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Assembleia de MT leva experiência de enfrentamento à hanseníase para debate nacional

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), por meio do primeiro-secretário da Casa, deputado estadual Dr. João (MDB), participou da Conferência Nacional de Alto Nível em Hanseníase 2026 na manhã desta sexta-feira (13). No Rio de Janeiro, o parlamentar falou sobre as ações desenvolvidas pelo Parlamento mato-grossense para enfrentamento da doença e representou o poder legislativo estadual do Brasil na discussão.

“É um orgulho nosso fazer essa representação, fomos os únicos convidados de uma Assembleia por conta das nossas iniciativas. No Brasil, apenas a ALMT tem uma frente parlamentar da hanseníase”, enfatizou Dr. João. “Hoje nós passamos a nossa experiência. Falamos do nosso projeto do ICMS, falamos da emenda de R$ 2 milhões na LOA [Lei Orçamentária Anual]. Todo mundo ficou espantado de ver as coisas que eles não conheciam, como a capacitação que a gente está fazendo, passando por todas as áreas, pela enfermagem, pelos médicos, pelos agentes que vão na casa das pessoas. Eu acho que foi uma experiência fantástica”, completou o médico parlamentar.

Destaque nacional – Na conferência, durante o painel “Compromisso parlamentar no enfrentamento da hanseníase”, Dr. João falou que articulações conduzidas pela ALMT, por meio da frente, resultaram na previsão de R$ 2 milhões na LOA de 2026 para dar início às ações de enfrentamento à hanseníase. Os recursos deverão ser destinados a campanhas de conscientização, à estruturação de equipes de busca ativa e ao reforço da assistência especializada. Ele ainda deu destaque ao Projeto de Lei Complementar nº 56/2025, de sua autoria. O texto propõe alterações na Lei Complementar nº 746/2022 para corrigir distorções no cálculo do Índice Municipal de Qualidade da Saúde (IMQS), indicador que compõe o repasse do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) aos municípios. A proposta também busca estimular ações de enfrentamento às doenças endêmicas, especialmente à hanseníase.

Foto: MARCOS LOPES/ALMT

De acordo com dados do Ministério da Saúde, Mato Grosso foi o estado que mais registrou novos casos de Hanseníase no país no último ano. A doença infecciosa de evolução crônica causada pela bactéria Mycobacterium leprae afeta principalmente a pele e os nervos, conforme descrito na Biblioteca Virtual em Saúde.

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Organizada pelo Ministério da Saúde e parceiros, o encontro reúne autoridades nacionais e internacionais, especialistas, gestores públicos, pesquisadores e representantes da sociedade civil para debater estratégias de enfrentamento, prevenção, diagnóstico precoce e inclusão social das pessoas afetadas pela hanseníase. A programação inclui painéis sobre desafios da doença no mundo contemporâneo, políticas públicas, acesso aos serviços de saúde e combate ao estigma e à discriminação. O evento teve início na quinta-feira (12) e segue até este sábado (14).

No primeiro dia da conferência, houve presença de ministros do governo federal. O chefe do Ministério da Saúde, Alexandre Padilha, destacou avanços recentes no combate à doença, mas reforçou que ainda há desafios importantes. Segundo ele, o país ampliou em 40% o diagnóstico entre pessoas que tiveram contato com pacientes, o que ajuda a identificar a doença antes mesmo do desenvolvimento dos sintomas. “A hanseníase ainda é um grave problema no Brasil. Somos o segundo país do mundo com maior número de casos, atrás apenas da Índia. Avançamos muito, mas ainda temos um longo caminho pela frente”, afirmou.

Padilha ainda ressaltou a importância da mobilização política para enfrentar a doença e citou a atuação da Assembleia Legislativa de Mato Grosso. Ao lado do deputado Dr. João, ele destacou a criação da Frente Parlamentar de Enfrentamento à Hanseníase. “A visibilidade dada por iniciativas como essa ajuda a mostrar para a sociedade que a hanseníase ainda é um problema grave no Brasil e precisa ser enfrentado”, declarou o ministro.

A secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde, Mariângela Simão, ressaltou que a doença é conhecida há milênios, mas que hoje já existem condições concretas para avançar rumo à sua eliminação como problema de saúde pública. “É isso que estamos discutindo hoje. Como acelerar esse processo e fazer isso acontecer no Brasil”, afirmou. Mariângela também citou exemplos internacionais de avanço, lembrando que o Chile recentemente recebeu da Organização Mundial da Saúde o certificado de eliminação da hanseníase como problema de saúde pública. Para ela, o Brasil reúne condições para seguir o mesmo caminho e pode ser um dos próximos países a alcançar esse reconhecimento.

