NA SEDE DO UNIÃO

‘Quem veio de onde eu vim não desperdiça porta aberta’, diz Gisela sobre trajetória em encontro de mulheres

 

Em uma roda de conversa com médicas, enfermeiras, psicólogas, fisioterapeutas, nutricionistas e terapeutas realizada nesta sexta-feira (10), em Cuiabá, a diretora-executiva do União Brasil Mulher em Mato Grosso e presidente da legenda na Capital, Gisela Simona, voltou a defender a criação da Clínica da Mulher como parte de uma política permanente de prevenção, diagnóstico precoce e atendimento humanizado à saúde feminina.

Mas foi ao refletir sobre a participação das mulheres na política que fez um dos relatos mais pessoais de sua trajetória pública. Ao lembrar o caminho percorrido desde os tempos de Procon até os 33 meses em que representou Mato Grosso na Câmara dos Deputados, Gisela afirmou que sua história ajuda a mostrar como mulheres podem romper barreiras em ambientes tradicionalmente ocupados por homens.

“A política ainda é muito masculina. E fica mais difícil quando você é mulher, negra, vem de uma família simples, não tem padrinho e não carrega um sobrenome político. Quando disputei minha primeira eleição e recebi mais de 50 mil votos, muita gente queria saber quem eu era e de onde tinha surgido. Aquilo incomodou porque não esperavam que alguém com a minha história chegasse tão longe.”

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Conhecida em Mato Grosso pela atuação de mais de duas décadas no Procon, Gisela lembrou que enfrentou resistências ainda no serviço público e afirmou, em tom bem-humorado, que, se não fosse servidora concursada, provavelmente teriam encontrado “um lugar bem escondidinho” para colocá-la.

Segundo ela, foi justamente essa trajetória que moldou sua atuação parlamentar. “Quando cheguei ao Congresso Nacional, sabia que precisava honrar cada oportunidade. Quem veio de onde eu vim não desperdiça porta aberta. Entra, trabalha e entrega resultados.”

Durante os 33 meses de mandato, Gisela assumiu posições de destaque na Câmara dos Deputados. Tornou-se líder da bancada feminina do União Brasil e, posteriormente, vice-líder do maior bloco parlamentar da Casa, formado por 363 deputados. No período, relatou projetos de grande repercussão nacional, entre eles o Pacote Antifeminicídio, transformado em lei em 2024, além de iniciativas voltadas à defesa das mulheres e dos consumidores.

Foi nesse contexto que resumiu sua caminhada em uma frase que sintetiza sua trajetória: ‘a mulher improvável deu lugar à mulher imparável.’

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Para Gisela, ampliar a presença feminina nos espaços de decisão continua sendo um dos maiores desafios da democracia brasileira. Segundo ela, quanto maior a participação das mulheres na política, maiores são as chances de pautas historicamente negligenciadas ganharem prioridade na formulação de políticas públicas.

“Sempre digo que defender a saúde da mulher é lutar por prevenção, acesso a exames, atendimento humanizado e qualidade de vida. Mas também significa garantir que existam mulheres nas mesas onde essas decisões são tomadas.”

Ao comentar as eleições deste ano, ela afirmou perceber um eleitorado feminino mais atento ao papel da representação política.
“Eu procuro combater uma ideia antiga de que mulher não vota em mulher. Isso fazia parte de outro momento da nossa história. Hoje vejo mulheres muito mais conscientes de que mudanças acontecem quando também ocupamos os espaços de poder.”

A reunião também contou com a participação da publicitária e presidente do Instituto João de Barro, que atua no fortalecimento do empreendedorismo feminino por meio do programa Impacto Feminino, iniciativa vinculada ao Instituto Rede Mulher Empreendedora.

