MT EM DEFESA DAS MULHERES
Governo de MT firma pacto entre poderes e amplia ações contra violência doméstica
Pacote inclui delegacias 24h, monitoramento de agressores, atendimento psicológico e integração entre instituições
O Governo de Mato Grosso lançou, nesta sexta-feira (17), um amplo pacote de medidas para fortalecer o combate à violência contra a mulher e reduzir os casos de feminicídio no Estado. As ações integram o programa “Mato Grosso em Defesa das Mulheres” e reúnem esforços do Executivo, Judiciário, Legislativo, Ministério Público, Tribunal de Contas e Defensoria Pública.
Durante o anúncio, o governador Otaviano Pivetta destacou que o enfrentamento à violência exige atuação contínua e integrada entre os órgãos públicos.
“A violência não pode ser tratada como algo normal. Estamos ampliando ações e fortalecendo a rede de proteção para garantir mais segurança e dignidade às mulheres”, afirmou.
A delegada Mariell Antonini, chefe do Gabinete de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher, ressaltou que o programa foi construído de forma coletiva.
“É um problema estrutural, que exige atuação conjunta e compartilhamento de responsabilidades entre instituições”, pontuou.
A senadora Margareth Buzetti defendeu que o enfrentamento passa por mudanças culturais e investimento em educação.
Já o deputado federal Fábio Garcia destacou a necessidade de integração das políticas já existentes, enquanto a desembargadora Maria Erotides Kneip anunciou a criação de novas varas especializadas para dar mais agilidade aos processos e evitar a revitimização.
O deputado estadual Carlos Avallone reforçou a importância da participação de toda a sociedade, e o secretário-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho, classificou o programa como um avanço por reunir diferentes instituições em um esforço conjunto.
A subprocuradora-geral de Justiça Administrativa do MPE-MT, Januária Dorilêo, também destacou a importância do trabalho em rede.
“Temos um plano capaz de trazer resultados efetivos. O trabalho integrado é o único caminho para superar esse desafio”, afirmou.
Novas medidas e estrutura
Entre as ações anunciadas estão:
Delegacia Especializada 24 horas em Várzea Grande
Novas delegacias em Lucas do Rio Verde e Sorriso
Núcleos de atendimento em Rosário Oeste, Nobres e Campo Verde
Núcleos de plantão em Tangará da Serra, Cáceres e Primavera do Leste
Nova sede da Patrulha Maria da Penha em Cuiabá
Salas Lilás em unidades da Politec em Água Boa e Nova Mutum
Também será implantada uma unidade estratégica para monitoramento eletrônico de agressores na Secretaria de Justiça, além da criação de diretorias voltadas à proteção da mulher nas polícias Civil e Militar.
Outro destaque é o Portal Estadual de Informações sobre Violência contra a Mulher, que vai reunir dados, serviços e orientações em todo o Estado.
Atendimento e apoio às vítimas
O pacote também prevê a oferta de teleatendimento psicológico para vítimas de violência doméstica, além de suporte a familiares e órfãos de feminicídio.
Segundo a delegada Mariell Antonini, o primeiro atendimento será feito de forma remota, com continuidade presencial quando necessário.
Pacto entre os poderes
Durante o evento, também foi firmado o Pacto Estadual pelo Enfrentamento à Violência contra a Mulher, envolvendo Assembleia Legislativa, Ministério Público, Tribunal de Justiça, Tribunal de Contas e Defensoria Pública.
O acordo prevê desde a criação de Procuradorias da Mulher nos municípios até a implementação de grupos reflexivos para agressores.
Para o conselheiro do TCE-MT, Waldir Teis, nenhuma instituição consegue enfrentar o problema isoladamente.
“A união entre os órgãos públicos é fundamental para garantir resultados mais efetivos”, afirmou.
Políticas públicas e prevenção
No eixo de fortalecimento das políticas públicas, o governo vai investir na estruturação de organismos municipais, capacitação de gestores e ampliação de programas de inserção no mercado de trabalho.
Entre eles está o programa “Meninas que Transformam”, voltado a adolescentes entre 14 e 18 anos.
As ações preventivas também serão ampliadas, com destaque para o projeto “Seja Raio de Luz”, focado no enfrentamento da violência sexual infantojuvenil.
Avanços já implementados
Desde 2019, o Estado já implementou uma série de medidas, como o plantão 24 horas em Cuiabá, o aplicativo SOS Mulher e a ampliação da Patrulha Maria da Penha.
Também foi criado o programa Ser Família Mulher, que garante auxílio-moradia de R$ 800 para vítimas em situação de vulnerabilidade.
Somente em 2025, foram investidos R$ 95 milhões no combate à violência contra a mulher. Atualmente, Mato Grosso conta com 29 núcleos da Polícia Civil, 45 da Polícia Militar e nove delegacias especializadas.
