ELEIÇÕES 2026
Mauro Mendes confirma lançamento de pré-candidatura ao Senado e prepara ato político ao lado de Virgínia Mendes
Ex-governador anunciou que fará evento no próximo dia 17 para oficializar projeto eleitoral; ex primeira-dama deve disputar vaga na Câmara Federal
O ex-governador Mauro Mendes deu mais um passo rumo às eleições de 2026 e confirmou que realizará, na próxima quarta-feira (17), um ato político para oficializar sua pré-candidatura ao Senado Federal. O anúncio foi feito nesta sexta-feira (12), durante agenda pública ao lado do governador Otaviano Pivetta, em Cuiabá.
A declaração ocorreu durante a entrega de unidades habitacionais no Residencial Parque do Cerrado. Na ocasião, Mauro revelou que o evento será realizado às 18h30, na sede do União Brasil, reunindo lideranças políticas, apoiadores e aliados do grupo que atualmente comanda o Palácio Paiaguás.
Além de confirmar sua entrada na disputa por uma das duas vagas ao Senado que estarão em jogo em 2026, Mauro Mendes também informou que a ex primeira-dama Virgínia Mendes deverá disputar uma cadeira na Câmara dos Deputados. A estratégia reforça a presença do grupo político em duas das principais disputas proporcionais do próximo pleito.
Apontado por pesquisas de intenção de voto como um dos principais nomes na corrida ao Senado, Mauro busca transformar a popularidade acumulada durante sua gestão no Governo de Mato Grosso em capital eleitoral. A expectativa é que a pré-campanha seja intensificada nos próximos meses, com agendas em diversas regiões do Estado.
Nos bastidores, a movimentação também demonstra alinhamento com o projeto político do governador Otaviano Pivetta, que desponta como principal nome governista para a sucessão estadual. Mauro, por sua vez, deve atuar como um dos principais articuladores da campanha governista, ampliando sua influência no processo eleitoral de 2026.
Mesmo diante de críticas e ataques de adversários políticos, o ex-governador tem sinalizado disposição para defender seu legado administrativo e enfrentar o debate eleitoral. A oficialização da pré-candidatura marca o início de uma nova etapa de sua trajetória política, agora com foco em uma vaga no Congresso Nacional.Se desejar, também posso fazer uma versão mais contundente, destacando que Mauro Mendes e Virgínia Mendes disputarão as eleições em uma “dobradinha eleitoral” e que o ato representa a largada oficial do projeto político do casal para 2026.
POLÍTICA MT
Aos 20 anos da Lei Maria da Penha, Barbudo propõe pacote de medidas contra violência e feminicídio
Projetos apresentados pelo deputado ampliam proteção às mulheres em aplicativos de transporte e no ambiente de trabalho, preveem suporte financeiro às vítimas e endurecimento da resposta aos agressores
Vinte anos depois de a Lei Maria da Penha transformar o enfrentamento à violência doméstica no Brasil, o deputado federal Nelson Barbudo (Podemos-MT) defende que o país dê um novo passo: ampliar os mecanismos capazes de proteger a mulher antes que a escalada da violência termine em feminicídio.
Nesta sexta-feira (7), data que marca as duas décadas da sanção da Lei nº 11.340/2006, o parlamentar destacou um conjunto de projetos que vem trabalhando para transformar em lei no Congresso Nacional.
As propostas atuam em diferentes situações de vulnerabilidade enfrentadas pelas mulheres. Entre elas estão o reforço da segurança nos aplicativos de transporte e a responsabilização das empresas; o afastamento de acusados de assédio no ambiente de trabalho; mecanismos de apoio financeiro às vítimas; e medidas mais rigorosas para impedir que agressores representem novamente risco às mulheres.
“Isso não é estatística. Isso é um absurdo. É uma rotina que precisa acabar” – afirmou Barbudo ao tratar dos casos de feminicídio registrados no país.
Uma das propostas destacadas pelo deputado trata especificamente da segurança das mulheres que utilizam aplicativos de transporte. Barbudo defende que as plataformas assumam maior responsabilidade pela segurança oferecida às passageiras e que sejam estabelecidos mecanismos mais rigorosos de proteção e responsabilização.
“Uma mulher entra num carro de aplicativo e fica rezando para chegar ao seu destino sem sofrer violência. A segurança precisa ser reforçada no aplicativo e a empresa também precisa assumir responsabilidade” – afirmou.
A proposta integra a estratégia defendida pelo parlamentar de ampliar os espaços de proteção à mulher para situações que fazem parte da rotina de milhões de brasileiras.
Outro eixo do pacote apresentado por Barbudo está relacionado ao assédio dentro das empresas. O deputado propõe o afastamento do acusado como medida de proteção à vítima enquanto o caso é apurado, evitando que a mulher seja obrigada a continuar convivendo diariamente no mesmo ambiente com seu suposto agressor.
Para Barbudo, a permanência dessa convivência pode intimidar a vítima e dificultar a própria denúncia.
O parlamentar também defende mecanismos de proteção financeira para mulheres que tenham sua capacidade de sustento comprometida em consequência da violência ou do assédio.
A preocupação, segundo ele, é impedir que a dependência econômica obrigue uma vítima a permanecer em uma situação de vulnerabilidade.
*Do combate à prevenção*
As propostas ganham significado especial no aniversário de 20 anos da Lei Maria da Penha. Sancionada em 7 de agosto de 2006, a legislação tornou-se um divisor de águas ao criar mecanismos específicos de prevenção e enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher.
Para Barbudo, entretanto, duas décadas depois o desafio é avançar principalmente na capacidade de antecipar a atuação do Estado.
A avaliação do deputado é de que a violência contra a mulher precisa ser enfrentada em todas as etapas: desde o assédio e as primeiras manifestações de agressividade e controle até situações de ameaça concreta à vida.
Isso exige, segundo ele, proteção à vítima, condições para romper situações de dependência, responsabilização de quem tem dever de garantir segurança e uma resposta mais efetiva do sistema de Justiça diante de agressores que representem risco.
“Eu tenho um pacote de projetos de lei para a defesa da mulher. Precisamos transformar essas propostas em leis para que nossas mulheres tenham a proteção devida do Estado” – afirmou.
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