MUSCULATURA ELEITORAL

Max Russi sai das urnas fortalecido, amplia bancada e mira 2030

Deputado estadual foi o mais votado de Mato Grosso, garantiu o quarto mandato consecutivo e ajudou o Podemos a conquistar a maior bancada da Assembleia Legislativa

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O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Max Russi (Podemos), saiu das urnas neste domingo (4) como o deputado estadual mais votado do Estado e com uma estrutura política ampliada para a próxima legislatura. Com 86.934 votos, Russi garantiu o quarto mandato consecutivo e fortaleceu sua posição no cenário político estadual.

Além da expressiva votação individual, o grupo liderado por Russi conseguiu eleger outros cinco candidatos do Podemos para a Assembleia Legislativa. Foram eleitos Ulysses Moraes, com 56.207 votos; Beto Dois a Um, com 56.148; Alessandra Ferreira, com 50.802; Fabinho Tardin, com 36.122; e Adelcino Lopo, com 21.146 votos.

Com o resultado, o Podemos passará a ocupar seis das 24 cadeiras da Assembleia Legislativa. A legenda supera partidos tradicionais na composição da próxima legislatura e coloca Russi em uma posição de maior capacidade de articulação política a partir de 2027.

Maior bancada da Assembleia

A composição da nova Assembleia mostra o avanço do Podemos. PL e Republicanos elegeram quatro deputados cada, enquanto o MDB conquistou três cadeiras. PT, União Brasil e PSDB ficaram com duas vagas cada, e o PSD terá um representante.

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O desempenho de Russi combina, portanto, duas forças: a votação pessoal de quase 87 mil votos e a formação da maior bancada da Casa. O resultado amplia sua influência nas articulações políticas do Estado.

Olho em 2030

O desempenho eleitoral também já projeta Russi para as discussões sobre a sucessão estadual de 2030. Com uma bancada numerosa e uma votação expressiva, o presidente da Assembleia passa a reunir instrumentos políticos para participar das futuras negociações sobre os rumos do Estado.

Russi chega à próxima legislatura para exercer seu quarto mandato consecutivo. Antes de chegar à Assembleia, em 2015, foi vereador e prefeito de Jaciara por dois mandatos.

A nova configuração política coloca o deputado em um cenário de maior projeção. À frente de uma bancada de seis parlamentares, Russi inicia o próximo mandato com uma estrutura capaz de ampliar sua capacidade de articulação dentro do Legislativo estadual.

Mais do que uma vitória individual, o resultado das urnas fortalece o grupo político de Max Russi e abre espaço para que seu nome tenha peso ainda maior nas discussões sobre o futuro político de Mato Grosso.

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POLÍTICA MT

PSD sofre forte derrota em Mato Grosso e perde cadeiras no Senado, Câmara e Assembleia

Partido que disputou o Governo e apostou na ampliação de sua bancada termina eleição sem representantes na Câmara Federal e com derrotas de Carlos Fávaro, Rafaela Fávaro e Natasha Slhessarenko

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As urnas de domingo (4) impuseram ao PSD um dos resultados mais negativos das eleições de 2026 em Mato Grosso. O partido entrou na disputa com candidatura própria ao Governo do Estado, buscou a reeleição de um senador e tentou ampliar sua presença no Legislativo, mas terminou a eleição com perdas importantes em diferentes frentes.

O principal revés ocorreu na disputa pelo Senado. O ex-ministro da Agricultura e senador Carlos Fávaro (PSD), que buscava a reeleição para uma das duas vagas disponíveis, terminou apenas na quarta colocação, com 411.020 votos, correspondentes a 11,50% dos votos válidos.

As duas cadeiras ficaram com Mauro Mendes (União Brasil), que liderou a disputa com 1.187.352 votos (33,21%), e José Medeiros (PL), eleito com 977.777 votos (27,35%). Janaína Riva (MDB) terminou em terceiro lugar, com 519.434 votos (14,53%), deixando Fávaro fora do Senado na próxima legislatura.

O resultado representa uma mudança significativa no espaço político conquistado por Fávaro em Mato Grosso. Após ocupar o Ministério da Agricultura e chegar à eleição como um dos principais nomes do PSD no Estado, o senador não conseguiu converter sua estrutura política e eleitoral em votos suficientes para garantir a permanência em Brasília.

Derrota também atinge a família Fávaro

A dificuldade do PSD alcançou também a disputa pela Assembleia Legislativa. Rafaela Fávaro (PSD), filha do senador, concorreu pela primeira vez a uma cadeira no Legislativo estadual, mas não conseguiu se eleger.

