ELEIÇÕES 2026

Pivetta pede vitória de Flávio Bolsonaro e estabelece meta de 75% dos votos em Mato Grosso

Durante a inauguração da Casa 22, em Cuiabá, governador convocou apoiadores para a campanha do segundo turno e criticou a atuação do governo federal na segurança pública.

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O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), declarou nesta terça-feira (13) apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República e afirmou que a vitória do senador é necessária para mudar os rumos do país. A declaração foi feita durante a inauguração da Casa 22, comitê de campanha do candidato em Cuiabá.

“Precisamos que o Flávio Bolsonaro ganhe essa eleição para mudar o Brasil, para tirar o Brasil das amarras do PT”, afirmou Pivetta.

Instalada na sede do Republicanos, no bairro Quilombo, a Casa 22 funcionará como ponto de mobilização de apoiadores em Mato Grosso. O espaço ocupou o local que abrigou a Casa 10 durante a campanha de reeleição do governador e reuniu lideranças políticas estaduais em apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro, que disputa o segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Durante o evento, Pivetta convidou os mato-grossenses a participarem da mobilização e afirmou que o comitê estará aberto aos eleitores que desejam contribuir com a campanha.

“Todos os brasileiros mato-grossenses que querem se juntar conosco para ajudar a derrotar o PT são muito bem-vindos. Estão todos convidados. Todos que querem votar no Flávio Bolsonaro podem fazer dessa casa a sua casa também, que a partir de hoje é a Casa 22”, declarou.

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META É CHEGAR A 75% DOS VOTOS

O governador também estabeleceu como objetivo ampliar a votação de Flávio Bolsonaro em Mato Grosso. Segundo Pivetta, a meta é alcançar 75% dos votos válidos no segundo turno. Ele afirmou que o candidato obteve cerca de 65% no estado no primeiro turno e que pretende trabalhar para aumentar esse percentual.

“Nós vamos fazer o que for possível, dentro da legalidade, para aumentar o percentual de votação. Ele teve 65%. Vamos trabalhar, vamos fazer o possível para que chegue aos 75%”, disse.

Pivetta também convocou os eleitores a comparecerem às urnas no dia 25 de outubro. Para o governador, a mobilização deve incluir pessoas que não votaram no primeiro turno, com o objetivo de ampliar a participação eleitoral.

CRÍTICAS À SEGURANÇA PÚBLICA

Além do apoio eleitoral, o governador criticou a atuação do governo federal na segurança pública, especialmente no combate ao crime organizado na região de fronteira entre Mato Grosso e a Bolívia.

Segundo ele, o estado enfrenta dificuldades para combater as organizações criminosas sem uma política nacional mais efetiva e maior presença das forças federais. Pivetta destacou a extensão da fronteira entre Mato Grosso e a Bolívia, estimada por ele em cerca de 900 quilômetros, e defendeu maior participação da União nas ações de segurança.

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“Nós dependemos do governo central, que tenha a responsabilidade e assuma a fronteira do Brasil com a Bolívia, que são 900 quilômetros que o Estado de Mato Grosso cuida sozinho, sem a presença do Governo Federal”, afirmou.

O governador também defendeu o endurecimento das medidas contra facções criminosas e a classificação dessas organizações como terroristas. Para ele, o enfrentamento ao crime organizado exige uma estratégia nacional coordenada.

“Nós queremos fazer segurança pública de verdade, inseridos numa política nacional de segurança pública, que resolva combater o crime organizado”, declarou.

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POLÍTICA MT

Quaest: Flávio Bolsonaro lidera no Acre e no DF, Lula está à frente no RN e há empate no Amazonas

Levantamento divulgado nesta terça-feira (13) mostra cenários distintos para o segundo turno presidencial nos quatro estados analisados; no Acre, candidato do PL tem vantagem de 32 pontos percentuais sobre o petista.

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Pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira (13) aponta que Flávio Bolsonaro (PL) lidera as intenções de voto para o segundo turno da eleição presidencial no Acre e no Distrito Federal. Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece à frente no Rio Grande do Norte, enquanto os dois candidatos estão tecnicamente empatados no Amazonas.

No Acre, Flávio Bolsonaro registra 60% das intenções de voto, contra 28% de Lula, uma diferença de 32 pontos percentuais. Os votos em branco, nulos ou de eleitores que não pretendem votar somam 5%, enquanto 7% não souberam responder.

No Distrito Federal, o candidato do PL aparece com 50%, ante 40% do presidente Lula. Outros 6% afirmaram que votariam em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos, e 4% não souberam responder.

No Amazonas, o cenário é mais equilibrado. Lula tem 47% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registra 43%. Os votos em branco, nulos ou nenhum candidato representam 5%, mesmo percentual dos entrevistados que não souberam responder. Como a margem de erro é de três pontos percentuais, os dois candidatos estão tecnicamente empatados.

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No Rio Grande do Norte, Lula lidera com 59% das intenções de voto, contra 33% de Flávio Bolsonaro. Branco, nulo ou nenhum somam 5%, e 3% dos entrevistados não souberam responder.

Decisão do voto

A pesquisa também investigou se os eleitores já definiram sua escolha. No Acre, 87% afirmaram que o voto é definitivo, enquanto 11% disseram que ainda podem mudar de opinião. No Amazonas, 92% declararam ter decidido o voto, e 8% admitiram a possibilidade de mudança. No Distrito Federal, 94% disseram estar decididos, ante 6% que ainda podem mudar de candidato.

Metodologia

No Acre, a Quaest ouviu 1.098 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 9 e 12 de outubro. A margem de erro é de três pontos percentuais, com nível de confiança de 95%, e o registro da pesquisa é BR-05379/2026.

No Amazonas, também foram entrevistadas 1.098 pessoas, de 9 a 12 de outubro, com margem de erro de três pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O registro é AM-09760/2026.

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No Distrito Federal, o levantamento ouviu 1.104 pessoas com 16 anos ou mais entre 8 e 11 de outubro. A margem de erro é de três pontos percentuais, com nível de confiança de 95%, sob registro BR-06799/2026.

Os resultados indicam diferenças regionais na disputa presidencial, com vantagem expressiva de Flávio Bolsonaro no Acre, liderança de Lula no Rio Grande do Norte e uma disputa mais apertada no Amazonas.

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