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Max Russi relembra trajetória que levou Ganha Tempo ao CPA e destaca nova unidade no Pedra 90

Deputado afirma que implantação do serviço na região do CPA ocorreu durante sua passagem pela Secretaria de Trabalho e Assistência Social

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O deputado estadual Max Russi (Podemos), candidato à reeleição, relembrou durante reunião de campanha com moradores do CPA III, em Cuiabá, a trajetória de articulação que resultou na implantação de uma unidade do Ganha Tempo na região. O encontro ocorreu na quarta-feira (23).

Segundo Russi, a expansão do serviço começou a ser articulada durante sua passagem pela Secretaria de Estado de Trabalho e Assistência Social (Setas), quando defendia a descentralização dos atendimentos públicos. A unidade do CPA foi inaugurada em janeiro de 2018. 

O Ganha Tempo do CPA foi estruturado para reunir, em um mesmo espaço, serviços de diferentes órgãos públicos, facilitando o acesso dos moradores da região. Na época da inauguração, a unidade disponibilizava mais de 80 serviços e tinha previsão de realizar cerca de 2 mil atendimentos por dia. 

Durante o encontro, Max também relacionou a experiência do CPA à implantação de uma nova unidade na região do Pedra 90. Segundo ele, o projeto representa a continuidade de uma proposta de descentralização dos serviços públicos iniciada anos atrás.

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“Se hoje tem um Ganha Tempo aqui, isso foi uma ação de quando eu fui secretário de Estado de Trabalho e Assistência Social”, afirmou o parlamentar, ao relembrar a expansão do programa para municípios como Sinop, Cáceres, Barra do Garças e Rondonópolis, além de Cuiabá.

A nova unidade do Pedra 90 foi entregue em maio deste ano e reúne serviços de órgãos estaduais, municipais e federais. O espaço faz parte de uma proposta de ampliação do atendimento público na região sul da Capital. 

A implantação do Ganha Tempo no Pedra 90 também contou com indicações e articulações políticas ao longo dos anos. Em 2021, Russi apresentou a indicação nº 3022/2021 e, posteriormente, a indicação nº 1727/2024, relacionada à instalação da unidade. 

Segundo informações divulgadas pelo Governo de Mato Grosso, a unidade do Pedra 90 atende serviços como Detran-MT, Sine-MT, Sefaz, Intermat, PGE, Politec e outros órgãos, com o objetivo de aproximar os atendimentos da população da região sul de Cuiabá. 

Moradora do Pedra 90, Regina Rodrigues da Silva Balint afirmou que a chegada da unidade facilitou a rotina dos moradores e destacou a atuação de Russi na região. “O que tem nos ajudado muito é o Ganha Tempo, nós somos muito gratos, facilitou a vida de muita gente”, declarou.

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Durante a reunião, Max também defendeu a continuidade de ações voltadas à descentralização dos serviços públicos e destacou a necessidade de articulação entre diferentes órgãos e agentes públicos para ampliar o atendimento à população.

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POLÍTICA MT

Projeto de Victório Galli sobre título de Nossa Senhora Aparecida volta ao debate nas redes

Proposta apresentada em 2007 foi arquivada no ano seguinte; texto voltou a circular em meio à disputa presidencial de 2026

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O ex-deputado federal por Mato Grosso Victório Galli voltou ao centro do debate político após um projeto de lei apresentado por ele em 2007 ser resgatado nas redes sociais e associado à atual candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República.

O Projeto de Lei 2.623/2007 propunha uma alteração na Lei nº 6.802/1980, que trata do feriado nacional de 12 de outubro em homenagem a Nossa Senhora Aparecida. Pela proposta, a expressão “Padroeira do Brasil” seria substituída por “Padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos”. 

Na justificativa apresentada à época, Galli argumentou que o Brasil, por ser um Estado laico, não deveria estabelecer um padroeiro para toda a população. O feriado de 12 de outubro seria mantido, mas a homenagem oficial passaria a fazer referência especificamente aos brasileiros católicos. 

A proposta, no entanto, não está em tramitação. O projeto foi arquivado pela Câmara dos Deputados em agosto de 2008, depois de ser rejeitado quanto ao mérito na comissão responsável pela análise. 

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O assunto voltou a ganhar repercussão depois que publicações nas redes sociais passaram a relacionar o antigo projeto a Flávio Bolsonaro e a atribuir ao candidato a intenção de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. Conforme os registros oficiais da Câmara, porém, a autoria do PL 2.623/2007 é de Victório Galli e a matéria está arquivada desde 2008. 

Flávio negou a acusação e afirmou que “não existe esse projeto”, em referência à atribuição da proposta à sua candidatura.

Galli exerceu mandato de deputado federal por Mato Grosso e, posteriormente, atuou como assessor especial da Presidência da República durante o governo de Jair Bolsonaro.

DECLARAÇÕES E CONDENAÇÃO

O ex-parlamentar também ganhou repercussão nacional em 2017 por declarações sobre homossexuais e personagens da Disney. Em entrevistas, Galli afirmou que produções da empresa fariam “apologia ao gayzismo”, citando personagens como Mickey Mouse e “O Rei Leão”.

As manifestações resultaram em uma ação civil pública movida pela Defensoria Pública de Mato Grosso. Em 2019, a Justiça condenou Galli ao pagamento de R$ 100 mil por danos morais coletivos, ao entender que as declarações ultrapassaram os limites da liberdade de expressão e atingiram a comunidade LGBT. 

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O caso voltou ao noticiário em setembro deste ano. A Justiça de Mato Grosso determinou a penhora de um imóvel registrado em nome da esposa de Galli para garantir o pagamento da condenação. A decisão foi tomada na fase de cumprimento de sentença e também autorizou novas buscas patrimoniais diante da ausência de quitação integral da dívida.

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