VELHA POLÍTICA
Pivetta ironiza emenda de Wellington para Antártica e diz que senador deveria se orgulhar de “servir Mato Grosso” – veja o video
Governador critica destinação de cerca de R$ 600 mil para apoio a pesquisas no continente, enquanto Wellington defende investimento científico e afirma que estudos na Antártica também têm reflexos para o agronegócio do Centro-Oeste
O governador de Mato Grosso e candidato à reeleição, Otaviano Pivetta (Republicanos), voltou a subir o tom contra o senador e candidato ao Governo Wellington Fagundes (PL) neste sábado (26). Desta vez, o embate envolve uma emenda parlamentar destinada a atividades do Programa Antártico Brasileiro (Proantar).
Pivetta criticou a aplicação de aproximadamente R$ 600 mil em apoio logístico à pesquisa científica na Antártica e classificou a decisão como exemplo daquilo que chama de “velha política”.
Registros disponíveis sobre a emenda indicam valor empenhado de R$ 599.128, dentro da ação orçamentária de apoio logístico à pesquisa científica na Antártica. Os recursos aparecem vinculados à contratação de profissionais especializados para dar suporte e segurança às expedições científicas brasileiras.
A proposta inicialmente divulgada previa R$ 200 mil, enquanto a execução associada à emenda chegou posteriormente a R$ 599.128. Reportagem que analisou os documentos ressalta que a alteração do valor, por si só, não indica irregularidade, já que dotações podem sofrer modificações durante a execução orçamentária.
Pivetta, porém, questionou a prioridade dada pelo adversário ao recurso.
“Esse recurso é oriundo do Tesouro Nacional e poderia ser destinado a Mato Grosso, pois não havia obrigação legal para que ele fosse aplicado em projetos do exterior”, declarou o governador, segundo a manifestação reproduzida nas imagens encaminhadas.
WELLINGTON DEFENDE INVESTIMENTO
Wellington apresentou uma versão diferente. Na sexta-feira (25), o senador defendeu publicamente a emenda e argumentou que as pesquisas realizadas na Antártica possuem importância científica para o país e podem produzir efeitos inclusive para a atividade agropecuária do Centro-Oeste.
O recurso não foi destinado genericamente a “montanhistas da Antártica”, mas a atividades do Programa Antártico Brasileiro, coordenado pela Marinha. Os profissionais especializados dão suporte a pesquisadores em deslocamentos e acampamentos realizados em condições extremas.
A destinação de verbas para o programa também não é inédita. Documentos oficiais do Senado registram outras propostas relacionadas ao apoio logístico à pesquisa científica brasileira na Antártica.
Questionado sobre a controvérsia, Wellington defendeu a presença brasileira no continente e afirmou ser uma “maravilha” poder dizer que destinou recursos à iniciativa. O senador argumentou ainda que os estudos climáticos realizados na região podem ajudar a compreender fenômenos com impacto sobre a produção brasileira.
PIVETTA FALA EM “VELHA POLÍTICA”
Pivetta aproveitou a controvérsia para ampliar o ataque político contra o adversário e questionar as prioridades adotadas pelo senador na destinação de recursos públicos.
“O senador Wellington Fagundes deveria se sentir orgulhoso por ajudar as pessoas que o elegeram. De servir ao povo e ao desenvolvimento em Mato Grosso. Essa conduta de mandar dinheiro para destinos incertos é típica da velha política, que a gente combate há tanto tempo”, afirmou Pivetta, segundo o conteúdo divulgado.
A expressão “destinos incertos” é uma caracterização política feita pelo governador. Os registros consultados identificam a finalidade orçamentária dos recursos como apoio logístico à pesquisa científica na Antártica, vinculada ao Programa Antártico Brasileiro.
Pivetta também criticou a trajetória política de Wellington e afirmou que o senador teria construído uma longa carreira sem produzir, na avaliação dele, resultados proporcionais ao período em que ocupa cargos públicos.
A afirmação faz parte do confronto eleitoral entre os dois candidatos e representa a avaliação de Pivetta sobre o histórico do adversário.
