POLÍTICA MT
STF barra despejo e Wilson Santos destaca que a decisão trouxe alívio às famílias do Contorno Leste
Foto: Samantha dos Anjos
Após a decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu nesta quinta-feira (2) a reintegração de posse da área ocupada por mais de cinco mil pessoas no Contorno Leste, em Cuiabá, o deputado estadual Wilson Santos (PSD) reuniu-se com os moradores para comunicar a vitória judicial e reafirmar seu compromisso em defender a desapropriação da área.
No encontro, o parlamentar leu as recomendações impostas pela decisão judicial e destacou a importância do momento.
“Está todo mundo feliz. Não há nada mais forte do que a mão de Deus. E quando o Espírito Santo conduz uma luta, os caminhos se abrem. Nós ainda não vencemos 100%, mas já temos uma caminhada enorme. Essa decisão do Supremo Tribunal vai dar o tempo que precisamos para que as emendas parlamentares que conseguimos cheguem para a aquisição da área”, declarou o deputado.
Wilson lembrou que, diante da decisão, não há qualquer ordem judicial vigente para retirada das famílias da região. Ele também fez um alerta: “É importante que ninguém traga novas famílias para cá, para que possamos garantir que aqueles que já estão instalados sejam beneficiados com a regularização da área”, destacou.
O jornalista Antero de Paes Barros acompanhou o deputado durante a visita e destacou a importância da decisão. Ele lembrou a atuação conjunta do parlamentar e do advogado Daniel Ramalho na defesa da comunidade e classificou o resultado como uma conquista histórica.
“Nós conseguimos uma importante vitória. Essa é uma questão que vai além de direita ou esquerda, porque trata de políticas públicas de habitação. O deputado Wilson Santos tem mostrado apoio aos mais vulneráveis, trabalhando para o povo, independentemente de partido”, afirmou.
A medida judicial foi concedida no Mandado de Injunção nº 7.503, impetrado pelo morador José Leonardo Galvis. O ministro Flávio Dino suspendeu a liminar que determinava a desocupação até 27 de outubro, apontando falhas nos critérios adotados pelo governo do Estado para definir quem estaria em situação de vulnerabilidade.
Na decisão, o magistrado reconheceu omissão das autoridades responsáveis, incluindo o Conselho Nacional de Justiça, a Comissão Estadual de Conflitos Fundiários do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT) e o governo estadual, por não estabelecerem critérios objetivos para identificação das famílias em áreas de ocupação coletiva.
Luta – Wilson Santos tem articulado recursos para garantir a regularização fundiária do Contorno Leste. Já estão mobilizados cerca de R$ 30 milhões em emendas parlamentares, incluindo R$ 18 milhões destinados pelo senador licenciado Carlos Fávaro (PSD), entre R$ 5 milhões e R$ 8 milhões sinalizados pelo senador Wellington Fagundes (PL), além de R$ 1 milhão cada dos vereadores Dra. Mara (Podemos) e Marcrean Santos (PP). O próprio deputado comprometeu R$ 3 milhões de suas emendas para a aquisição da área.
“Essa é uma luta em defesa da moradia digna e da justiça social. Continuaremos atentos e firmes para que o novo cadastramento seja feito com critérios justos, transparentes e humanos”, reforçou o deputado.
Área – A ocupação no Contorno Leste começou em outubro de 2022 e ganhou força em janeiro de 2023. Atualmente, estima-se que cerca de três mil famílias vivam na região, antes sob risco de despejo por decisões judiciais. Com a suspensão determinada pelo STF, os moradores ganham tempo até que uma solução definitiva seja consolidada.
Fonte: ALMT – MT
POLÍTICA MT
Consulta popular colocará fim há 27 anos de disputa territorial entre Poxoréu e Primavera do Leste
Nova lei federal abre caminho para solução de conflito territorial que se arrasta desde 1999
Uma disputa territorial que atravessa quase três décadas entre os municípios de Poxoréu e Primavera do Leste finalmente ganhou um caminho para ser resolvida. Após articulação da deputada federal Gisela Simona na Câmara dos Deputados para aprovação da Lei Complementar Federal nº 230/2026 e, em Mato Grosso, pelo deputado estadual Ondanir Bortolini, o Nininho – presidente da Comissão de Revisão Territorial da Assembleia Legislativa de Mato Grosso -, moradores das comunidades de Nova Poxoréu e Vale Verde poderão decidir, por meio de consulta popular, se desejam deixar de pertencer a Poxoréu e serem incorporados administrativamente a Primavera do Leste.
