POLÍTICA MT
Ministério da Saúde debate regionalização da Saúde e Mais Médicos Especialistas em Mato Grosso
A Regionalização da Rede de Saúde e Descentralização da Atenção Especializada em Mato Grosso são tema de audiência pública nessa terça-feira (2), a partir das 9h, na Assembleia Legislativa (ALMT). O Ministério da Saúde vai apresentar o programa nacional de regionalização de atendimento e médicos especialistas “Agora Tem Especialistas” e orientar os gestores sobre como implantar essas medidas ne rede estadual e nos municípios de Mato Grosso. A audiência será realizada pela Comissão de Saúde, na Sala de Comissões.
O deputado e médico Lúdio Cabral (PT) destacou a importância de implantar o programa. “Mato Grosso é um estado de dimensões continentais, maior que muitos países, e com municípios muito distantes da capital. É muito importante regionalizar a atenção à saúde e oferecer atendimento especializado nas diversas regiões do estado, para que as pessoas tenham acesso a atendimento médico e tratamentos sem ter que se deslocar para Cuiabá todas as vezes. O Governo Federal, do presidente Lula, criou esse programa para ampliar o acesso da população à saúde na região em que elas vivem”, disse.
A audiência vai contar com a participação do assessor institucional para Assuntos Federativos da Secretaria de Atenção Especializada à Saúde (SAES), Adalberto Fulgêncio dos Santos Júnior, além de outros técnicos do Ministério da Saúde, gestores públicos, e gestores de hospitais privados e filantrópicos.
Os objetivos do programa federal “Agora Tem Especialistas” são ampliar o atendimento em saúde em todo o Brasil, reduzir as filas de espera por atendimentos e procedimentos no Sistema Único de Saúde (SUS), ampliar os atendimentos na rede privada para pacientes do SUS, expandir os atendimentos remotos por meio da Telessaúde, formar mais profissionais de saúde especializados e disponibilizar mais especialistas na rede de atendimento, entre outras ações.
Foto: GILBERTO LEITE/SECRETARIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL
Uma das ações do programa é o projeto “Mais Médicos Especialistas”, que busca ampliar o acesso da população à atenção especializada no SUS e reduzir as desigualdades regionais no acesso a médicos especialistas. O projeto promove a formação, fixação e atuação qualificada de médicos especialistas em regiões com maior vulnerabilidade social.
Serviço:
Audiência pública – Regionalização e Descentralização da Saúde
Data: 02/09
Horário: 9h
Local: Sala de Comissões – ALMT
Fonte: ALMT – MT
POLÍTICA MT
No Dia do Trabalhador, Gisela Simona destaca o cuidado como eixo da desigualdade de gênero
Na diretoria-executiva do União Mulher, em Mato Grosso, Gisela Simona traz para o centro do debate neste 1º de maio, alguns desafios enfrentados por milhares de brasileiras diariamente: a disparidade salarial e a dupla jornada. Assim, muito embora haja avanços na contratação feminina, a consolidação da equidade ainda enfrenta desafios significativos.
Coautora da Política Nacional de Cuidados (Lei nº 15.069/2024), Gisela defende que é necessário reconhecer o trabalho não remunerado, exercido majoritariamente por mulheres. E que qualquer discussão séria sobre valorização do trabalho precisa passar por esta ação secularmente invisibilizada, mas que ancora milhões de lares no país.
E a partir dessa lente, o Dia do Trabalhador deixa de ser apenas uma data simbólica e passa a expor uma contradição: pois enquanto o país avança na ampliação da presença feminina no mercado formal, continuam intactas as estruturas que a penalizam.
Com 33 meses de atuação na Câmara Federal, somados à experiência como advogada, servidora pública e dirigente partidária em Mato Grosso, Gisela aponta que a desigualdade de gênero segue operando de forma silenciosa, mas constante, seja na diferença salarial, na dificuldade de ascensão profissional ou na sobrecarga cotidiana.
“Não podemos naturalizar que mulheres trabalhem mais e recebam menos. Tampouco aceitar que a responsabilidade pelo cuidado continue sendo tratada como uma obrigação individual e não como uma pauta pública”.
Dados recentes reforçam esse cenário ao revelar que as mulheres continuam concentradas em áreas historicamente menos valorizadas e, mesmo quando ocupam as mesmas funções que os homens, enfrentam remuneração inferior e menor reconhecimento. A chamada dupla jornada – trabalho formal somado às tarefas domésticas – permanece, igualmente, como uma das expressões mais evidentes dessa desigualdade.
E nesse contexto, o debate se amplia mais ao inserir a maternidade, ainda hoje observada como um fator de desequilíbrio no percurso profissional feminino. Pois a necessidade de conciliar trabalho e cuidado impacta claramente na renda, na progressão de carreira e nas oportunidades, desvelando limites concretos das políticas existentes.
Desta forma, para Gisela, embora haja avanços e medidas voltadas à igualdade salarial, a ausência de fiscalização efetiva e transparência ainda impedem mudanças estruturais. “O Brasil já reconhece parte do problema, mas ainda executa pouco. E sem ações concretas, direitos seguem sendo promessa”, afirma.
A parlamentar, que ganhou projeção nacional ao relatar o Pacote Antifeminicídio, também reforça a conexão entre autonomia econômica e segurança. Para ela, não há como dissociar a independência financeira da proteção das mulheres. “A autonomia econômica é um dos caminhos mais concretos para romper ciclos de violência. Mas isso exige que o Estado atue de forma integrada, garantindo não só acesso ao trabalho, mas condições reais de permanência e segurança”, pontua.
Desta forma, a leitura que emerge desse 1º de maio é direta: para milhões de brasileiras trabalhar não é apenas produzir renda, é sustentar vidas, equilibrar ausências do Estado e, muitas vezes, garantir a própria sobrevivência.
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