A discussão sobre a emenda abre mais uma frente no confronto entre Pivetta e Wellington na reta final da disputa pelo Palácio Paiaguás: de um lado, o governador questiona a prioridade de aplicar recursos federais em uma iniciativa executada na Antártica; do outro, Wellington sustenta que financiar ciência e a presença brasileira no continente também produz benefícios estratégicos para o país e para Mato Grosso.
Com informações Folhamax
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POLÍTICA MT
Mauro detona Wellington Fagundes, rebate críticas sobre hospitais e diz que senador “fez muito pouco” em mais de três décadas – veja o video
Ex-governador entra no confronto eleitoral, contesta declarações do candidato ao Governo sobre a saúde, apresenta obras de sua gestão e acusa Wellington de fazer “politicagem” na reta final da campanha
O ex-governador de Mato Grosso e candidato ao Senado Mauro Mendes (União) elevou o tom contra o senador Wellington Fagundes (PL), candidato ao Governo do Estado, neste sábado (26). Em vídeo divulgado nas redes sociais, Mauro rebateu críticas feitas por Wellington à sua gestão e afirmou que o adversário político, apesar de acumular mais de três décadas de vida pública, teria feito “muito pouco”.
A reação ocorreu após Wellington questionar as entregas do Governo do Estado e afirmar que, durante a administração de Mauro Mendes, apenas o Hospital Central teria sido concluído.
Mauro contestou a versão e apresentou no vídeo uma relação de hospitais, obras e investimentos realizados durante sua passagem pelo Palácio Paiaguás.
“Wellington, não vim aqui para desmentir você. Vim para ajudar você a parar de passar vergonha, porque está ficando feio e até constrangedor o nível de mentiras e a quantidade que você está contando”, afirmou Mauro.
Segundo o ex-governador, foram sete hospitais contemplados com construção ou intervenções durante o período citado por ele. Mauro mencionou o Hospital Regional de Alta Floresta, o Hospital Central e a Santa Casa de Cuiabá, além do Hospital Universitário Júlio Müller, cuja obra classificou como praticamente concluída.
O candidato ao Senado também citou investimentos em pavimentação urbana, iluminação pública, escolas, pontes, segurança pública, turismo, praças e quadras esportivas.
No vídeo, Mauro ainda exibiu imagens de Wellington participando de atos e inaugurações promovidos pelo próprio Governo do Estado. A utilização das cenas foi parte da resposta política do ex-governador às críticas do senador.
“FEZ MUITO POUCO”
O confronto ganhou um componente pessoal quando Mauro passou a questionar a trajetória política de Wellington, que iniciou seu primeiro mandato na Câmara dos Deputados em 1991 e posteriormente chegou ao Senado. Registros do próprio Senado confirmam a longa trajetória parlamentar do senador.
“Sei que sua fala foi apenas politicagem de quem fala besteira em campanha eleitoral. Está com dor de cotovelo de quem, durante mais de três décadas na política, fez muito pouco e, na maioria das vezes, quase nada”, disparou Mauro.
A declaração representa a avaliação política de Mauro sobre o adversário. Há registros públicos de atuação parlamentar de Wellington no Congresso, inclusive em infraestrutura e outras pautas relacionadas a Mato Grosso.
Mauro também ironizou uma antiga controvérsia envolvendo Wellington e um procedimento capilar realizado nos Estados Unidos. Ao recorrer ao episódio, o ex-governador fez uma provocação sobre a “capacidade cognitiva” do senador. A declaração deve ser entendida como ataque retórico de campanha, sem evidência médica apresentada que estabeleça qualquer relação entre um procedimento capilar e capacidade cognitiva.
O novo embate coloca frente a frente dois personagens de longa convivência na política mato-grossense. Em outros momentos, Wellington chegou a reconhecer publicamente investimentos realizados pelo governo Mauro Mendes. Em pronunciamento registrado no Senado em 2022, por exemplo, o senador destacou bilhões de reais destinados pelo Estado a estradas e citou milhares de quilômetros de obras contratadas.
Agora, em lados diferentes da disputa eleitoral, a relação deu lugar ao confronto aberto. Mauro decidiu responder diretamente às críticas de Wellington e transformou a discussão sobre hospitais e obras públicas em mais um capítulo da guerra política na reta final das eleições em Mato Grosso.
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