POLÍTICA MT

Ulysses Moraes realiza fiscalizações na MT-175, que liga Araputanga à Reserva do Cabaçal

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Foto: Fernanda Trindade

O deputado Ulysses Moraes (União) realizou, da última quinta-feira (24), fiscalizações no munícipio de Araputanga.  O parlamentar recebeu diversas demandas dos moradores da região sobre a situação de pontes na MT-175, rodovia que liga Araputanga à Reserva do Cabaçal, que estariam sem cabeceiras. 

“Mais uma vez vemos o mesmo cenário de pontes sem cabeceiras espalhadas pelas rodovias de Mato Grosso, mas dessa vez na região de Araputanga. Todas essas pontes são estruturas prontas, que bastam apenas ser ligadas à estrada, mas está há dois anos parados. Dessa forma, nada se resolveu para população, que continua então utilizando as pontes antigas que estão ao lado das não finalizadas para fazer a passagem”, disse Moraes. 

A MT-175 tem uma extensão de 41 km e possui três pontes sem cabeceira, sendo a primeira a menos de 10km de Araputanga. O local, segundo os moradores, é utilizado por criminosos para se esconder e cometerem assaltos contra a população. 

Logo depois, próximo à comunidade Cachoeirinha, há mais uma ponte sem cabeceira e, em seguida, na própria Cidade de Reserva do Cabaçal também há outra. Foram as três vistoriadas pelo parlamentar.

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Ainda durante a fiscalização foi possível notar até mato na cabeceira da ponte, mas nada do devido asfaltamento. O deputado afirma que já fez requerimentos e indicações cobrando uma solução para essa situação em várias regiões do estado e agora irá fazer mais uma sobre a condição encontrada na MT-175, em Araputanga.

Além disso, o parlamentar conversou com alguns empresários e fez reuniões com algumas autoridades do município. Visitou o clube de tiros da cidade para conhecer toda a estrutura a apresentar detalhes sobre o PL nº 39/2022, de autoria do deputado Ulysses Moraes, que dá mais segurança ao atirador desportivo. 

“É importante conhecer as demandas dos moradores in loco. Sempre que recebemos algo, estamos indo fiscalizar. Por isso, reforçamos que se a população tem alguma demanda de fiscalização na sua cidade, é só falar com a gente. Precisamos ficar de olhos abertos em tudo para cobrar o governo por melhorias”, finalizou o deputado.

Fonte: ALMT

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POLÍTICA MT

Empresas ligadas à família de Wellington receberam R$ 3 milhões em benefícios, aponta levantamento

Dados atribuídos à Sefaz-MT indicam incentivos a três empresas entre 2019 e 2025; senador havia declarado que seus negócios nunca receberam benefício fiscal

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Empresas relacionadas ao senador e candidato ao Governo de Mato Grosso Wellington Fagundes (PL) e a familiares receberam aproximadamente R$ 3,04 milhões em benefícios tributários entre 2019 e 2025, segundo levantamento publicado nesta quarta-feira (16) pelo jornal A Gazeta, elaborado a partir de informações da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz-MT).

A informação ganhou repercussão após uma declaração de Wellington durante entrevista à TV Centro América, na terça-feira (15). Ao falar sobre sua trajetória empresarial e criticar a política de incentivos fiscais, o senador afirmou que mantém empresas há mais de 50 anos e que nunca havia recebido benefício dessa natureza.

De acordo com o levantamento divulgado, três empresas aparecem entre as beneficiárias. A Zootec teria recebido R$ 1,081 milhão em incentivos fiscais; a Raça Agro Norte, R$ 1,037 milhão; e a SGM, R$ 919,9 mil. Juntos, os valores chegam a cerca de R$ 3,038 milhões no período analisado.

Relação com familiares

A Raça Agro Norte é administrada por João Antônio Fagundes Neto, filho do senador. Registros públicos citados nas reportagens também relacionam João Antônio à Zootec. Documentos referentes ao Grupo Raça Agro incluem Zootec, Raça Agro Norte e SGM entre as empresas vinculadas ao grupo empresarial administrado pelo filho de Wellington.

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Os dados divulgados, portanto, dizem respeito a empresas relacionadas ao senador e a familiares, e não significam que os R$ 3 milhões tenham sido pagos diretamente a Wellington Fagundes.

Wellington defende mudança nos critérios

Apesar das críticas ao atual modelo, Wellington não propõe acabar com a política de incentivos fiscais. O candidato defende mudanças nos critérios de concessão e sustenta que empresas beneficiadas devem apresentar contrapartidas ao Estado, incluindo geração de empregos, industrialização, investimentos e retorno socioeconômico e ambiental.

O senador também tem defendido que pequenos e médios empreendedores tenham maior acesso aos incentivos e às linhas de crédito estaduais.

Debate sobre incentivos

A discussão sobre benefícios fiscais ganhou espaço durante a campanha eleitoral em Mato Grosso. A Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt) tem defendido a manutenção da política e afirma que, para cada R$ 1 de renúncia fiscal concedido pelos programas estaduais, foram registrados R$ 4,66 em investimentos diretos no Estado.

A entidade também cita o estudo Custo Mato Grosso, segundo o qual produzir no Estado gera custos adicionais em comparação às regiões Sul e Sudeste devido a fatores como infraestrutura rodoviária, ferroviária e energética, distância dos grandes centros consumidores e questões relacionadas à mão de obra.

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