POLÍTICA MT

Deputado cobra ação emergencial da Defesa Civil para enfrentar as enchentes em várias regiões de MT

O deputado estadual Thiago Silva (MDB) fez uma solicitação à Defesa Civil de Mato Grosso para a adoção de medidas emergenciais destinadas a mitigar os impactos das enchentes que assolam diversos municípios do Estado. As fortes chuvas da última semana deixaram um rastro de destruição e sofrimento, afetando comunidades rurais e urbanas em municípios como Rio Branco, Rondonópolis, Nova Nazaré, Cuiabá, São José do Rio Claro, Tangará da Serra e Salto do Céu.

Entre os casos mais graves, destaca-se o cenário de Rio Branco, na região Oeste do Estado, onde o excesso de chuvas causou alagamentos em residências, comércios e, até mesmo, em órgãos públicos. A situação foi agravada pelo colapso de uma ponte de madeira, estrutura vital para a ligação com municípios vizinhos, isolando famílias e dificultando o socorro. Em Rondonópolis, a Rodovia do Peixe e o Anel Viário ficaram esburacados com o aumento das chuvas. Já em Cuiabá, o bairro São Matheus foi um dos mais prejudicados com a enchente, deixando famílias desamparadas.

“Infelizmente, muitas famílias estão vivendo um verdadeiro pesadelo com as enchentes. É urgente que a Defesa Civil implemente um plano emergencial para amparar os atingidos e prevenir novas perdas. A Assembleia Legislativa está à disposição para somar esforços junto às Prefeituras e à Defesa Civil, buscando soluções que ajudem a superar o caos instalado”, declarou o parlamentar.

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Thiago Silva também apresentou uma indicação ao Governo do Estado para a criação de um auxílio emergencial, voltado às famílias que sofreram grandes prejuízos durante o período chuvoso. Ele ressaltou a necessidade de medidas rápidas e eficazes para resgatar a dignidade dos cidadãos. “A Prefeitura de Cuiabá já sinalizou a intenção de criar um auxílio para as famílias afetadas e acredito que o Estado deve seguir o mesmo caminho. Este é um momento crítico e é nosso dever unir forças e agir com celeridade para atender essas pessoas que enfrentam tamanha incerteza e desespero”, concluiu.

A mobilização busca acelerar o socorro às comunidades atingidas e pressionar as autoridades para implementar estratégias que minimizem os danos causados pelas intempéries, garantindo assistência imediata e o início da recuperação nas áreas afetadas.

Fonte: ALMT – MT

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POLÍTICA MT

Aos 20 anos da Lei Maria da Penha, Barbudo propõe pacote de medidas contra violência e feminicídio

Projetos apresentados pelo deputado ampliam proteção às mulheres em aplicativos de transporte e no ambiente de trabalho, preveem suporte financeiro às vítimas e endurecimento da resposta aos agressores

Vinte anos depois de a Lei Maria da Penha transformar o enfrentamento à violência doméstica no Brasil, o deputado federal Nelson Barbudo (Podemos-MT) defende que o país dê um novo passo: ampliar os mecanismos capazes de proteger a mulher antes que a escalada da violência termine em feminicídio.

Nesta sexta-feira (7), data que marca as duas décadas da sanção da Lei nº 11.340/2006, o parlamentar destacou um conjunto de projetos que vem trabalhando para transformar em lei no Congresso Nacional.

As propostas atuam em diferentes situações de vulnerabilidade enfrentadas pelas mulheres. Entre elas estão o reforço da segurança nos aplicativos de transporte e a responsabilização das empresas; o afastamento de acusados de assédio no ambiente de trabalho; mecanismos de apoio financeiro às vítimas; e medidas mais rigorosas para impedir que agressores representem novamente risco às mulheres.

“Isso não é estatística. Isso é um absurdo. É uma rotina que precisa acabar” – afirmou Barbudo ao tratar dos casos de feminicídio registrados no país.

Uma das propostas destacadas pelo deputado trata especificamente da segurança das mulheres que utilizam aplicativos de transporte. Barbudo defende que as plataformas assumam maior responsabilidade pela segurança oferecida às passageiras e que sejam estabelecidos mecanismos mais rigorosos de proteção e responsabilização.

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“Uma mulher entra num carro de aplicativo e fica rezando para chegar ao seu destino sem sofrer violência. A segurança precisa ser reforçada no aplicativo e a empresa também precisa assumir responsabilidade” – afirmou.

A proposta integra a estratégia defendida pelo parlamentar de ampliar os espaços de proteção à mulher para situações que fazem parte da rotina de milhões de brasileiras.

Outro eixo do pacote apresentado por Barbudo está relacionado ao assédio dentro das empresas. O deputado propõe o afastamento do acusado como medida de proteção à vítima enquanto o caso é apurado, evitando que a mulher seja obrigada a continuar convivendo diariamente no mesmo ambiente com seu suposto agressor.

Para Barbudo, a permanência dessa convivência pode intimidar a vítima e dificultar a própria denúncia.

O parlamentar também defende mecanismos de proteção financeira para mulheres que tenham sua capacidade de sustento comprometida em consequência da violência ou do assédio.

A preocupação, segundo ele, é impedir que a dependência econômica obrigue uma vítima a permanecer em uma situação de vulnerabilidade.

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*Do combate à prevenção*

As propostas ganham significado especial no aniversário de 20 anos da Lei Maria da Penha. Sancionada em 7 de agosto de 2006, a legislação tornou-se um divisor de águas ao criar mecanismos específicos de prevenção e enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher.

Para Barbudo, entretanto, duas décadas depois o desafio é avançar principalmente na capacidade de antecipar a atuação do Estado.

A avaliação do deputado é de que a violência contra a mulher precisa ser enfrentada em todas as etapas: desde o assédio e as primeiras manifestações de agressividade e controle até situações de ameaça concreta à vida.

Isso exige, segundo ele, proteção à vítima, condições para romper situações de dependência, responsabilização de quem tem dever de garantir segurança e uma resposta mais efetiva do sistema de Justiça diante de agressores que representem risco.

“Eu tenho um pacote de projetos de lei para a defesa da mulher. Precisamos transformar essas propostas em leis para que nossas mulheres tenham a proteção devida do Estado” – afirmou.

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