CORRIDA AO PAIAGUÁS

Veritá mostra Wellington na liderança e disputa acirrada com Pivetta em Mato Grosso

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Pesquisa aponta senador do PL à frente na espontânea e na estimulada; Jaime lidera rejeição entre nomes testados
Levantamento divulgado pelo Instituto Veritá sobre a corrida ao Governo de Mato Grosso mostra o senador Wellington Fagundes (PL) na liderança das intenções de voto tanto na modalidade espontânea quanto na estimulada para a eleição de 2026.

Na pesquisa espontânea, quando o eleitor responde sem receber uma lista prévia de candidatos, Wellington aparece com 43,3% dos votos válidos, seguido de perto pelo vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que registra 42%. Em terceiro lugar surge o senador Jaime Campos (União Brasil), com 6,9%.
O levantamento revela um cenário de polarização entre Wellington e Pivetta, enquanto os demais nomes aparecem com desempenho mais distante na preferência do eleitorado.

Já no cenário estimulado, em que os entrevistados recebem os nomes dos possíveis candidatos, Wellington amplia a vantagem e chega a 45,4% dos votos válidos. Pivetta aparece na segunda colocação com 29,1%, enquanto Natasha Slhessarenko (PSD) soma 8,3%.

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Os números indicam que Wellington mantém forte recall eleitoral e larga na frente na disputa pelo Palácio Paiaguás, enquanto Pivetta tenta consolidar seu espaço como possível representante da continuidade da atual gestão estadual.

A pesquisa também mediu a rejeição dos possíveis candidatos. Neste quesito, Jaime Campos lidera com 38,8%, sendo o nome mais rejeitado entre os entrevistados. Wellington Fagundes aparece com 14,1% de rejeição, enquanto Otaviano Pivetta registra 12,8%.

O levantamento foi realizado entre os dias 26 e 30 de abril de 2026, com amostra de 1.220 eleitores em Mato Grosso. A pesquisa está registrada no TRE-MT sob o número MT-01285/2026.

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Medeiros fala em “melancia” e expõe apelido de Wellington Fagundes, aliado do próprio PL

Propaganda eleitoral de José Medeiros usa a expressão para atacar políticos que se apresentam como representantes da direita, mas acaba provocando “fogo amigo” ao remeter a apelido usado por adversários contra Wellington Fagundes, candidato ao Governo pela mesma coligação

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Uma inserção eleitoral do candidato ao Senado José Medeiros (PL) abriu espaço para um novo episódio de “fogo amigo” na campanha em Mato Grosso. Ao utilizar uma melancia para atacar políticos que, segundo ele, tentam se apresentar como representantes da direita apesar de antigas aproximações com a esquerda, Medeiros acabou trazendo à tona uma expressão que já foi utilizada por adversários para atacar Wellington Fagundes (PL).

A situação chama atenção porque Medeiros e Wellington pertencem ao mesmo partido e integram a mesma aliança eleitoral. Enquanto Medeiros disputa uma das vagas ao Senado, Wellington concorre ao Governo de Mato Grosso.

Na propaganda, Medeiros aparece segurando e cortando uma melancia enquanto dispara contra políticos que, em sua avaliação, adotariam um discurso conservador apenas durante o período eleitoral.

“Mato Grosso é o maior produtor de soja do mundo. Mas quando começa a eleição, o que mais brota por aqui é melancia”, afirma Medeiros.

A expressão tem significado conhecido no vocabulário político. “Melancia” é usada de maneira pejorativa para definir alguém que seria “verde por fora e vermelho por dentro”, numa referência a políticos que publicamente se posicionariam à direita, mas seriam associados à esquerda por seus críticos.

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É justamente aí que a propaganda cria uma saia-justa para a chapa.

Wellington Fagundes já foi chamado de “melancia” por adversários e integrantes mais à direita do espectro político, que utilizam sua trajetória e suas relações com diferentes governos federais para questionar sua identificação atual com o campo conservador.

Ao longo de sua extensa carreira política, Wellington manteve diálogo e relações institucionais com governos de diferentes orientações políticas, passando pelas administrações de Dilma Rousseff (PT), Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro (PL).

Com isso, mesmo sem citar Wellington nominalmente na propaganda, a escolha da “melancia” por Medeiros abre margem para que a crítica seja relacionada ao próprio candidato ao Governo do PL.

Na sequência da peça eleitoral, Medeiros aumenta o tom contra os alvos de sua crítica. O candidato afirma que esses políticos pretendem chegar ao Congresso Nacional para “defender a esquerda, passar pano para Alexandre de Moraes, defender o aborto e defender a bandidagem”.

Medeiros encerra a propaganda retomando a metáfora.

“Mato Grosso já foi enganado antes, mas agora a gente aprendeu. Melancia é bom pra se comer, mas na hora de votar, não dá certo”, ironiza.

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FOGO AMIGO

A declaração ganha peso político justamente por partir de um candidato do próprio PL. Medeiros busca consolidar sua imagem junto ao eleitorado bolsonarista enquanto Wellington também tenta ocupar o espaço da direita na disputa pelo Palácio Paiaguás.

O episódio ocorre ainda em meio à corrida pelas duas vagas ao Senado. Medeiros tenta ampliar sua presença eleitoral em uma disputa que reúne nomes competitivos e na qual o voto identificado com a direita tornou-se um dos principais campos de batalha.

A estratégia de Medeiros, portanto, acabou produzindo um efeito colateral dentro da própria coligação. Ao atacar os chamados “melancias”, o candidato ao Senado trouxe novamente para o debate justamente um apelido utilizado contra Wellington Fagundes.

Mesmo sem uma citação nominal ao candidato ao Governo, a propaganda expõe uma contradição política dentro do PL e alimenta a leitura de “fogo amigo” entre dois candidatos que deveriam caminhar no mesmo palanque.

No fim, a “melancia” escolhida por Medeiros para atingir adversários acabou respingando dentro de casa e colocando Wellington Fagundes, seu aliado de partido e coligação, no centro da provocação.


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