VITÓRIA ESMAGADORA
Pivetta atropela Wellington Fagundes nas urnas e é eleito governador de MT no primeiro turno
Governador transforma vantagem da reta final em avalanche eleitoral, supera adversário por mais de 38 pontos percentuais na apuração e conquista nas urnas o direito de permanecer no comando de Mato Grosso
O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) foi eleito neste domingo (4) para comandar Mato Grosso por mais quatro anos, encerrando ainda no primeiro turno uma disputa que, durante meses, colocou frente a frente dois dos principais grupos políticos do Estado.
Com 87,2% das urnas apuradas, Pivetta aparecia com 61,07% dos votos válidos, enquanto o senador Wellington Fagundes (PL) registrava 22,96%. Doutora Natasha (PSD) ocupava a terceira colocação, com pouco mais de 15%.
A diferença entre Pivetta e Wellington ultrapassou 38 pontos percentuais, transformando a vitória em uma derrota eleitoral contundente para o senador do PL.
O resultado também confirmou aquilo que as pesquisas das últimas semanas já apontavam: Pivetta entrou na reta final em trajetória ascendente e conseguiu transformar a vantagem das sondagens em uma votação suficiente para liquidar a eleição sem necessidade de segundo turno.
De vice a governador eleito
Pivetta chegou ao Palácio Paiaguás depois da renúncia de Mauro Mendes, em março deste ano. Até então vice-governador, assumiu definitivamente o comando do Executivo e iniciou uma corrida curta para convencer o eleitorado de que deveria permanecer no cargo.
A estratégia funcionou.
Nas urnas, o eleitorado deu a Pivetta um mandato próprio e uma vitória expressiva já no primeiro turno.
O resultado representa ainda um duro revés para Wellington Fagundes. Senador experiente e um dos políticos mais longevos de Mato Grosso, Wellington percorreu o Estado tentando transformar sua estrutura política e partidária em votos, mas terminou muito distante do governador.
Continuidade vence nas urnas
Durante a campanha, Pivetta apostou na continuidade das ações iniciadas durante a administração de Mauro Mendes, especialmente nas áreas de infraestrutura, educação, saúde e investimentos públicos.
A estratégia permitiu ao governador associar sua candidatura ao legado administrativo do grupo que governa Mato Grosso e, simultaneamente, construir uma identidade própria.
O eleitor respondeu nas urnas: Pivetta não apenas venceu. Venceu no primeiro turno e com uma diferença superior a 38 pontos percentuais sobre Wellington na apuração que confirmou sua eleição.
A partir de janeiro de 2027, Otaviano Pivetta inicia um mandato conquistado diretamente nas urnas e passa a ocupar definitivamente o centro do tabuleiro político de Mato Grosso.
POLÍTICA MT
Gisela vota e diz que em caso de vitória sua missão será ajudar Pivetta a cuidar de pessoas
Gisela vota e diz que em caso de vitória sua missão será ajudar Pivetta a cuidar de pessoas
A candidata a vice-governadora Gisela Simona (União), que integra a chapa de reeleição de Otaviano Pivetta, votou na manhã deste domingo (4), na Fatec-Senai, no bairro do Porto, em Cuiabá, região onde viveu boa parte da vida. Depois de votar, Gisela acompanhou a movimentação nos locais de votação e conversou com a imprensa, quando reafirmou a confiança na vitória da chapa ainda no primeiro turno, mas também deixou claro que está preparada para uma eventual segunda rodada da disputa.
“Estamos confiantes na vitória, entregando na mão de Deus se será agora no primeiro turno ou no outro. Mas muito confiantes porque fizemos uma campanha linda, cheia de propostas, com muita conversa e em muitos municípios de Mato Grosso. Levamos propostas que entendemos necessárias para que Mato Grosso continue avançando”, afirmou.
Gisela também destacou a importância da participação dos eleitores no processo democrático, especialmente das mulheres, que representam 51% do eleitorado mato-grossense. Para ela, a eleição encerra uma campanha marcada pelo contato direto com diferentes regiões do Estado e pela escuta de demandas que, em sua avaliação, precisam agora se transformar em políticas públicas.
Questionada sobre o papel que pretende desempenhar em um eventual governo, Gisela afirmou que sua contribuição a Pivetta estará justamente naquilo que acumulou ao longo de sua trajetória: a capacidade de olhar para as pessoas, especialmente para aquelas que mais precisam da presença do Estado. A candidata destacou que Mato Grosso avançou nos últimos anos em investimentos, obras e infraestrutura, mas defendeu que o próximo passo seja ampliar o alcance dessa prosperidade.
“Como mulher, com a minha sensibilidade e com a minha trajetória, acredito que posso ajudar muito Pivetta a cuidar das pessoas”, afirmou. Segundo ela, isso significa ampliar políticas públicas voltadas aos segmentos mais vulneráveis, entre eles mulheres, idosos, crianças e adolescentes.
A presença de Gisela na chapa majoritária também levou para o centro da campanha uma agenda que se tornou uma das marcas de sua atuação política: o enfrentamento à violência contra a mulher. Ao conversar com os jornalistas, ela voltou a lembrar que Mato Grosso ainda figura entre os estados brasileiros com os maiores índices de feminicídio e defendeu que, em um eventual novo governo, a política de proteção às mulheres seja ampliada e tenha caráter permanente.
“Acredito que a minha presença no governo, como mulher e como alguém que tem na trajetória a luta no combate à violência doméstica, fará com que a gente intensifique isso, principalmente com prevenção. Tenho dito ao longo da campanha que as políticas públicas precisam chegar antes da tragédia”, afirmou.
Para Gisela, essa prevenção começa antes da violência chegar às redes de proteção. Ela defendeu ações nas escolas, com mudanças no currículo, capacitação de professores e sensibilização dos estudantes, além de uma atuação integrada entre o Governo do Estado e os municípios.
A candidata também citou a necessidade de fortalecer a rede de proteção, ampliar o atendimento especializado, capacitar servidores e garantir que as mulheres encontrem canais acessíveis e confiáveis para denunciar. Ao mencionar os casos de feminicídio registrados neste ano, ressaltou que apenas duas das vítimas tinham medidas protetivas, segundo os dados que apresentou, e utilizou o dado para defender que mais mulheres precisam chegar à rede antes que a violência alcance seu estágio mais grave.
“Precisamos fazer com que todas as mulheres mato-grossenses sintam que o Estado está com elas, que elas não estão sozinhas e que podem confiar. Mas precisam denunciar todo tipo de violência que sofrem, porque é dessa forma que o Estado poderá monitorar e evitar que o mal maior aconteça”, afirmou.
Gisela percorreu diferentes regiões de Mato Grosso e ampliou sua atuação para além das pautas que marcaram sua trajetória no Procon e na Câmara Federal. Como candidata a vice, passou a defender que o próximo ciclo, em caso de vitória, tenha também como eixo a ampliação da presença feminina nos espaços de decisão e uma política pública mais próxima das pessoas.
Mas agora, segundo Gisela, é esperar e respeitar a escolha dos eleitores. E mesmo confiante na possibilidade de encerrar a disputa neste domingo, ela também deixou aberta a disposição para seguir em campanha caso as urnas determinem um novo turno.
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