MEMÓRIA POLÍTICA

Paulo Araújo resgata símbolo da histórica campanha de Blairo Maggi em 2002

Candidato à reeleição para deputado estadual utiliza a tradicional “palma da mão” em nova peça de campanha e revisita uma das marcas mais lembradas da política mato-grossense.

Uma imagem que marcou a história política de Mato Grosso está de volta às ruas, agora em uma nova leitura. O deputado estadual e candidato à reeleição Paulo Araújo (Republicanos) incorporou à sua comunicação eleitoral a conhecida palma da mão, referência à campanha de Blairo Maggi ao Governo de Mato Grosso, em 2002.

Naquele período, quando as redes sociais ainda não faziam parte da comunicação política, jingles, televisão, rádio, materiais impressos e ações de rua tinham papel central nas campanhas. Entre os elementos que ficaram na memória dos mato-grossenses está o conceito: “Tá na palma da mão”, associado ao jingle de Blairo Maggi.

A nova peça de Paulo Araújo recupera justamente essa memória afetiva, reproduzindo visualmente a mão e fazendo referência ao conceito que atravessou gerações.

“É uma referência que faz parte da história política de Mato Grosso. Quem viveu aquela época certamente vai reconhecer de imediato. A ideia foi resgatar essa memória de uma forma que dialogue com o presente da nossa campanha,” ressaltou Paulo Araújo.

Leia Também:  Deputado Thiago Silva se reúne com feirantes e reforça destinação de emenda

A iniciativa também estabelece uma ponte entre diferentes momentos da comunicação política no Estado: de uma época marcada pelo rádio, televisão e materiais físicos até o atual cenário dominado pelas redes sociais e pela comunicação digital.

Na arte, a referência histórica aparece associada à identidade visual da campanha de Paulo Araújo e ao número 10456.

Propaganda

POLÍTICA MT

Justiça multa Rafaell Milas em R$ 5 mil por vídeo satírico contra Wellington Fagundes

Candidato ao Governo publicou montagem intitulada “As verdinhas do Wellington”; Justiça Eleitoral considerou que conteúdo ultrapassou os limites da crítica e do humor político e determinou retirada das redes sociais

A Justiça Eleitoral condenou nesta sexta-feira (21) o candidato ao Governo de Mato Grosso Rafaell Milas (Missão) ao pagamento de multa de R$ 5 mil por um vídeo satírico publicado nas redes sociais contra o senador e também candidato ao Palácio Paiaguás Wellington Fagundes (PL).

Além da multa, a Justiça determinou que Milas retire a publicação de suas redes sociais.

O vídeo, intitulado “As verdinhas do Wellington”, foi publicado no final de julho e utiliza uma montagem associando Wellington ao personagem Seu Sirigueijo, do desenho animado Bob Esponja, conhecido pela relação exagerada que mantém com dinheiro na animação.

Na sátira, o rosto de Wellington aparece associado ao personagem, acompanhado da frase: “Olá, eu gosto de dinheiro”.

O conteúdo acabou sendo questionado na Justiça Eleitoral, que entendeu que a publicação extrapolou os limites admitidos para a crítica e o humor no debate político.

Segundo a juíza eleitoral Glenda Borges, a postagem “ultrapassou os limites da crítica e do humor político e atingiu a honra e a imagem” de Wellington Fagundes.

A decisão estabelece, portanto, duas consequências para Rafaell Milas: o pagamento da multa de R$ 5 mil e a retirada do vídeo de suas plataformas digitais.

Leia Também:  Deputado Thiago Silva se reúne com feirantes e reforça destinação de emenda

O episódio ocorre em um momento de intensificação da campanha eleitoral em Mato Grosso, em que as redes sociais se transformaram em um dos principais campos da disputa entre candidatos. Vídeos, memes, montagens e sátiras passaram a fazer parte da estratégia utilizada por diferentes grupos para confrontar adversários e repercutir temas da eleição.

A decisão envolvendo Milas, no entanto, sinaliza que a Justiça Eleitoral poderá atuar quando entender que esse tipo de conteúdo ultrapassa o campo da crítica política e atinge a honra ou a imagem dos candidatos.

Com a campanha entrando em uma fase de maior confronto, o caso também serve de alerta para candidatos, apoiadores e produtores de conteúdo sobre os limites jurídicos das peças divulgadas nas redes sociais durante o período eleitoral.

Continue lendo

política mt

mato grosso

policial

PICANTES

MAIS LIDAS DA SEMANA