ELEIÇÕES 2026

Podemos mira bancada histórica na ALMT e Max Russi projeta eleger até sete deputados

Presidente estadual da sigla afirma ter segurança na conquista de seis cadeiras e coloca a sétima como meta; partido oficializou 25 candidatos a deputado estadual e aposta na capilaridade regional para ampliar força na Assembleia

O Podemos entra na disputa eleitoral de 2026 com uma meta ambiciosa em Mato Grosso: formar uma das maiores bancadas da próxima legislatura da Assembleia Legislativa (ALMT). Presidente estadual da legenda e candidato à reeleição, o deputado Max Russi projeta a eleição de até sete deputados estaduais.

A sigla oficializou uma chapa com 25 candidatos, reunindo deputados em exercício, ex-parlamentares, ex-prefeitos, vereadores, empresários, produtores rurais e lideranças políticas de diferentes regiões do Estado.

Max demonstra confiança no desempenho da nominata e afirma considerar praticamente consolidada a possibilidade de o Podemos conquistar seis das 24 cadeiras da Assembleia.

«“Seis cadeiras eu tenho 100% de certeza de que o Podemos terá. Serão 25% da Assembleia no próximo mandato. Sete cadeiras são o nosso sonho”, declarou.»

Caso a projeção de seis eleitos se confirme, o partido passará a ocupar um quarto das vagas da ALMT, ampliando significativamente seu peso político no Legislativo estadual.

A estratégia do Podemos passa justamente pela distribuição regional de seus candidatos. A chapa reúne nomes com bases eleitorais em Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis, Sinop, Cáceres, Colíder, Alta Floresta, Primavera do Leste, Campo Novo do Parecis, São Félix do Araguaia e outras cidades.

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“Temos candidatos preparados, homens e mulheres que conhecem as necessidades de suas regiões. Meu compromisso é trabalhar para fortalecer cada nome e garantir ao Podemos uma grande representação na Assembleia”, afirmou Max Russi.

Entre os nomes de maior projeção política estão os atuais deputados estaduais Max Russi, Beto Dois a Um e Fábio Tardin, além do ex-deputado Mauro Savi, que retorna à disputa eleitoral após já ter ocupado cadeira na Assembleia.

Também integra a chapa o ex-deputado estadual Ulysses Moraes, assim como Allan Kardec, que já exerceu mandato de vereador por Cuiabá e deputado estadual, além de ter comandado secretarias no Governo de Mato Grosso.

A nominata conta ainda com nomes de forte atuação municipal. Adelcino Lopo foi prefeito de Pontal do Araguaia por dois mandatos; Celso Banazeski comandou Colíder por duas gestões; Janailza Taveira foi prefeita de São Félix do Araguaia; Rafael Machado administrou Campo Novo do Parecis; e Meraldo Sá foi prefeito de Acorizal e presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM).

Na Baixada Cuiabana, além dos parlamentares, aparece o vereador por Cuiabá Alex Rodrigues, enquanto Alessandra Croco, ex-primeira-dama de Rondonópolis e ex-secretária municipal de Promoção e Assistência Social, reforça a chapa na região Sul.

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Também disputam pelo Podemos nomes como Carlos Kan, de Diamantino; Salete Bergamin, de Juína; Geovane Gamba, de Alta Floresta; Joize Marques, de Colíder; Karen Rocha, de Tangará da Serra; Gustavo Bang, de Nova Xavantina; Marcos Paulista, de Lucas do Rio Verde; Priscila Dourado, de Alto Araguaia; sargento Casarin e Scheila Pedroso, de Sinop; Bira da Econômica, de Primavera do Leste; e Valdeníria Dutra, de Cáceres.

A composição mostra a estratégia do Podemos de espalhar candidaturas competitivas pelas principais regiões de Mato Grosso e transformar a capilaridade municipal em votos para a legenda.

Com nomes que já possuem mandato e outros com histórico eleitoral e atuação regional, Max Russi aposta que a chapa poderá colocar o Podemos entre as maiores forças partidárias da Assembleia Legislativa a partir de 2027. A primeira meta é chegar às seis cadeiras. A sétima, como definiu o próprio presidente estadual, é o “sonho” que o partido tentará transformar em realidade nas urnas.

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POLÍTICA MT

Galvan chama Wellington de “melancia” e declara apoio a Pivetta que classifica como “direita raiz”

Candidato ao Senado pelo Avante reforça críticas ao candidato do PL e anuncia apoio à reeleição do governador Otaviano Pivetta, mesmo com Wellington Fagundes pertencendo ao partido de Jair Bolsonaro

O candidato ao Senado Antonio Galvan (Avante) declarou apoio à reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos) e voltou a fazer duras críticas ao senador Wellington Fagundes (PL), adversário de Pivetta na disputa pelo Governo de Mato Grosso. Galvan chegou a chamar Wellington de “melancia” e colocou seu posicionamento político no campo que classifica como “direita raiz”.

A manifestação ocorreu neste domingo (16), durante a abertura da campanha em Lucas do Rio Verde. Ligado ao agronegócio e identificado com o ex-presidente Jair Bolsonaro, Galvan decidiu caminhar com Pivetta mesmo diante da candidatura de Wellington pelo PL, partido de Bolsonaro.

Ao anunciar seu posicionamento, Galvan justificou a escolha pelo histórico administrativo de Pivetta, que comandou Lucas do Rio Verde por três mandatos antes de chegar ao Governo de Mato Grosso.

“Pessoal, quem nos escuta, o nosso apoio ao Otaviano Pivetta para governador é pelo exemplo que ele já deu de gestão como prefeito aqui em Lucas, que foi por três mandatos. Então ele está mais que testado para o nosso Estado como governador. Estamos juntos, Otaviano Pivetta, nesta luta por um Mato Grosso melhor”, declarou.

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Galvan já vinha sinalizando que seu grupo político caminharia ao lado de Pivetta. A declaração pública durante o ato de campanha reforça o distanciamento em relação a Wellington e evidencia que parte das lideranças identificadas com a direita em Mato Grosso não seguirá automaticamente o candidato do PL na eleição estadual.

As divergências entre Galvan e Wellington não são recentes. O candidato ao Senado mantém críticas ao senador e chegou a classificá-lo como “melancia”, expressão política usada de forma pejorativa para se referir a quem seria “verde por fora e vermelho por dentro”.

Ao se colocar no campo da chamada “direita raiz”, Galvan procura marcar uma diferença política em relação a Wellington, apesar de o senador disputar o Governo justamente pela legenda de Bolsonaro.

O movimento também coloca Pivetta na disputa pelo eleitorado conservador. Embora seja candidato pelo Republicanos, o governador passa a contar com o apoio declarado de Galvan e de seu grupo, que reivindicam identificação com as bandeiras da direita.

Com a campanha oficialmente nas ruas, o posicionamento de Galvan acrescenta um novo ingrediente à corrida pelo Palácio Paiaguás: a disputa interna pelo eleitorado bolsonarista e conservador, que agora aparece dividido entre diferentes candidaturas ao Governo de Mato Grosso.

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