POLÍTICA MT

Virginia Mendes lança pré-candidatura a deputada federal e destaca defesa das famílias, das mulheres e das crianças

A ex-primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes, lançou oficialmente sua pré-candidatura à Câmara Federal ao lado do ex-governador Mauro Mendes, pré-candidato ao Senado Federal, dos filhos Luis Antonio e Maria Luisa, na noite desta terça-feira (23), em Cuiabá. O encontro reuniu mais de 100 prefeitos, prefeitas e primeiras-damas de diversas regiões do estado, além do governador Otaviano Pivetta, deputados estaduais, vereadores, secretários estaduais e municipais, lideranças religiosas, entre elas os padres Tony Peregrino e Elilzo Oliveira, e os pastores Hugo Brito e Yuri Lima, além da pastora Adriana Sousa.

Em seu discurso, Virginia compartilhou momentos marcantes de sua trajetória pessoal e explicou as causas que pretende defender caso seja eleita para a Câmara Federal. Em uma fala emocionada, ela destacou a defesa das famílias, o enfrentamento à violência doméstica, a proteção das crianças, o fortalecimento de políticas sociais e a necessidade de leis mais rigorosas para proteger as mulheres.

“Eu quero continuar trabalhando pelas pessoas que mais precisam. Quero defender as mulheres, as crianças e as famílias. Precisamos de leis mais fortes e mais severas para proteger as nossas mulheres”, afirmou.

Ideaalizadora do programa de estado, SER Família, Virginia lembrou a base e o significado do projeto que tornou-se lei no estado. “Superação, Esperança e Respeito, e a família como base, esse é o significado desse programa”, salientou.

Ao falar sobre sua história de vida, Virginia relembrou a infância simples e o fato de ser filha adotiva. Em um dos momentos mais emocionantes da noite, ela disse ter orgulho de sua origem e defendeu a adoção como um gesto de amor capaz de transformar vidas.

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“Sou filha adotiva e tenho muito orgulho disso. Se não fosse a adoção, talvez eu não tivesse a família que tenho hoje. O amor não faz diferença entre filhos. O amor é igual”, declarou.

Virginia também citou a filha adotiva do casal como exemplo de que os laços familiares vão muito além dos vínculos biológicos. Segundo ela, a experiência pessoal reforça seu compromisso com a defesa das crianças e das famílias brasileiras.

A ex-primeira-dama afirmou que sua identificação com as pessoas mais vulneráveis nasce da própria história.

“Eu vim de uma família humilde. Sei o que é precisar de ajuda. Por isso me identifico tanto com as pessoas mais carentes e quero continuar trabalhando para melhorar a vida delas”, disse.

O discurso também teve momentos de descontração. Ao lembrar como conheceu o governador Mauro Mendes, Virginia contou que tinha apenas 12 anos na época. Mauro, ao seu lado, corrigiu afirmando que ela tinha 13 anos. Em seguida, Virginia respondeu sorrindo: “Eu tinha 12 ou 14. Treze não!”, arrancando risos e aplausos do público.

Ao defender sua pré-candidatura, Virginia ressaltou que a decisão foi tomada após um período de reflexão e oração.

“Eu demorei para responder porque precisava de uma mensagem de Deus. Entreguei essa decisão nas mãos Dele. Se for da vontade de Deus e da vontade do povo, meu nome está à disposição para continuar servindo Mato Grosso”, afirmou.

Durante o evento, o governador Mauro Mendes destacou o trabalho realizado pela esposa ao longo dos últimos anos, especialmente na área social.

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“Virginia não foi apenas uma primeira-dama de Estado. Ela serviu à população. Ela idealizou o programa SER Família, que alcançou os 142 municípios de Mato Grosso. Virginia tem suas limitações de saúde, mas é uma mulher forte e está preparada para passar por esse processo”, declarou.

O governador Otaviano Pivetta, agradeceu o casal por colocar os nomes à disposição nas eleições de 2026. “Eu sou grato a vocês por estarem à disposição da população. Virginia, eu acompanhei a trajetória de vocês, a chegada de vocês na política em 2008, foram muito desafios, muito esforço, exposição e sacrifício em nome do serviço público, sabemos o quanto ela exigiu dedicação”, disse Pivetta.

A primeira-dama de Campo Verde, Rosilei Borges, também ressaltou a parceria construída com Virginia Mendes durante os anos em que esteve à frente das ações sociais do Estado.

“Eu costumo dizer que fomos abençoadas. Aprendemos muito com Virginia Mendes. Mesmo atuando de forma voluntária, ela sempre esteve à disposição para nos apoiar nos projetos. Foi uma experiência diferente do que vimos em outras épocas”, afirmou.

Ao encerrar o discurso, Virginia voltou a destacar os pilares que pretende defender em sua caminhada política: a proteção das famílias, o combate à violência contra a mulher, a defesa das crianças, o fortalecimento das ações sociais e a promoção da dignidade para quem mais precisa.

“Família é a base de tudo. É por ela, pelas mulheres, pelas crianças e pelas pessoas que mais precisam que eu me coloco à disposição”, concluiu.

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POLÍTICA MT

Simpósio sobre Autismo da ALMT expõe falhas do Estado e cobra efetivação de leis em MT

A necessidade de uma atuação mais efetiva do poder público marcou a 6ª edição do Simpósio sobre Autismo com o tema “Integração entre Educação, Saúde e Inovação na Construção de uma Rede de Cuidado ao Transtorno do Espectro Autista (TEA)”, realizada nesta segunda-feira (22), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). O deputado estadual Wilson Santos (PSD) que conduziu os trabalhos, destacou que o estado possui mais de 30 leis e propostas engavetadas que precisam ser executadas com urgência para assegurar o direito e a dignidade das famílias.

