ELEIÇÕES 2026

Mauro diz já ter gravado nove direitos de resposta contra Taques e dispara: “Maior mentiroso da história de Mato Grosso”

Candidato ao Senado afirma que sucessivos embates judiciais estão interferindo em sua agenda de campanha, rebate acusação sobre encontro com Fábio Garcia e diz que não houve conversa entre os dois

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A disputa eleitoral em Mato Grosso ganhou mais um capítulo de forte enfrentamento entre dois ex-governadores. Mauro Mendes (União), candidato ao Senado, afirmou que já precisou gravar nove direitos de resposta contra Pedro Taques (PSB) e elevou o tom ao classificar o adversário como “o cara mais mentiroso da história do Governo de Mato Grosso”.

As declarações foram dadas nesta quarta-feira (9) e mostram que a batalha entre os dois deixou de ficar restrita às redes sociais para avançar também sobre o terreno jurídico e interferir diretamente na rotina eleitoral.

Mauro afirma que a quantidade de direitos de resposta já está prejudicando sua própria agenda de campanha pelo Estado.

“Pelo amor de Deus, para de mentir, faz um pouco de campanha e deixa eu fazer a minha campanha. Hoje, já gravei o nono direito de resposta contra ele. Está difícil para mim fazer campanha porque o Taques não deixa. Toda hora tem que parar a campanha para gravar direito de resposta”, afirmou Mauro.

MAURO PARTE PARA O ATAQUE

Ao comentar as manifestações feitas pelo adversário nas redes sociais, Mauro subiu ainda mais o tom e disse não levar em consideração as declarações de Taques.

“Não vou levar em consideração aquilo que fala o cara mais mentiroso da história do Governo de Mato Grosso. Taques foi um cara que passou o mandato inteiro mentindo e está mentindo agora”, declarou.

Mauro também afirmou que Taques já acumularia decisões judiciais desfavoráveis relacionadas a declarações feitas durante a campanha.

“Já tem 20 decisões desfavoráveis, condenações por ter faltado com a verdade, ter mentido, ter dito coisas que não podia dizer”, acrescentou.

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As declarações sobre a quantidade e o teor dessas decisões são atribuídas a Mauro Mendes e devem ser entendidas como parte do embate político entre os candidatos.

ENCONTRO COM FÁBIO GARCIA ENTRA NA GUERRA ELEITORAL

Outro ponto da disputa envolve o encontro entre Mauro Mendes e o deputado federal Fábio Garcia (União) durante um evento realizado em Sinop.

Os dois são citados no contexto da Operação Heritage, investigação da Polícia Federal sobre suspeitas envolvendo lavagem de dinheiro e utilização de informações privilegiadas relacionadas a um acordo de aproximadamente R$ 308 milhões firmado entre o Estado e a operadora Oi.

Segundo o conteúdo apresentado, existe determinação judicial restringindo o contato entre ambos.

Mauro, entretanto, nega ter mantido qualquer conversa com Fábio Garcia durante o evento e afirma que o encontro aconteceu de maneira fortuita, em local público e diante de diversas pessoas.

“O que houve foi um encontro fortuito, na frente de um palco. Eu não sabia que ele estava lá, ele não sabia que eu estaria”, declarou.

O ex-governador argumentou ainda que a determinação judicial impediria conversas relacionadas ao processo ou eventual combinação de versões.

“A decisão é muito clara e nos proíbe de falar sobre o processo ou eventualmente combinar alguma versão sobre o processo. Se quiséssemos fazer isso, iríamos escolher um milhão de lugares, menos na frente de um palco, ao lado de 50 pessoas, na frente de mil pessoas”, ironizou.

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“NÃO CONVERSAMOS”

Mauro também reagiu à interpretação de que sua presença no mesmo evento que Fábio Garcia representaria descumprimento da determinação judicial.

“Beira a estupidez, a ignorância e, inclusive, a pura tentativa de ludibriar as pessoas falando algo dessa natureza”, afirmou.

Segundo ele, os dois apenas se encontraram visualmente e permaneceram separados.

“Não conversamos, só nos vimos, nos afastamos. Ele ficou de um lado do palco e eu fiquei do outro. Não passou absolutamente disso”, declarou.

NOVE DIREITOS DE RESPOSTA E UMA CAMPANHA EM GUERRA

O episódio evidencia o nível de tensão alcançado pela campanha ao Senado em Mato Grosso. De acordo com Mauro Mendes, somente contra declarações de Pedro Taques ele já precisou gravar nove direitos de resposta, situação que, segundo o candidato, começa a interferir até mesmo no cumprimento de sua agenda eleitoral.

