POLÍTICA NACIONAL

CDH rejeita sugestão de proibir programas policiais na TV aberta das 6h às 22h

A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) rejeitou, nesta quarta-feira (14), a sugestão (SUG 24/2020) de proibir a exibição de programas policiais sensacionalistas pela televisão aberta das 6h às 22h. A ideia legislativa, encaminhada por meio do portal e-Cidadania por Jonas Rafael Rossatto, do Paraná, recebeu voto pela rejeição do relator, senador Eduardo Girão (Novo-CE), e agora será arquivada. 

O autor da sugestão, que recebeu apoio de 22.048 cidadãos, argumenta que a exibição de conteúdos violentos no horário indicado permite que crianças e adolescentes assistam a cenas inadequadas para a idade, contrariando o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA – Lei 8.069, de 1990).  

Mesmo dizendo concordar com o conteúdo da ideia legislativa, Girão afirmou que proibir a exibição desses programas nos horários indicados entraria em conflito com a liberdade de expressão. 

— Como parlamentar comprometido com o estado democrático de direito, e defensor das liberdades civis, não posso apoiar qualquer medida que implique censura prévia ou intervenção estatal no conteúdo editorial de meios de comunicação — declarou Girão.

Mas Girão prometeu apresentar um projeto de lei que possa “aperfeiçoar” o sistema atual de classificação indicativa para a esses tipos de conteúdo. 

Leia Também:  Projeto exige contratação de artistas locais em eventos culturais de governos

— Deixo registrada minha firme intenção de trabalhar na construção de um projeto de lei que não afronte a Constituição, mas que permita maior rigor e eficácia na proteção de crianças e adolescentes contra a exposição a conteúdos violentos e inadequados, inclusive no campo jornalístico. Esse novo marco legal poderá propor ajustes na metodologia de classificação, tornar obrigatórios avisos mais claros sobre o teor dos programas e incentivar práticas de autorregulação e responsabilidade editorial, tudo dentro do marco constitucional e com o devido respeito à liberdade de imprensa — disse Girão.

A presidente da CDH, senadora Damares Alves (Republicanos-DF), elogiou o parecer de Girão e aproveitou para agradecer a participação dos cidadãos pelo portal e-Cidadania. Ela disse Jonas Rafael Rossatto teve “boa intenção” ao apresentar a ideia. 

— Ele apresentou em 10 de junho de 2020 e em 26 de agosto ele consegue o número de 21.480 pessoas apoiando sugestão dele. O que mostra que muita gente pensa como o Jonas e o senador também pensa como ele, a gente viu no voto, só não poderia ser essa sugestão. Mas o compromisso do senador Girão é de apresentar um projeto de lei com a essência da sugestão dele — declarou Damares. 

Leia Também:  Câmara abre processo seletivo de projetos de exposições artísticas e históricas

O senador Sérgio Moro (União-PR) apoiou o relatório de Girão e também defendeu a liberdade de expressão. 

— De fato existe esse bem maior que é a liberdade de expressão e a nossa própria Constituição, embora venha sendo desrespeitada recentemente sobre esse tema, proíbe a censura prévia. Então as ponderações do Girão estão corretas, sem prejuízo de serem tomadas medidas orientativas ou de classificação desses programas — disse Moro.

Cenas de violência

Estudos conduzidos por instituições como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) indicam que a exposição constante a cenas de violência, especialmente na infância e adolescência, pode provocar efeitos como ansiedade, distúrbios do sono, medo excessivo, comportamentos agressivos e um processo de dessensibilização frente à violência real.

Dados do Instituto Alana e da Sociedade Brasileira de Pediatria apontam que crianças expostas a conteúdos violentos, inclusive jornalísticos, têm maior propensão a normalizar comportamentos agressivos e a desenvolver uma percepção distorcida de segurança pública e convivência social. 

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

Propaganda

POLÍTICA NACIONAL

Câmara aprova projeto que garante atestado para funcionário que acompanhar criança doente

A Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que obriga a emissão de atestado para amparar ausência no trabalho de responsável legal de criança menor de 12 anos cuja doença demande assistência direta. A proposta será enviada ao Senado.

De autoria do deputado Alencar Santana (PT-SP), o Projeto de Lei 4913/25 foi aprovado na forma de substitutivo da relatora, deputada Denise Pêssoa (PT-RS).

Segundo o texto, a emissão do atestado será obrigatória sempre que for recomendado repouso da criança e houver necessidade de acompanhamento direto durante o período de recuperação.

No entanto, o afastamento do ambiente de trabalho não implicará necessariamente uma folga. Sempre que possível, a atividade laboral será realizada por teletrabalho, compensação de jornada e outras formas previstas em lei ou em negociação coletiva.

Além dos dados de identificação, o atestado deverá conter o período recomendado de repouso e a declaração expressa da necessidade de acompanhamento do responsável legal. Caso não haja impedimento ético-médico, também deverá ser descrito o diagnóstico pelo médico assistente da criança.

Leia Também:  Comissão aprova prazo para redirecionamento de execução trabalhista a ex-sócio

Licença
No caso de não ser possível prestar assistência direta indispensável à criança simultaneamente com o exercício do trabalho ou por meio de compensação de horário, uma licença deverá ser concedida por 14 dias, consecutivos ou não, dentro de um período de 12 meses. O início desse período será contado a partir da data do primeiro afastamento concedido.

Durante a licença, serão assegurados a manutenção do vínculo empregatício e os direitos previstos em acordo ou convenção coletiva de trabalho.

Os dias tirados por essa licença não serão considerados falta ao serviço para fins de desconto do salário e contagem de dias de férias a que o trabalhador tem direito pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

Mais informações em instantes

Reportagem – Eduardo Piovesan e Tiago Miranda
Edição – Pierre Triboli

Fonte: Câmara dos Deputados

Continue lendo

política mt

mato grosso

policial

PICANTES

MAIS LIDAS DA SEMANA