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Experiência com a doença – Também participou do debate a servidora da Secretaria de Estado de Saúde de Mato e representante do Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan), Vanessa Wagner. Ela relatou sua experiência pessoal com a doença e alertou para os desafios do diagnóstico em estados hiperendêmicos, onde sintomas como dormência, formigamento e câimbras precisam ser investigados com atenção.

Segundo ela, o diagnóstico correto só veio após uma década de tratamento equivocado. “Eu sou uma paciente que tratou por dez anos fibromialgia e, na verdade, era hanseníase”, contou. Vanessa afirmou que conviveu com dores intensas e limitações severas no cotidiano. “Eu tinha dor 24 horas por dia. Eu não conseguia nem fazer coisas do dia a dia, lavar um prato em casa, eu não dava conta”, relatou, destacando ainda que o impacto da doença também atinge a saúde mental. “Uma pessoa que sente dor todos os dias, é impossível que ela não desenvolva um processo depressivo”, disse.

Vanessa ainda contou que realizou um tratamento diferenciado em Mato Grosso. “O meu tratamento inicial foi o tratamento preconizado pelo SUS, de dois anos de tratamento com cartela PQT-U”, explicou. Porém, mesmo após essa etapa, as dores persistiram, e ela passou por nova avaliação com médicos qualificados pela Escola de Saúde, que propuseram uma abordagem terapêutica alternativa. “Esse tratamento alternativo é que fez com que eu pudesse passar a não ter mais dor”, afirmou. Hoje, embora ainda viva com algumas sequelas e limitações de força, ela diz ter recuperado a qualidade de vida.

Fonte: ALMT – MT

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Janaína Riva é convidada para ser madrinha de projeto de combate ao feminicídio em Várzea Grande

Candidata ao Senado participou de agenda do Mulheres em Cristo e defendeu ampliação da rede de proteção às mulheres vítimas de violência

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A candidata ao Senado por Mato Grosso, Janaína Riva (MDB), foi convidada para ser madrinha do projeto Mulheres em Cristo, iniciativa social criada no bairro Cristo Rei, em Várzea Grande, com atuação voltada ao enfrentamento do feminicídio e ao apoio a mulheres vítimas de violência. O convite ocorreu durante uma agenda realizada na terça-feira (15), ao lado do deputado estadual e candidato à reeleição Eduardo Botelho (MDB).

Idealizado pela profissional de marketing Tina Souza, o projeto busca orientar mulheres em situação de violência sobre os caminhos para registrar denúncias, buscar ajuda e acessar os mecanismos de proteção previstos em lei. A proposta também pretende aproximar organizações sociais da rede de atendimento e fortalecer iniciativas de acolhimento.

Durante o encontro, Janaína destacou a importância do apoio entre mulheres e defendeu a construção de uma rede de proteção capaz de oferecer acolhimento sem julgamento. Segundo ela, a união e o suporte mútuo são fundamentais para enfrentar situações de violência e vulnerabilidade.

A candidata também relembrou sua atuação em pautas relacionadas à proteção de mulheres e crianças e afirmou que pretende levar essa experiência para o Senado caso seja eleita. Entre as propostas apresentadas por ela está o “Sem Segunda Chance”, que prevê o endurecimento das punições para crimes como feminicídio, estupro e pedofilia. Janaína tem defendido, entre outras medidas, a prisão perpétua para autores desses crimes.

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Outro ponto abordado durante a agenda foi o atendimento às vítimas de violência em Várzea Grande. Janaína mencionou as dificuldades enfrentadas anteriormente por mulheres que precisavam se deslocar até Cuiabá para registrar ocorrências e destacou a existência de uma unidade 24 horas da Delegacia da Mulher no município.

A parlamentar também defendeu maior integração entre o poder público e entidades que atuam na assistência social. Em reunião realizada anteriormente em Cuiabá, ela citou instituições como Apaes e Pestalozzis e afirmou que pretende ampliar os recursos destinados às organizações que atendem famílias em situação de vulnerabilidade.

Janaína ainda defendeu mudanças nos critérios relacionados ao Benefício de Prestação Continuada (BPC), argumentando que famílias de pessoas com deficiência deveriam ter maior possibilidade de ampliar a renda sem perder imediatamente o benefício.

A agenda faz parte da campanha de Janaína Riva ao Senado em 2026, período em que a candidata tem concentrado discursos em propostas relacionadas à proteção de mulheres e crianças, assistência social e endurecimento de punições para crimes violentos.

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