FINANCIAMENTO ELEITORAL

Bilionário doa R$ 300 mil a candidatos de MT e financia campanhas de eleitos e derrotados

Rubens Ometto, presidente do conselho da Cosan, destinou recursos a Carlos Avallone, coronel Roveri, Eduardo Botelho e Jéssica Riva; doações nacionais somaram R$ 6,6 milhões

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O empresário Rubens Ometto Silveira Mello, presidente do conselho de administração da Cosan, destinou R$ 300 mil a quatro candidaturas em Mato Grosso nas eleições de 2026. Os recursos beneficiaram políticos que conquistaram cadeiras na Assembleia Legislativa (ALMT) e outros que não conseguiram se eleger.

Entre os contemplados estão os deputados estaduais Carlos Avallone (PSDB) e coronel Roveri (Podemos), ambos eleitos, além de Eduardo Botelho (MDB) e Jéssica Riva (MDB), que ficaram fora da próxima legislatura.

Avallone, que disputou a reeleição, recebeu R$ 50 mil do empresário e conquistou uma cadeira com 1,61% dos votos válidos. Roveri também contou com uma contribuição de R$ 50 mil e foi eleito com 2,48% dos votos válidos.

Já Eduardo Botelho e Jéssica Riva receberam R$ 100 mil cada um. Apesar do apoio financeiro, nenhum dos dois conseguiu conquistar uma vaga na Assembleia Legislativa.

Em todo o país, Ometto figurou como o maior doador individual de campanhas eleitorais, com R$ 6,6 milhões distribuídos a 38 destinatários, entre candidatos e diretórios partidários.

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Levantamento divulgado pelo g1 aponta que 13 candidatos beneficiados pelo empresário foram eleitos, sendo nove deputados federais e quatro estaduais. Juntos, receberam R$ 1,7 milhão.

Outros 14 candidatos apoiados não conseguiram se eleger. Desse grupo, dez disputavam vagas na Câmara dos Deputados e quatro concorriam às assembleias legislativas. As contribuições destinadas a eles somaram R$ 1,95 milhão.

Três candidatos terminaram a eleição na condição de suplentes nas assembleias estaduais, após receberem, juntos, R$ 450 mil.

Além dos repasses individuais, Ometto destinou R$ 2,5 milhões a oito diretórios partidários, sendo um nacional e sete estaduais.

As doações diretas do empresário foram direcionadas exclusivamente a candidatos ao Legislativo. Não houve contribuições individuais para campanhas à Presidência da República, aos governos estaduais ou ao Senado.

O PSD foi a legenda com maior número de candidatos beneficiados, com cinco doações. PL e Republicanos aparecem na sequência, com quatro candidatos contemplados cada. Também receberam contribuições candidatos do PT, PP, MDB, Podemos, PSDB, PSB e Novo.

Entre as siglas, o PP concentrou o maior volume de recursos.

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Atuação empresarial

Rubens Ometto e sua família controlam a Cosan, grupo brasileiro com investimentos em diferentes setores da economia, incluindo infraestrutura e energia.

A holding também possui participação na Raízen, companhia criada em 2011 e controlada conjuntamente pela Cosan e pela Shell.

Em julho de 2026, a Justiça de São Paulo homologou o plano de recuperação extrajudicial da Raízen, envolvendo a renegociação de aproximadamente R$ 61,4 bilhões em dívidas com bancos e investidores.

Apesar das dificuldades financeiras enfrentadas pela companhia, Ometto manteve participação expressiva no financiamento eleitoral deste ano, com contribuições distribuídas entre diferentes partidos e candidaturas em todo o Brasil.

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POLÍTICA NACIONAL

Quaest: Flávio Bolsonaro tem 50% e Lula registra 40% das intenções de voto no DF

Levantamento aponta vantagem de dez pontos percentuais do candidato do PL no segundo turno; 94% dos entrevistados afirmam que já definiram seu voto.

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O senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa pelo Palácio do Planalto entre os eleitores do Distrito Federal. Pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (12) mostra Flávio com 50% das intenções de voto, contra 40% de Lula no segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 25 de outubro.

De acordo com o levantamento, 6% dos entrevistados afirmaram que pretendem votar em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos. Outros 4% disseram não saber em quem votar.

A pesquisa também avaliou o grau de definição das escolhas eleitorais. Para 94% dos entrevistados, a decisão sobre o candidato é definitiva. Já 6% afirmaram que ainda podem mudar de posição até o dia da votação.

Este é o primeiro levantamento da Quaest no Distrito Federal após a confirmação do segundo turno entre Flávio Bolsonaro e Lula. Na pesquisa anterior, divulgada em 29 de setembro, Flávio tinha 48% das intenções de voto, enquanto Lula aparecia com 33%. Na ocasião, brancos, nulos e eleitores que não pretendiam votar somavam 12%, e 3% não souberam responder.

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O instituto também mediu a avaliação do governo federal no Distrito Federal. A aprovação do trabalho de Lula subiu de 37% para 42%, enquanto a desaprovação recuou de 59% para 54%. Outros 4% não souberam avaliar a gestão, percentual que permaneceu estável em relação ao levantamento anterior.

A Quaest entrevistou 1.104 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 8 e 11 de outubro. A pesquisa tem margem de erro de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o número BR-06799/2026.

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