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Paraná Pesquisas confirma Mauro na frente ao Senado com 54,9%

Com 37,5% ele é o preferido pelos eleitores como opção de primeiro voto e também lidera com 17,4% o segundo voto

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O ex-governador e candidato ao Senado Mauro Mendes (União Brasil) passou de 52,3% para 54,9% das intenções de voto na disputa pelo Senado em Mato Grosso, segundo levantamento do Paraná Pesquisas divulgado nesta quarta-feira (30.09). Na comparação com a pesquisa do instituto, divulgada em 18 de setembro, o candidato avançou 2,6 pontos percentuais no cenário estimulado, onde os nomes são apresentados ao eleitor.

Na sequência aparecem Janaína Riva (MDB), com 33,3%, José Medeiros (PL), com 29,3%, Carlos Fávaro (PSD), com 18%, e Pedro Taques (PSB), com 14,1%. Como cada eleitor pode escolher dois candidatos ao Senado, os percentuais somados ultrapassam 100%.

A série apresentada pelo Paraná Pesquisas mostra que Mauro registrou 52,3% em agosto, chegou a 55% no primeiro levantamento de setembro, marcou 52,3% na pesquisa seguinte e agora voltou a crescer, atingindo 54,9%.

O novo levantamento também separou a primeira e a segunda opção para o Senado. Mauro aparece com 37,5% entre os eleitores que o escolheram como primeiro voto, seguido por Janaína, com 18%, e Medeiros, com 16%. Como segunda opção, Mauro registra outros 17,4%, Janaína 15,3% e Medeiros 13,3%.

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Na pesquisa espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados previamente ao entrevistado, Mauro é o mais lembrado pelos eleitores, com 27,6%. Medeiros registra 16,6%, Janaína 14,7%, Fávaro 8,3% e Taques 4,7%. Outros 38,8% não souberam ou não opinaram.

O Paraná Pesquisas entrevistou presencialmente 1.352 eleitores em 54 municípios de Mato Grosso entre os dias 27 e 29 de setembro. A margem de erro é de aproximadamente 2,7 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o grau de confiança é de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número MT-02094/2026.

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POLÍTICA MT

Medeiros é questionado se pediria impeachment de Dias Toffoli, que se declarou suspeito em julgamento ligado ao Banco Master, mas não respondeu 

Ao Folha de Mato Grosso, candidato ao Senado afirmou já ter apresentado pedidos contra cinco ministros do STF, mas não respondeu objetivamente quando questionado especificamente sobre Dias Toffoli

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Por Palmiro Pimenta e Ana Clara

O deputado federal e candidato ao Senado José Medeiros foi questionado pelo Folha de Mato Grosso sobre um tema que ganhou espaço no debate político nacional: a possibilidade de apresentação de pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

A pergunta feita pela reportagem foi direta: Medeiros pediria o impeachment do ministro Dias Toffoli?

Segundo o relato da abordagem feita pelo Folha de Mato Grosso, Medeiros respondeu afirmando que já apresentou pedidos de impeachment contra cinco ministros do STF. A resposta, porém, não esclareceu o ponto específico levantado pela reportagem: se ele adotaria a mesma posição em relação a Dias Toffoli.

Mesmo diante do questionamento nominal sobre Toffoli, Medeiros não respondeu objetivamente “sim” ou “não”, preferindo mencionar os pedidos que afirma já ter apresentado contra outros integrantes da Suprema Corte.

TOFFOLI DECLAROU SUSPEIÇÃO

O questionamento ocorre após Dias Toffoli declarar suspeição em julgamento realizado pelo Supremo em 15 de setembro e relacionado a petições no âmbito do caso Banco Master.

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O registro oficial do STF informa que Dias Toffoli afirmou suspeição, enquanto o ministro Nunes Marques declarou impedimento. Na mesma sessão, o ministro Flávio Dino pediu vista dos autos, suspendendo a discussão.

A declaração de suspeição, é importante ressaltar, não representa por si só reconhecimento de prática de irregularidade nem significa automaticamente a existência de fundamento jurídico para impeachment.

TOFFOLI FOI INDICADO POR LULA

Dias Toffoli chegou ao Supremo por indicação do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2009. À época, ele ocupava o cargo de advogado-geral da União e foi escolhido para a vaga aberta após a morte do ministro Carlos Alberto Menezes Direito.

A indicação foi submetida ao Senado Federal e aprovada em 30 de setembro de 2009. Foram 58 votos favoráveis, nove contrários e três abstenções. Toffoli tomou posse no STF em 23 de outubro daquele ano.

PERGUNTA SEGUE SEM RESPOSTA DIRETA

É nesse contexto que o Folha de Mato Grosso dirigiu a pergunta específica a Medeiros. O candidato, que afirma já ter apresentado pedidos de impeachment contra cinco integrantes do Supremo, foi questionado se também pediria o impeachment de Dias Toffoli.

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Segundo a abordagem relatada pela reportagem, Medeiros não respondeu diretamente à pergunta sobre Toffoli.

A questão tem relação direta com o cargo disputado pelo parlamentar. A Constituição atribui ao Senado competência para processar e julgar ministros do STF nos crimes de responsabilidade.

O questionamento do Folha de Mato Grosso, portanto, permanece sem uma resposta objetiva: José Medeiros pediria o impeachment de Dias Toffoli? Na abordagem feita pela reportagem, o candidato citou pedidos apresentados contra outros ministros, mas não declarou especificamente se adotaria a mesma iniciativa contra Toffoli.

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