Ela recebeu 7.385 votos e ficou distante das 24 vagas disponíveis para a próxima legislatura.

Com isso, pai e filha deixam as eleições de 2026 derrotados nas urnas: Carlos Fávaro não conseguiu renovar o mandato no Senado, enquanto Rafaela Fávaro não conquistou uma cadeira na Assembleia Legislativa.

PSD perde espaço na Câmara Federal

Na disputa pela Câmara dos Deputados, o cenário também foi negativo para o partido. O PSD perdeu a cadeira que já ocupava com Emanuelzinho Pinheiro (PSD), filho do ex-prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro.

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Candidato à reeleição, Emanuelzinho terminou fora das oito vagas destinadas a Mato Grosso na Câmara Federal. Ele recebeu 50.951 votos, equivalentes a 2,68% dos votos válidos.

Dentro da própria chapa do PSD, Emanuelzinho ainda foi ultrapassado por Irajá Lacerda, que obteve 57.887 votos, ou 3,04%. A diferença entre os dois candidatos foi de 6.936 votos.

Mesmo sendo o candidato mais votado do PSD para a Câmara Federal, Irajá também não conseguiu conquistar uma cadeira. Com isso, o partido termina a eleição sem nenhuma das oito cadeiras de Mato Grosso na Câmara dos Deputados, perdendo justamente o espaço que era ocupado por Emanuelzinho.

O resultado chama atenção porque o PSD reuniu nomes conhecidos da política estadual e apostava na manutenção de sua representação em Brasília. No entanto, nem Irajá, apesar dos quase 58 mil votos, nem Emanuelzinho conseguiram transformar a votação individual em mandato.

Candidata ao Governo também termina em terceiro

Na disputa pelo Governo de Mato Grosso, a médica Natasha Slhessarenko (PSD) também ficou longe da vitória.

Candidata do partido ao Palácio Paiaguás, Natasha terminou a eleição na terceira colocação, com 281.548 votos, equivalentes a 15,17% dos votos válidos.

A eleição foi vencida no primeiro turno por Otaviano Pivetta (Republicanos), que recebeu 1.128.099 votos, ou 60,77% dos votos válidos. Em segundo lugar ficou Wellington Fagundes (PL), com 430.442 votos, correspondentes a 23,19%.

Na prática, de cada 100 votos válidos para governador em Mato Grosso, aproximadamente 15 foram destinados à candidata do PSD.

O desempenho fecha um ciclo eleitoral marcado por derrotas expressivas para o partido em Mato Grosso. A legenda não conseguiu eleger seu candidato ao Governo, perdeu a disputa pela renovação do mandato de Carlos Fávaro no Senado, não conseguiu eleger Rafaela Fávaro para a Assembleia e ainda ficou sem representação na bancada mato-grossense da Câmara Federal.

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O PSD disputou o comando do Governo de Mato Grosso, tentou preservar uma cadeira no Senado e outra na Câmara Federal, além de ampliar sua presença na Assembleia Legislativa. Ao final, porém, preservou apenas uma cadeira estadual.

Para Carlos Fávaro, o resultado tem um peso ainda maior. Não se trata apenas de uma derrota individual na corrida pelo Senado. O pleito também evidenciou dificuldades eleitorais no entorno político mais próximo do ex-ministro: sua filha, Rafaela Fávaro, não conseguiu chegar à Assembleia Legislativa, enquanto o partido perdeu sua representação na Câmara Federal.

A partir de 2027, portanto, o PSD terá de reconstruir seu espaço político em Mato Grosso a partir de uma bancada muito menor do que aquela projetada antes das urnas.

Se a eleição de 2026 redesenhou o mapa do poder político no Estado, para o PSD o resultado deixou uma mensagem particularmente dura: o partido entrou no domingo mirando o Palácio Paiaguás, o Senado, a Câmara Federal e a Assembleia; saiu das urnas segurando apenas uma cadeira no Legislativo estadual.

A única exceção foi a eleição de Wilson Santos (PSD), que conseguiu garantir uma das 24 cadeiras da Assembleia Legislativa, com 19.911 votos, tornando-se o único representante eleito do partido no Parlamento estadual.

Sua eleição evitou que a legenda terminasse completamente fora das bancadas de Mato Grosso no Legislativo estadual e federal.

Ainda assim, a comparação entre aquilo que estava em jogo e o resultado efetivamente obtido nas urnas evidencia o tamanho da retração eleitoral do partido no Estado.

O PSD chegou às eleições de 2026 mirando ampliar sua presença política, mas terminou o processo eleitoral com uma representação muito menor e diante do desafio de reconstruir sua força para os próximos anos.

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