POLÍTICA MT

Fórum de Lucas passa a se chamar Deputado Silvio Fávaro


Foto: ANGELO VARELA / ALMT

A Assembleia Legislativa aprovou nesta quarta-feira (23), em segunda votação, o Projeto de Lei 176/2021. De autoria do deputado Wilson Santos (PSDB), ele dá o nome de “Deputado Silvio Fávero” para a sede do Fórum da Comarca de Lucas do Rio Verde (331,7 km de Cuiabá).
Silvio Antônio Fávero nasceu em 31 de agosto de 1966, em Umuarama/PR, e morreu aos 54 anos, no dia 13 de março de 2021. O parlamentar foi vítima de complicações da Covid-19. Casado e pai de três filhos, era advogado, empresário, produtor rural e foi vice-prefeito de Lucas do Rio Verde. Atuou como defensor público na cidade e ganhou grande popularidade local. Na época de sua morte, exercia o primeiro mandato como deputado estadual.
Fávero foi destaque na Assembleia Legislativa por sua alta produtividade. Autor de centenas de projetos e mais de 20 leis. Sua forte atuação em favor da segurança Pública lhe rendeu medalhas e condecorações, dentre elas a distinta honraria “Homens do Mato”, designada pela Polícia Militar. Além disso, o deputado recebeu uma placa de agradecimento emitida pelos sindicatos dos delegados, investigadores, escrivães e agentes penitenciários em reverência à sua atuação na reforma da previdência.
“Dentre suas 20 leis, destaco a que garantiu a legalidade para a implantação das Escolas Estaduais Militares Tiradentes; a que permitiu o pagamento o IPVA com cartão de crédito e a que instituiu o Fundo Especial do Sistema Único de Segurança Pública (FUSUSP/MT)”, disse Wilson Santos.
“Para mim e para este Parlamento foi um privilégio conviver com um cidadão justo e bom. Um deputado presente e atuante focado nas ações sociais. Fico feliz e grato aos demais pares pela aprovação deste projeto, uma justa homenagem a Silvio Fávero”, completou.
O Projeto seguiu para redação final e logo será encaminhado ao Palácio Paiaguás para sanção do governador Mauro Mendes (União).
 

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Fonte: ALMT

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POLÍTICA MT

Comissão de Saúde cobra do Governo que reveja demissões e desativação de unidades do Samu em Mato Grosso

A Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) pediu ao Governo do Estado que revise as demissões de servidores e a desativação de unidades do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que impactaram os atendimentos especialmente na região da Baixada Cuiabana.

Realizada nesta quarta-feira (22), a discussão foi conduzida pelo presidente da Comissão, o deputado Dr. Eugênio (Republicanos), com a participação de representantes da Secretaria de Estado de Saúde (SES), profissionais do Samu, do Corpo de Bombeiros e demais envolvidos no tema. O objetivo foi debater os impactos resultantes da implantação do novo Sistema Estadual de Atendimento Pré-hospitalar e ouvir as demandas da categoria.

De acordo com os servidores do Samu, as alterações na gestão dos atendimentos pré-hospitalares vêm impactando diretamente a operação do serviço. Entre outubro de 2025 e março de 2026, cinco unidades do Samu foram desativadas na Baixada Cuiabana, além do desligamento de 56 profissionais do quadro operacional, medidas que, segundo a categoria, comprometem a capacidade de resposta do atendimento.

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A enfermeira do Samu, Patrícia Ferreira, relatou dificuldades no funcionamento das equipes diante do cenário atual.

“Em razão dos desligamentos, não conseguimos manter o funcionamento ininterrupto de todas as ambulâncias, sejam de suporte básico, avançado ou motolâncias”, afirmou.

Segundo os profissionais, o enfraquecimento do Samu ocorre paralelamente ao fortalecimento da atuação do Corpo de Bombeiros Militar nos atendimentos de urgência. Para a categoria, no entanto, as instituições devem atuar de forma complementar.

“Nós queremos mais ambulâncias do Bombeiro, mas também queremos garantir 100% do funcionamento das equipes do Samu”, completou a enfermeira.

Durante a reunião, o Governo do Estado apresentou o novo modelo de atendimento pré-hospitalar, que propõe a integração entre Samu e Corpo de Bombeiros. O secretário de Estado de Saúde, Juliano Silva Melo, destacou que a iniciativa está ampliando a cobertura e otimizando os serviços, com aumento de 64 equipes ativas, em 2025, para 89, em 2026, além da redução no tempo de resposta.

“A gente quer ampliar a cobertura, integrar o atendimento, conectando o Samu e o Corpo de Bombeiro em um sistema único de regulação médica da SES, reduzir o tempo de resposta, qualificar a assistência, otimizar recursos e salvar vidas”, afirmou.

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O secretário também negou qualquer possibilidade de encerramento das atividades do Samu no estado.

Ao longo da reunião, o presidente da Comissão de Saúde, Dr. Eugênio, ressaltou a importância de que eventuais mudanças sejam conduzidas com diálogo e garantia de qualidade no atendimento à população.

“A Comissão está atenta a esse processo. Defendemos a integração dos serviços, mas é fundamental assegurar que não haja prejuízo ao funcionamento do Samu e ao atendimento prestado à população”, destacou.

Como encaminhamento, a Comissão de Saúde solicitou formalmente ao Governo do Estado a revisão do desligamento dos 56 servidores e da desativação das cinco unidades. O colegiado também deliberou pela realização de uma nova reunião na próxima semana, com a participação de representantes do Ministério da Saúde, ampliando o debate sobre o tema.

Fonte: ALMT – MT

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