POLÍTICA MT
Wilson Santos cobra programas de habitação e defende loteamentos populares para MT
O deputado Wilson Santos (PSD) reafirmou nesta segunda-feira (29), o seu compromisso com a política habitacional em Cuiabá e todo o estado de Mato Grosso. Em entrevista a um veículo de comunicação local, ele destacou a participação direta na fundação de diversos bairros da capital, a execução de conjuntos habitacionais durante a sua gestão na prefeitura e a necessidade de avançar com programas de moradia popular, considerando que o estado enfrenta um déficit de mais de 120 mil famílias na espera por um teto, conforme levantamento da Fundação João Pinheiro (FJP).
Segundo o parlamentar, o déficit habitacional em Cuiabá é alarmante e exige políticas públicas mais arrojadas. Ele citou, como exemplo, o programa Casa Cuiabana, recém-lançado pela prefeitura, que abriu inscrições para 700 unidades, mas recebeu 85 mil cadastros. “Isso mostra que apenas 1% dos interessados será atendido. Por isso, defendo a continuidade dos programas ‘Minha Casa, Minha Vida’ e ‘Ser Família Habitação’, mas também, a criação de um programa de loteamentos populares. O povo tem capacidade de se organizar, construir as suas casas e transformar áreas em verdadeiros bairros, como ocorreu no Pedra 90 de Cuiabá”, declarou.
Wilson Santos lembrou ainda que, em sua passagem pela prefeitura, liderou importantes obras de habitação popular, como os conjuntos Milton Figueiredo, Coronel Torquato, Sucuri, Jonas Pinheiro I e o loteamento Vila Nova, além de parcerias com governos estadual e federal. Ele enfatizou que, recentemente, protocolou uma emenda à Constituição Estadual, com apoio dos demais deputados da Assembleia Legislativa, determinando que no mínimo 20% dos recursos do Fundo de Transporte e Habitação (Fethab) sejam destinados à habitação.
Ao relembrar a sua trajetória política, o deputado destacou a sua participação em quase 30 processos de ocupação que resultaram na criação de bairros consolidados em Cuiabá, como Florianópolis, Primeiro de Março, Nova Conquista, Santa Laura I e II, Renascer, Liberdade, Novo Milênio e outros. “Não tenho nenhum arrependimento. Faria tudo de novo para ajudar famílias humildes que, sem políticas públicas, recorrem à ocupação para garantir o direito constitucional à moradia. Enquanto, alguns concentram terras em centenas de milhares de hectares, temos famílias que não conseguem um lote de 10×20 para construir um teto de papelão. Essa desigualdade é inaceitável”, criticou.
Durante a entrevista, Wilson também respondeu aos questionamentos da população. Ao ser indagado por um morador, Homero Machado, sobre a necessidade de recuperação asfáltica no bairro Primeiro de Março, ele recordou a sua atuação na regularização fundiária da região, em 1991, e se comprometeu a levar a demanda ao secretário Municipal de Obras, Reginaldo Teixeira. “Vou pedir para incluir essa obra no planejamento. E, se necessário, estudarei a possibilidade de destinar uma emenda parlamentar”, afirmou.
Outro ponto levantado pelo parlamentar foi a importância do Plano Diretor de Cuiabá ser atualizado. Ele recordou que o primeiro plano foi feito em 1992, na gestão de Frederico Campos, e que, em 2007, durante a sua administração, foi realizada a segunda versão. “A lei do Estatuto da Cidade obriga a atualização, a cada dez anos. O prefeito Emanuel Pinheiro deveria ter atualizado em 2017, mas não fez. Cuiabá está há 18 anos sem revisão do plano diretor. Hoje, precisamos cobrar essa atualização para garantir um planejamento urbano sustentável e combater a expansão desordenada”, reforçou.
Wilson, destacou que a luta pela moradia digna é uma missão de vida. “Habitação é um direito constitucional. Eu construí conjuntos habitacionais, participei da fundação de bairros e defendo programas permanentes de loteamentos populares urbanizados. Só assim, conseguiremos reduzir o déficit habitacional e dar dignidade às famílias cuiabanas e mato-grossenses”, concluiu.
Fonte: ALMT – MT
POLÍTICA MT
Mauro detona corte de verbas: “Vamos apertar o pescoço do Governo Federal”
Ex-governador e candidato ao Senado critica retirada de R$ 100 milhões previstos para a rodovia e cobra compromisso assumido com Mato Grosso
O candidato ao Senado e ex-governador Mauro Mendes (União) subiu o tom contra o Governo Federal após o corte de R$ 100 milhões da dotação destinada às obras da BR-158, no Araguaia. Ele classificou a decisão como um “desrespeito” a Mato Grosso e afirmou que, se eleito, vai pressionar Brasília para garantir a conclusão da rodovia.
“Pode ter certeza, se eu for senador da República, nós vamos apertar o pescoço do Governo Federal para que honre esse compromisso e faça essa obra tão importante para o Araguaia”, afirmou Mauro.
A retirada dos recursos consta na Portaria nº 397 do Ministério do Planejamento e Orçamento, publicada nesta semana. O ato cancelou R$ 100 milhões que estavam previstos para a construção da BR-158 entre a divisa de Mato Grosso com o Pará e Ribeirão Cascalheira. A medida atingiu o empreendimento que inclui os 195 km de contorno de Terra Indígena Marãiwatsédé. Além disso, foram cortados cerca de R$ 9 milhões para as obras na BR-242 e da Ferrovia de Integração Centro-Oeste (Fico).
Mauro lembrou que a BR-158 estava entre as obras apresentadas por Mato Grosso ao presidente Lula (PT) no início do atual mandato presidencial, quando governadores foram chamados a Brasília para indicar projetos considerados prioritários em seus estados.
“Uma vergonha, só posso dizer isso. Fazer 12 quilômetros em quase quatro anos e a verba que estava prevista este ano ser cortada. Isso é um desrespeito a Mato Grosso, é um desrespeito ao Araguaia e a milhares de mato-grossenses que trabalham, produzem e vivem ali”, declarou.
A pavimentação da BR-158 busca eliminar um dos principais gargalos no Estado, já que motoristas ainda enfrentam trecho não pavimentado em uma rota utilizada para o transporte da produção agropecuária do Araguaia.
“Ali tem acidentes, tem mortes, tem sofrimento e o Governo Federal não faz essa obra. Eu já disse uma vez: passa para o Governo de Mato Grosso. Não faz e fica submetendo a nossa população do Araguaia a esse sofrimento”, criticou.
O candidato também comparou o ritmo das obras federais na BR-158 com os investimentos rodoviários realizados durante sua gestão no Governo de Mato Grosso. Segundo Mauro, o Estado asfaltou mais de 7 mil quilômetros de rodovias em sete anos, sendo aproximadamente 4,5 mil quilômetros nos últimos quatro anos.
“Vamos comparar os últimos quatro anos: o Governo de Mato Grosso fez mais de 4 mil, 4,5 mil quilômetros, contra 12 quilômetros do Governo Federal. E agora corta o investimento. É um desrespeito a Mato Grosso. Se não tinha condição de fazer, então passasse para a gente”, concluiu.
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