O confronto agora reúne ataques pelas redes sociais, decisões judiciais, direitos de resposta e acusações públicas entre dois políticos que já comandaram o Governo de Mato Grosso.

Ao pedir que Taques “pare de mentir” e vá fazer campanha, Mauro deixou claro que pretende transformar as decisões favoráveis que afirma ter obtido na Justiça em uma linha de reação aos ataques do adversário.

Do outro lado, as acusações feitas por Pedro Taques devem ser analisadas individualmente à luz das decisões judiciais correspondentes. A Folha de Mato Grosso mantém espaço aberto para manifestação de Taques e dos demais citados sobre as declarações e fatos abordados nesta reportagem.

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POLÍTICA MT

Mauro prevê colapso na receita com reforma tributária e vai propor novo modelo até 2033

Candidato ao Senado afirma que mudanças podem reduzir receitas públicas e a competitividade de Mato Grosso e defende correções para evitar impactos sobre estados produtores

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O candidato ao Senado Mauro Mendes afirmou que a reforma tributária poderá provocar uma forte redução da receita pública a partir de 2033 e defendeu que o novo modelo seja acompanhado e ajustado pelo Congresso Nacional para evitar prejuízos aos estados produtores, como Mato Grosso. A declaração foi feita durante o Diálogos com os Candidatos ao Senado, realizado nesta quarta-feira (09.08), promovido pela Aliança do Setor Produtivo, composto pela FIEMT, Fecomércio e Famato.

Mauro classificou como preocupante o impacto que a mudança poderá produzir sobre as contas públicas, principalmente pela alteração na forma de arrecadação e pela perda de instrumentos utilizados pelos estados para atrair investimentos e compensar dificuldades estruturais, como a distância dos grandes mercados consumidores.

“Eu temo em dizer, sem muito medo de errar, que isso vai dar um grande e terrível processo de diminuição da receita pública. Seguramente vai acontecer lá em 2033”, afirmou Mauro, ao alertar para os efeitos da transição para o novo sistema tributário.

Na avaliação do candidato ao Senado, Mato Grosso está entre os estados que precisam acompanhar de perto a transição porque possui uma economia fortemente baseada na produção e exportação de commodities. Ele argumenta que a mudança pode beneficiar determinados setores e regiões, enquanto estados produtores podem perder competitividade com o fim de mecanismos que hoje ajudam a compensar custos de produção e logística.

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“Acredito que, até hoje, a grande maioria das pessoas não sabe exatamente o que foi aprovado e qual será o impacto da reforma tributária. Ela é extremamente favorável aos exportadores, porque foi construída com o objetivo de facilitar, melhorar e reduzir a carga tributária de quem exporta. Quem exporta no país terá ganhos gigantescos com a redução dos custos tributários. O problema é que quem não exporta poderá enfrentar grandes dificuldades”.

O candidato também criticou a profundidade do debate político sobre a reforma. Segundo ele, decisões com impacto de longo prazo exigem uma análise mais detalhada dos efeitos sobre a arrecadação, a atividade econômica e a capacidade de investimento dos estados.

“Os políticos brasileiros, de maneira geral, não mergulham com profundidade nos temas. Nos últimos anos, a política no Brasil ficou muito rasa: o político faz um discurso, busca visibilidade, se elege e muitas vezes não entrega aquilo que prometeu. No caso da reforma tributária, eu temo, sem muito medo de errar, que teremos um grande e terrível processo de diminuição da receita pública. Se os exportadores não vão pagar, quem vai arcar com os custos de uma máquina pública que aumenta dia após dia? Nós vamos ter um grande colapso. Se ele não acontecer até 2032, seguramente vai acontecer em 2033”.

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Mauro defendeu que sua experiência à frente do Governo de Mato Grosso poderá ser utilizada no Senado justamente para atuar em discussões que tenham impacto direto sobre a economia estadual. Para ele, o próximo passo deve ser acompanhar a regulamentação e a implementação da reforma e trabalhar para que eventuais distorções sejam corrigidas antes que produzam efeitos mais severos sobre as contas públicas e a competitividade de Mato Grosso.

“É por isso que eu me candidato ao Senado, porque acredito que com essa experiência acumulada eu posso entregar muito resultado como senador por Mato Grosso”, afirmou.

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