, afirmou o parlamentar.
A proposta, de autoria da deputada Coronel Fernanda (PL-MT) e apoiada por Barbudo e pela bancada ruralista, busca reverter a medida do governo federal que aumentou a área da unidade de conservação em cerca de 56.959 hectares.
*Defesa da região -* Para Nelson Barbudo, a ampliação da reserva ameaça a sustentabilidade econômica e social dos municípios impactados. “Nós queremos, sim, a preservação do Pantanal, mas não à custa da expulsão das famílias e da inviabilização da produção agropecuária na nossa região. Esse decreto foi feito sem diálogo com o setor produtivo de Mato Grosso”, declarou o deputado.
Com a aprovação da urgência, o projeto de lei poderá ser votado diretamente no plenário da Câmara, sem a necessidade de passar por todas as comissões temáticas, agilizando sua tramitação. A data para a votação do mérito ainda não foi definida.
POLÍTICA MT
“SAMU E CORPO DE BOMBEIROS SÃO COMPLEMENTARES. APROVAÇÃO DESTE PROJETO AMPLIA A CAPACIDADE DE SALVAR VIDAS”, DESTACA WELLINGTON
O Senado Federal aprovou, nesta quarta-feira (15), por 65 votos favoráveis e apenas dois contrários, o Projeto de Lei Complementar (PLP) 18/2021, que autoriza a destinação voluntária de emendas parlamentares da saúde para custear o atendimento pré-hospitalar realizado pelos Corpos de Bombeiros Militares dos estados e do Distrito Federal. A matéria segue agora para sanção presidencial.
O pré-candidato ao Governo de Mato Grosso, Wellington Fagundes (PL), votou favoravelmente à proposta e defendeu a iniciativa durante a sessão, ressaltando que o projeto representa um reconhecimento ao trabalho desenvolvido diariamente pelos bombeiros em todo o país.
Para Wellington, a medida garante segurança jurídica para que parlamentares possam fortalecer um serviço essencial, sem criar novas despesas para a União e sem retirar recursos do Sistema Único de Saúde (SUS).
“O atendimento pré-hospitalar realizado pelos bombeiros salva milhares de vidas todos os dias. O projeto apenas permite que esse serviço também possa receber investimentos por meio das emendas da saúde, fortalecendo a estrutura de quem está na linha de frente do socorro à população”, afirmou.
Durante seu pronunciamento, o senador destacou que os Corpos de Bombeiros Militares reúnem mais de 70 mil profissionais em todo o Brasil, responsáveis por mais de um milhão de atendimentos pré-hospitalares por ano, operando cerca de duas mil ambulâncias de resgate e aeronaves de suporte avançado à vida.
Wellington também ressaltou a realidade de seu estado, Mato Grosso, com dimensões continentais e grandes desafios logísticos.
“Somente em 2025, o Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso realizou mais de 44 mil atendimentos pré-hospitalares e atendeu quase 14 mil ocorrências de acidentes de trânsito. Em muitas situações, quem chega primeiro para salvar uma vida é justamente o bombeiro militar”, destacou.
O pré-candidato ao Governo, enfatizou ainda que a proposta não cria qualquer disputa entre o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e os Bombeiros.
“São serviços complementares. Enquanto o SAMU é referência nas urgências clínicas, os bombeiros atuam de forma decisiva nos acidentes, resgates, desastres e ocorrências em locais de difícil acesso. Quem precisa de socorro não quer saber qual instituição chegou primeiro; quer apenas ser salvo”, afirmou.
O texto aprovado proíbe que os recursos sejam utilizados para pagamento de pessoal ativo ou inativo dos Corpos de Bombeiros, limitando sua aplicação ao custeio e aos investimentos diretamente relacionados ao atendimento pré-hospitalar, como aquisição de ambulâncias, equipamentos de resgate e tecnologias para ampliar a capacidade de resposta das corporações.
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