POLÍTICA NACIONAL

CI debaterá repasse de custos por usinas que não geram energia

Com os avanços das fontes renováveis e as limitações da atual infraestrutura de escoamento, o setor elétrico brasileiro enfrenta um desafio operacional crescente: o mecanismo de constraint-off. Esse cenário será debatido em audiência pública na Comissão de Infraestrutura (CI), ainda sem data definida. Requerimento nesse sentido (REQ 50/2025 – CI), do senador Marcos Rogério (PL-RO), foi  provado nesta terça-feira (17).

O constraint-off ocorre quando usinas geradoras de energia tecnicamente disponíveis são impedidas de operar por restrições físicas da rede. Nessas situações, as usinas são indenizadas por meio dos Encargos de Serviços do Sistema (ESS), custos que acabam sendo repassados aos consumidores.

Há ainda os chamados curtailments — cortes de geração não indenizados —, que são absorvidos pelos empreendedores. O debate gira em torno da possibilidade de que esses custos passem a ser cobertos também pelo ESS, o que poderia aumentar ainda mais a conta dos consumidores.

No requerimento, o senador destaca também os aspectos jurídicos e contratuais envolvidos no tema, especialmente sobre a alocação de riscos nos contratos de energia e a legitimidade de repasses financeiros ao consumidor final.

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A audiência contará com representantes das seguintes instituições:

  • Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec);
  • Conselho Nacional de Consumidores de Energia Elétrica (Conacen);
  • Associação Brasileira dos Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres (Abrace);
  • Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica);
  • Associação Brasileira das Empresas Geradoras de Energia Elétrica (Abrage);
  • Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar);
  • Frente Nacional dos Consumidores de Energia;
  • Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel);
  • Ministério de Minas e Energia (MME);
  • Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Instalada a Subcomissão Permanente dos Povos Indígenas Yanomami

Foi instalada nesta quarta-feira (6) a Subcomissão Permanente dos Povos Indígenas Yanomami, com objetivo de acompanhar, fiscalizar e propor melhorias nas políticas públicas voltadas aos povos da Terra Indígena Yanomami. A subcomissão, vinculada à Comissão de Direitos Humanos (CDH), elegeu a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) para sua presidência. 

Ela já apresentou um plano de trabalho prevê audiências públicas, diligências e visitas técnicas para avaliar ações nas áreas de saúde, assistência social, segurança e combate ao garimpo ilegal. Criada por requerimento (REQ 87/2025 – CDH) apresentado pela própria Damares, a subcomissão terá atuação permanente para acompanhar a situação dos povos Yanomami, Ye’kwana e Sanöma. 

Entre os pontos previstos no plano de trabalho estão debates sobre a efetividade das ações da Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional (Espin), fiscalização da aplicação de recursos públicos destinados ao território indígena e avaliação das ações de desintrusão e enfrentamento da crise humanitária.  

Visitas técnicas e fiscalização 

O plano também prevê diligências em Roraima e no Amazonas, além de visitas técnicas de senadores e técnicos da CDH às comunidades indígenas e aos órgãos responsáveis pelas ações de proteção e promoção dos indígenas.  

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— Essa é uma subcomissão permanente, ela acompanhará de perto essa situação, o Brasil precisa dar uma resposta ao povo Yanomami. Informo que teremos diligência na área Yanomami e teremos, além de diligência de senadores, visitas técnicas dos técnicos da CDH — afirmou a senadora. 

O senador Flávio Arns (PSB-PR) destacou a importância do trabalho da subcomissão e defendeu a atuação conjunta do Senado na elaboração de políticas públicas para os povos indígenas. 

— Estamos nos colocando à disposição dos povos Yanomamis para que possamos escutar, colaborar e agir em conjunto com eles para a elaboração de políticas adequadas para o bem-estar, o desenvolvimento, a humanidade, a economia, tudo o que for necessário — declarou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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