POLÍTICA MT
Wellington não esconde mágoa de prefeito após deixar PL e apoiar Pivetta – veja o video
Senador chama Edilson Piaia de “incoerente”, lembra que prefeito esteve em seu gabinete há apenas 15 dias fazendo elogios e cobra fidelidade após gestor deixar partido para apoiar a reeleição do governador
O senador e candidato ao Governo de Mato Grosso, Wellington Fagundes (PL), não escondeu o descontentamento com a decisão do prefeito de Campo Novo do Parecis, Edilson Piaia, de deixar o Partido Liberal e anunciar apoio à reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos).
Durante coletiva nesta quinta-feira (13), Wellington classificou a postura do prefeito como “incoerente” e fez questão de lembrar que, apenas 15 dias antes, Piaia havia estado em seu gabinete e, segundo ele, demonstrado uma posição política completamente diferente.
“Eu acho que é incoerência. Ele esteve no meu gabinete 15 dias atrás. Ele esteve 15 dias atrás no meu gabinete dizendo que eu era o melhor do mundo. Está gravado, está aí na internet, é só vocês olharem. Provavelmente está tendo alguma incoerência”, disparou Wellington.
A manifestação ocorreu durante a coletiva que oficializou o empresário Reinaldo Morais, conhecido como “Rei do Porco”, como candidato a vice-governador na chapa encabeçada pelo senador.
Wellington também recordou as circunstâncias que levaram Piaia ao PL para disputar a Prefeitura de Campo Novo do Parecis. Segundo o senador, houve resistência interna à filiação do então candidato, mas a direção partidária acabou abrindo as portas para que ele concorresse pela legenda.
“Foi pra eleger, o Ananias teve que abrir o partido lá pra ele. Foi uma certa resistência de recebê-lo. Mas não cabia a mim. Foi uma decisão do partido. Tá bom, abriu o partido pra ele. Ele sabe disso. Então, as incoerências é o tempo que vai cobrando de cada um”, declarou.
O senador ainda demonstrou acreditar que Piaia possa rever a decisão. Para Wellington, há incompatibilidade política entre ter sido eleito pelo PL, com apoio da estrutura partidária e do fundo eleitoral, e agora trabalhar pela candidatura de um adversário da legenda ao Governo do Estado.
“Eu penso que tem tempo pra ele rever ainda. Mas se ficar, eu acho só, não concordo com ele, ele ser eleito pelo partido, ser eleito com o fundo eleitoral do partido, ser eleito com a nossa grife que é o presidente Bolsonaro”, afirmou.
A saída de Piaia também foi comentada pelo presidente estadual do PL, Ananias Filho. Segundo ele, o pedido de desfiliação foi apresentado de maneira respeitosa e aceito imediatamente pela direção partidária.
“A carta dele é muito respeitosa e agradece ao PL, a toda sua presença e todo o apoio que o PL deu em todos os momentos dele. E nós, sinceramente, aceitamos de imediato”, afirmou.
Apesar do tom respeitoso em relação à formalização da saída, Ananias deixou claro que o PL pretende cobrar alinhamento daqueles que permanecerem na sigla. O dirigente afirmou que quem não estiver disposto a seguir o projeto eleitoral do partido deve buscar outro caminho.
Questionado sobre a possibilidade de outros prefeitos seguirem o movimento de Piaia, Ananias descartou uma debandada e afirmou que o projeto eleitoral do PL permanece consolidado.
A troca de declarações evidencia o desconforto provocado dentro do PL pela decisão de Piaia. Mais do que uma simples mudança partidária, Wellington tratou o episódio como uma questão de coerência política, sobretudo pelo curto intervalo entre a visita do prefeito ao seu gabinete e a decisão de abandonar a legenda para apoiar Pivetta.
Com a campanha eleitoral avançando, a movimentação também expõe a disputa entre Wellington e Pivetta pelo apoio das principais lideranças municipais. No caso de Campo Novo do Parecis, o governador ganhou a adesão de um prefeito eleito pelo partido de seu principal adversário, enquanto Wellington deixou claro que não pretende tratar a mudança como um episódio político sem consequências.
Veja o video
-
Sinop6 dias atrásServidoras refletem sobre avanços da Lei Maria da Penha em encontro promovido pela Prefeitura de Sinop
-
POLÍTICA MT7 dias atrásPL MUDA CHAPA DE ÚLTIMA HORA, TIRA MARCELO MALUF E CONFIRMA ALENCAR FARINA COMO VICE DE WELLINGTON
-
POLÍTICA MT6 dias atrásMaluf rompe silêncio, critica Wellington e diz que candidato ao governo “precisa honrar a palavra”
-
POLÍTICA MT6 dias atrásAos 20 anos da Lei Maria da Penha, Barbudo propõe pacote de medidas contra violência e feminicídio
-
Sinop6 dias atrásFesteja Sinop: Prefeitura realiza visita técnica à Praia do Cortado para planejamento do evento
-
Sinop6 dias atrásPrevi Sinop: segurados inativos e pensionistas celebram Dia dos Pais com jogos e interação social
-
MATO GROSSO2 dias atrásWania Dantas, ex-presidente do CRO-MT, entra no radar para vice de Wellington Fagundes
-
Sinop6 dias atrásFesteja Sinop: Prefeitura abre inscrições para os 34º Jogos Olímpicos e os 3º Jogos Paralímpicos