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POLÍTICA MT

WELLINGTON REFORÇA NECESSIDADE DE AÇÕES PERMANENTES PARA ENFRENTAR A SECA E PROTEGER O PANTANAL

Pré-candidato alerta para o avanço da estiagem e defende medidas estruturantes para evitar um colapso ambiental, econômico e social na região pantaneira

O pré-candidato ao governo de Mato Grosso, senador Wellington Fagundes (PL), voltou a defender ações permanentes de prevenção e enfrentamento à seca no Pantanal após levantamento do MapBiomas apontar que Cáceres é o segundo município brasileiro que mais perdeu superfície de água em 2025, em comparação com a média histórica. O estudo também coloca outros quatro municípios mato-grossenses entre os 15 que mais registraram redução: Poconé, Barão de Melgaço, Santo Antônio de Leverger e Vila Bela da Santíssima Trindade.

Para Wellington, os números confirmam um cenário que ele vem alertando há anos e exigem uma resposta imediata do poder público.

“Não podemos esperar que a seca se agrave para agir. Os dados mostram que o Pantanal já está sofrendo uma redução significativa da disponibilidade de água. É preciso planejamento permanente, ações preventivas e investimentos antes que o problema se transforme em um novo colapso ambiental e econômico”, afirmou o pré-candidato.

Wellington tem acompanhado de perto os impactos das mudanças climáticas sobre o bioma e participou recentemente de audiência no Senado para discutir os efeitos do fenômeno El Niño, que especialistas apontam como um dos fatores capazes de intensificar os períodos de estiagem e elevar o risco de incêndios florestais.

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Fagundes lembrou que, ao longo dos últimos anos, destinou recursos para a perfuração de poços artesianos, fortalecimento da infraestrutura hídrica e apoio aos municípios pantaneiros, além de cobrar continuamente ações preventivas para proteger a população, a produção rural e os recursos naturais da região.

O senador defendeu que o enfrentamento da seca no Pantanal seja tratado de forma permanente, com ações preventivas, monitoramento contínuo e fortalecimento da capacidade de resposta antes dos períodos mais críticos da estiagem.

“Todos sabemos que o período crítico chegará. Por isso, é fundamental investir em prevenção, planejamento e estrutura para reduzir os impactos da seca e proteger o Pantanal. Não podemos depender apenas de medidas emergenciais quando a crise já estiver instalada”, afirmou.

O parlamentar também defendeu um conjunto de medidas voltadas à segurança hídrica do Pantanal, envolvendo recuperação de nascentes, proteção das áreas úmidas, monitoramento contínuo dos rios, fortalecimento das brigadas de combate aos incêndios, ampliação da infraestrutura de abastecimento de água e integração entre Estado, União e municípios.

Além da preocupação ambiental, Wellington destacou que a redução da superfície de água compromete diretamente atividades fundamentais para a economia regional, como o turismo, a pesca, a navegação, o abastecimento das cidades e a própria biodiversidade pantaneira.

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**Atuação pela navegabilidade do Rio Paraguai**

Como presidente da Frente Parlamentar Mista de Logística e Infraestrutura (Frenlogi), Wellington Fagundes também tem liderado iniciativas para garantir melhores condições de navegabilidade no Rio Paraguai.

No último dia 26 de junho, ele participou de reunião com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), ocasião em que a Frenlogi entregou ofício solicitando celeridade na renovação da licença ambiental e na contratação dos serviços de dragagem do Tramo Norte da Hidrovia do Rio Paraguai e da Baía do Malheiros, em Cáceres.

A medida busca garantir segurança para a navegação, preservar a funcionalidade da hidrovia e fortalecer a logística regional, especialmente diante da implantação da Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Cáceres.

Durante a reunião, Wellington ressaltou que o Rio Paraguai representa um patrimônio estratégico para Mato Grosso e que sua utilização precisa conciliar desenvolvimento econômico e responsabilidade ambiental.

“A hidrovia é fundamental para o desenvolvimento do Estado, mas precisamos cuidar do rio.

Desenvolvimento e preservação caminham juntos. Nosso compromisso é garantir condições para que o Pantanal continue produzindo riqueza, preservando sua biodiversidade e assegurando qualidade de vida para as futuras gerações”, concluiu.

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