“Neste encontro, estamos cobrando as instituições e autoridades, os compromissos e promessas que foram realizadas. Foram dezenas de leis aprovadas por esse parlamento, candidatos às prefeituras, ao legislativo, ao governo do estado e nós estamos então, realizando esse seminário para tratar especialmente da cobrança, porque é um tema importante e as leis precisam sair do papel e os compromissos precisam ser cumpridos. O objetivo desse evento é cobrar das autoridades ações concretas em favor do autismo”, explica o parlamentar.

Ele, que é autor de 15 leis na Casa de Leis – baseadas em reivindicações da sociedade para fortalecer a rede de proteção e estruturar as políticas públicas -, avalia que é preciso que o estado execute as propostas aprovadas em prol das famílias mato-grossenses. “A gente luta para fazer uma lei, não é fácil, analisa os pontos constitucionais e legais, estuda, e depois de um longo tempo consegue aprovação final. E depois ela não é aplicada. O estado não cumpre a lei. O fiscal da lei é o Ministério Público Estadual (MPE) e o estado tem que cumprir a lei”, relatou Wilson Santos

Auditoria – Além de não cumprir a legislação vigente, a representante do conselheiro Guilherme Maluf do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), Karisia Cardoso, que é secretária do Núcleo de Políticas Públicas (NPP), apresentou os trabalhos preliminares realizados de auditoria operacional sobre a atenção à criança com deficiência e TEA para avaliar a efetividade, acesso e qualidade dos serviços. Um dos pontos preocupantes é que o levantamento mostra que as políticas públicas desenvolvidas pelo estado ao público autista e seus familiares – não estão causando impacto no campo social por falta de funcionamento.

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Para complementar, o supervisor e auditor do TCE, Denisvaldo Ramos, explica que o NPP tem um papel importante para o autismo de Mato Grosso, pois analisa os atos públicos de modo geral para compreender o verdadeiro cenário. Durante o simpósio, ele apresentou dados preocupantes da atuação da gestão estadual com o tema. “O nosso intuito é fazer o trabalho e levar o resultado para a ponta. Enquanto não vermos o resultado na ponta, não estaremos satisfeitos com a política pública. Temos que buscar alinhar a política pública ao resultado finalístico”, explica.

Dentre os dados apresentados por ele, mostra que a política pública está desassistida pelo poder público já que há um grupo condutor – que envolve diversos atores – que não se reúne desde janeiro de 2024. Sem contar as falhas no processo de monitoramento do tempo de espera do paciente para ser atendido, unidades de saúde que não asseguram uma quantidade de equipe mínima exigida pela Nota Técnica do Ministério da Saúde.

“Há ausência de rubrica orçamentária, sendo essa uma peça fundamental – não existe para TEA e para demais especificidades. Ausência de profissionais especialistas que interferem nesta política pública. Sem contar que desde 2009, a Programação Pactuada e Integrada (PPI) não é executada, os repasses do estado para os centros especializados mantiveram o valor mínimo e 99% da manutenção estão sendo financiados pelos governos federal e municipais. O estado tem uma mera contrapartida em algo de aproximadamente de R$ 2,5 mil por mês que não dá para pagar um serviço de limpeza”, relatou o auditor do TCE.

Conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), foram apontadas 41.242 pessoas com TEA, conforme Denisvaldo, são elementos declaratórios e subnotificados. “Depois destes dados, identificamos que houve uma explosão real em campo, com crescimentos de 2021 e 2026 – a exemplo de Sinop que tinha 240 para mil alunos laudados e de 400 a 800 diagnósticos atendidos e Sorriso de seis para 105 alunos nível 3”, informou o supervisor aos participantes do evento.

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Ele também relatou que uma das preocupações do TCE foi a produtividade dos servidores entre os anos de 2024 e início de 2026 que estão desenvolvendo a política pública. “A produtividade documentada está em 78% abaixo do parâmetro interno de atendimento. Corroboramos com outros nove documentos. Pontos ociosos e nos preocupou demais. Há vontade de fazer política pública para acontecer, mas há problemas estruturais. E uma das preocupações das famílias é o abandono forçado – por falta de ausência de políticas públicas”, complementou.

De acordo com Denisvaldo, no momento está sendo feito os devidos levantamentos dos 142 municípios, sendo encaminhado via questionário para obter as informações necessárias. Logo, será finalizado o relatório para que o TCE faça as recomendações estratégicas para a Secretaria de Estado de Saúde (SES) e será acompanhada a execução. “Vamos ter que trabalhar a parte da governança financeira e revisão técnica PPI não se faz política pública sem recursos. É preciso que o estado melhore neste ponto. A questão da baixa produtividade traz para a política é assustadora. Mesmo assim, a própria gestão foi colaborativa no processo com o TCE”, declarou.

“Parabenizo o TCE por essa auditoria que revelou a grande verdade. O estado é terra arrasada quando o assunto é o autismo. O estado está de costas para essa temática e essa carga está sobre os ombros dos municípios e da União. O importante é que no final da auditoria estão as sugestões. Tem gasto do estado que não se justifica e fica mais alarmante ainda quando a gente vê o estado gastando quase zero com essa temática. São famílias, professores em desespero, o estado praticamente está quase nulo”, destacou Wilson Santos.

Além desta palestra, o Simpósio apresentou temas que trataram sobre os desafios enfrentados pelas famílias diante da insuficiência de apoio do poder público, a construção da autonomia na primeira infância, aspectos genéticos relacionados ao TEA, a Casa do Autista, os direitos fundamentais das pessoas autistas, o autismo em mulheres, o cuidado com os cuidadores e os sinais precoces do transtorno.

Fonte: ALMT – MT

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