A votação está prevista para ocorrer em 4 de outubro, junto às eleições gerais, e deverá envolver cerca de 16 mil moradores das duas comunidades, localizadas a poucos quilômetros da área urbana de Primavera do Leste, embora atualmente pertençam ao território de Poxoréu.
O avanço da proposta foi discutido em reunião realizada no fim de maio, que reuniu lideranças políticas, representantes da comunidade e integrantes da Comissão de Revisão Territorial da Assembleia Legislativa. Ao lado do deputado Nininho, Gisela – igualmente, presidente do diretório do União Brasil na capital mato-grossense -, acompanhou a apresentação do cronograma que poderá levar à realização do plebiscito.
A parlamentar considera a aprovação da legislação federal uma das principais entregas de seus 33 meses de atuação na Câmara dos Deputados. Segundo ela, a medida retirou da gaveta uma discussão que permanecia sem solução há anos e criou segurança jurídica para que a população pudesse ser ouvida.
“Era uma legislação que estava parada desde 2024. Após articulações na Casa, conseguimos avançar nessa pauta e aprovar regras que permitem resolver situações como a de Nova Poxoréu e Vale Verde. São comunidades que pertencem administrativamente a um município, mas que, na prática, utilizam diariamente os serviços públicos, o comércio e a infraestrutura de outro”, afirmou.
O pedido para que a parlamentar conduzisse as articulações em Brasília partiu do deputado estadual Nininho, que há anos acompanha a reivindicação dos moradores da região. Para Gisela, o parlamentar teve papel determinante para manter o tema vivo e construir as condições políticas necessárias para que o processo chegasse ao atual estágio.
A demanda pela incorporação das comunidades remonta ao fim da década de 1990. Ao longo desse período, diferentes tentativas de solucionar o impasse acabaram esbarrando em obstáculos legais e questionamentos judiciais. A situação ganhou novo fôlego com a aprovação da Lei Complementar Federal nº 230/2026, que modernizou os critérios para processos de desmembramento e incorporação territorial em todo o país.
A nova legislação estabelece parâmetros nacionais para reorganizações territoriais entre municípios, reduzindo entraves burocráticos e oferecendo maior segurança jurídica para decisões dessa natureza. Na prática, ela cria um caminho legal para resolver conflitos históricos sem a necessidade de criação de novos municípios.
Para o deputado Nininho, há ainda etapas técnicas e jurídicas a serem cumpridas antes da consulta popular. Entre elas está a realização de estudos para avaliar a capacidade administrativa do município que pretende incorporar a área. Na sequência, a Assembleia Legislativa deverá aprovar decreto legislativo e encaminhar o processo ao Tribunal Regional Eleitoral até 4 de agosto, prazo necessário para inclusão da consulta nas urnas eletrônicas. “Hoje podemos dizer que o processo está preparado para acontecer. Agora avançamos para as etapas técnicas que garantirão total segurança jurídica ao resultado”, afirmou.
O parlamentar lembra que uma tentativa semelhante chegou a avançar anos atrás, mas acabou anulada por decisão judicial. Na época, a Lei Estadual nº 10.500 havia determinado a incorporação da área a Primavera do Leste, mas o processo foi posteriormente invalidado. “Agora temos uma legislação federal construída com apoio da deputada Gisela Simona, que estabelece critérios claros e permite que essa discussão avance de forma definitiva”, destacou.
Paralelamente ao debate sobre a redefinição territorial, a região também aguarda outro investimento considerado estratégico pelos moradores. Recentemente, o governo estadual autorizou o projeto de pavimentação de 5,6 quilômetros ligando Primavera do Leste às comunidades de Nova Poxoréu e Vale Verde. A obra, que seguirá para licitação, é considerada fundamental para integrar ainda mais uma população que, embora pertença formalmente a Poxoréu, mantém sua rotina econômica e social fortemente conectada a Primavera do Leste.
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