POLÍTICA NACIONAL

Comissão aprova política para promover atividade circense

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 3486/19, que institui a Política Nacional de Apoio ao Circo (Pnac) para promover e amparar a atividade circense no Brasil.

O texto seguirá para o Senado, caso não haja recurso para análise pelo Plenário.

Para virar lei, a proposta precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.

Segundo a relatora, deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), a proposta está de acordo com a Constituição e com as leis e foi escrita de forma clara.

Direitos
Conforme o texto, o Pnac terá os seguintes objetivos:

  • oferecer meios que garantam a atuação dos circos e a preservação da arte circense brasileira;
  • propiciar instrumentos de participação da comunidade circense na formulação das ações oficiais voltadas à atividade;
  • assegurar aos artistas os direitos individuais e sociais a que têm direito como cidadãos;
  • promover a maior aproximação entre arte circense e a educação formal; e
  • recuperar e divulgar a memória do circo brasileiro.

Dificuldades
O projeto do deputado Tiririca (PL-SP) visa resolver as principais dificuldades enfrentadas pelos profissionais que atuam no circo:

  • a resistência de algumas autoridades à instalação das lonas em suas cidades;
  • a falta de financiamento; e
  • a dificuldade de acesso a direitos básicos por falta de domicílio fixo.
Leia Também:  Reforço à fiscalização da formação de atletas vai à sanção

Ações do governo
O texto lista 39 ações que União, estados, municípios e Distrito Federal devem tomar em prol da atividade circense e seus realizadores. Entre elas, estão:

  • simplificar a concessão de alvarás de funcionamento;
  • regulamentar normas de segurança;
  • destinar parte das loterias para o desenvolvimento de artes circenses;
  • adotar regras para garantir atendimento em hospitais públicos, aposentadoria e o voto em trânsito do circense.

A proposta determina ainda que o Estado deve assegurar às famílias circenses a efetivação do direito à educação, respeitadas as necessidades de aprendizagem próprias do aluno em situação de itinerância.

Prazo para o alvará
Alteração feita pela Comissão de Cultura e também aprovada pela CCJ, obriga o poder público municipal a expedir alvará do evento circense em até dois dias após a entrega da documentação exigida.

Esse alvará tem validade nacional e o município deverá ter espaço físico permanente para acomodar circos.

O texto original não dava prazo para entrega do alvará.

Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Ana Chalub

Fonte: Câmara dos Deputados

Leia Também:  Grupo Parlamentar de Cooperação Amazônica elege comissão executiva para biênio 2025/2026

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

POLÍTICA NACIONAL

Câmara aprova regras de proteção para trabalhadores do setor de refeições coletivas

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (7) projeto de lei que cria regras de proteção para trabalhadores em unidades de fornecimento de refeições coletivas. A proposta segue para análise do Senado.

Pelo texto aprovado, serão atividades típicas do setor a produção, a manipulação e a distribuição de refeições em grande escala para empresas, em ambiente não comercial. O piso salarial deverá ser definido por convenção ou acordo coletivo.

A jornada seguirá regras da CLT, com possibilidade de jornadas diferenciadas e escalas de revezamento por negociação coletiva. Está previsto o pagamento de adicional de insalubridade ou periculosidade quando houver caracterização técnica das condições de trabalho, sem permitir a acumulação de benefícios.

O texto aprovado é a versão do relator, deputado Bruno Farias (Republicanos-MG), para o Projeto de Lei 6601/25, do deputado Marcos Pereira (Republicanos-SP). Segundo o relator, ajustes pontuais foram feitos para aprimorar o texto.

O substitutivo altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) ao tratar de piso salarial, jornada, adicionais ocupacionais e aposentadoria especial. “A nova redação preserva integralmente a essência da proposta”, afirmou Bruno Farias.

Leia Também:  Congresso reúne-se hoje para promulgar a PEC do corte de gastos do governo

O substitutivo aprovado também prevê aposentadoria especial para segurados do Regime Geral de Previdência Social (RGPS) desde que haja exposição habitual e permanente a agentes nocivos, conforme a legislação previdenciária.

“Trata-se de categoria essencial à segurança alimentar e à saúde de milhões de brasileiros. A atual lacuna normativa contribui para a precarização, rotatividade e exposição a riscos ocupacionais”, disse Marcos Pereira, autor do projeto original.

Reportagem – Ralph Machado
Edição – Wilson Silveira

Fonte: Câmara dos Deputados

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

política mt

mato grosso

policial

PICANTES

MAIS LIDAS DA SEMANA