PÓS-ELEIÇÃO

MT Dados acerta 23 das 24 vagas na ALMT e 87,5% da projeção para a Câmara

Comparação entre levantamentos divulgados antes da eleição e o resultado das urnas mostra alto índice de acerto na composição das bancadas de Mato Grosso

Publicados

em

Uma análise das projeções feitas pelo instituto MT Dados antes das eleições de 2026 e o resultado das urnas mostrou alto índice de acerto nas disputas para deputado estadual e federal em Mato Grosso. O levantamento antecipou grande parte da composição das bancadas e também se aproximou da distribuição de vagas entre partidos e federações.

Na disputa pela Câmara dos Deputados, o instituto projetava duas cadeiras para o PL e outras duas para a Federação União Progressista, formada por PP e União Brasil. Republicanos, Podemos, PSD e Federação Brasil da Esperança, integrada por PT, PCdoB e PV, apareceram com uma vaga cada.

Entre os nomes apontados como possíveis eleitos estavam Coronel Fernanda (PL), Coronel Assis (PL), Nilson Leitão (PP), Virginia Mendes (União Brasil), Juarez Costa (Republicanos), Coronel Rover (Podemos), Irajá Lacerda (PSD) e Professora Rosa Neide (PT).

Na comparação com o resultado das urnas, o índice de acerto informado para essa projeção foi de 87,5%. Uma das diferenças ocorreu no PL, que terminou a eleição com três cadeiras, uma a mais do que o previsto, com a eleição de Thiago Boava.

Leia Também:  Simpósio sobre Autismo da ALMT expõe falhas do Estado e cobra efetivação de leis em MT

O PSD, por outro lado, não alcançou o quociente necessário para garantir a vaga projetada para Irajá Lacerda. Outra diferença ocorreu na Federação União Progressista. A projeção colocava Nilson Leitão entre os eleitos, mas ele terminou como primeiro suplente, enquanto Virginia Mendes e Fábio Garcia conquistaram as cadeiras.

Projeção para ALMT chegou a 95,8%

Na Assembleia Legislativa, o MT Dados acertou a distribuição partidária de 23 das 24 vagas, índice equivalente a 95,8%. O levantamento também projetou corretamente o tamanho das bancadas de dez dos 12 partidos e federações que participaram da disputa.

O Podemos conquistou a maior bancada, com seis deputados estaduais, exatamente o número indicado na projeção. Entre os nomes previstos estavam Max Russi, Beto Dois a Um, Alessandra Ferreira, Adelcino Lopo e Fabinho Tardin. Para a última vaga, o levantamento havia colocado Ulysses Moraes empatado com Mauro Savi.

Republicanos, Federação PSDB-Cidadania, Federação Brasil da Esperança, Federação União Progressista e PSD também terminaram a eleição com o mesmo número de cadeiras indicado na projeção.

A diferença na distribuição ocorreu entre MDB e PL. O instituto projetava quatro cadeiras para o MDB e três para o PL, mas o resultado foi inverso: o MDB conquistou três vagas e o PL, quatro. Na projeção, Gilberto Cattani ficaria fora, enquanto Samantha do Abilio, Faissal Calil e Alcino Barcelos ocupariam as cadeiras do partido.

Leia Também:  Advogado-Geral da União manifesta-se favorável a emendas coletivas impositivas

Também houve diferenças nos nomes previstos dentro de algumas legendas. No Republicanos, Ari Lafin aparecia como possível eleito, mas a vaga ficou com Nininho. No MDB, a projeção indicava Eduardo Botelho e Jéssica Riva entre os eleitos e deixava Léo Bortolin de fora, enquanto o resultado das urnas mostrou cenário diferente. Na Federação PSDB-Cidadania, a previsão apontava Juca do Guaraná, mas a cadeira ficou com Carlos Avalone.

O comparativo mostra que, embora não tenha reproduzido integralmente os resultados individuais, o MT Dados se aproximou principalmente da distribuição das cadeiras entre partidos e federações, com 95,8% de acerto na composição partidária da Assembleia Legislativa e 87,5% na projeção apresentada para a Câmara Federal.

Propaganda

POLÍTICA MT

Justiça cobra ALMT e determina comprovação de desligamento de servidor efetivado sem concurso

Assembleia terá dez dias para demonstrar se José Roberto Nunes Medeiros cumpre requisitos previdenciários previstos pelo STF ou efetivar sua saída dos quadros funcionais

Publicados

em

A Justiça determinou que a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) apresente, no prazo de dez dias, documentos relacionados à situação funcional do técnico legislativo José Roberto Nunes Medeiros, que integra o quadro efetivo da Casa apesar de não ter ingressado por concurso público.

A determinação é da juíza Célia Regina Vidotti, da Vara Especializada em Ações Coletivas, em despacho publicado na última quinta-feira (1º). A magistrada quer saber se o servidor preenche os requisitos necessários para aposentadoria pelo Regime Próprio de Previdência Social (RPPS), conforme os parâmetros estabelecidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Caso os requisitos não sejam atendidos, a decisão determina o imediato desligamento de Medeiros dos quadros efetivos da Assembleia e também do regime próprio de previdência. Nessa hipótese, ele ficará sujeito ao Regime Geral de Previdência Social (RGPS).

Segundo informações do Portal da Transparência citadas no processo, o salário atual do cargo de técnico legislativo de nível fundamental é de aproximadamente R$ 13,4 mil.

“Intime-se a ALMT, para no prazo de dez (10) dias, cumpra a decisão, comprovando, por meio de documentos hábeis, se o requerido satisfaz as exigências do Tema 1.254/STF ou comprove o integral cumprimento do v. acórdão, procedendo ao imediato desligamento do servidor José Roberto Nunes Medeiros dos quadros de pessoal efetivo e do RPPS”, determinou a magistrada.

Leia Também:  Otaviano Pivetta incorpora agenda feminina ao projeto de governo

A discussão faz parte de um impasse envolvendo servidores que foram contratados diretamente pela Assembleia e, posteriormente, passaram a integrar o quadro estatutário sem aprovação prévia em concurso público.

Em 2022, um acordo envolvendo os Poderes de Mato Grosso estabeleceu a possibilidade de aposentadoria para servidores nessa situação que perderam os cargos, desde que já preenchessem os requisitos previdenciários necessários, como tempo de serviço e demais exigências legais.

Conforme relatado no processo, parte desses funcionários foi admitida diretamente pela ALMT e, ao longo dos anos, teve o vínculo transformado em efetivo. A controvérsia judicial envolve justamente a validade dessas efetivações e a permanência dos servidores nos quadros públicos sem aprovação em concurso.

Agora, caberá à Assembleia apresentar a documentação exigida pela Justiça e demonstrar se José Roberto Nunes Medeiros se enquadra nas condições estabelecidas pelo STF para a aposentadoria. Caso contrário, deverá comprovar seu desligamento dentro do prazo determinado.

Continue lendo

política mt

mato grosso

policial

PICANTES

MAIS LIDAS DA SEMANA