ALÉM DA ASSEMBLEIA

Max Russi projeta 71 mil votos e anuncia último mandato na Assembleia Legislativa

Deputado do Podemos afirma que pretende ampliar atuação em Mato Grosso após a eleição de 2026 e admite preparação para uma futura candidatura majoritária

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O deputado estadual Max Russi (Podemos) afirmou, nesta quinta-feira (10), que trabalha com a expectativa de alcançar pelo menos 71 mil votos nas eleições de 2026. Durante entrevista à imprensa, o parlamentar também declarou que, caso seja reeleito, o próximo mandato deverá ser o último de sua trajetória na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).

Segundo Russi, a meta eleitoral representa a continuidade de um crescimento que, segundo ele, vem sendo registrado ao longo de sua carreira política. O deputado relembrou que começou como vereador com cerca de 600 votos e, posteriormente, passou dos 7 mil votos na primeira eleição para prefeito, alcançou 10 mil na segunda, chegou a aproximadamente 20 mil votos na disputa por uma cadeira na Assembleia e, na eleição seguinte, atingiu 35 mil. No pleito mais recente, ultrapassou a marca de 70 mil votos.

“Eu tenho falado que eu quero fazer pelo menos 71 mil votos”, afirmou. Para o parlamentar, uma votação superior à anterior representaria o reconhecimento da população ao trabalho desenvolvido durante o mandato.

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Último mandato

Russi também confirmou a intenção de encerrar sua trajetória como deputado estadual após os próximos quatro anos. “Tenho falado que vai ser meu último mandato como deputado estadual”, declarou.

A intenção, segundo ele, é utilizar o eventual próximo mandato para ampliar sua atuação em diferentes regiões de Mato Grosso, com foco em pautas relacionadas ao desenvolvimento do Estado.

“Quero entregar muito, quero fazer muito, quero andar muito esse Estado, quero trabalhar em pautas de desenvolvimento de Mato Grosso, visitando todas as regiões e me preparar para uma candidatura majoritária”, afirmou.

Questionado sobre qual cargo poderia disputar posteriormente, Russi evitou confirmar uma candidatura específica. O deputado, no entanto, admitiu que pretende construir as condições políticas para uma eventual disputa majoritária.

“Se serei ou não, futuro a Deus pertence, mas vou trabalhar bastante para isso”, disse.

Podemos mira crescimento na Assembleia

Durante a entrevista, o deputado também avaliou o desempenho esperado do Podemos nas eleições proporcionais de 2026. Russi afirmou acreditar que o partido poderá conquistar seis cadeiras na Assembleia Legislativa na próxima legislatura.

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Apesar da expectativa, reconheceu que alcançar esse resultado exigirá uma votação acima das projeções para alguns candidatos e uma composição competitiva da chapa.

Na disputa pela Câmara Federal, Russi avalia que o Podemos tem condições de eleger pelo menos um deputado federal e considera possível chegar a duas cadeiras. Para ele, a segunda vaga poderá ser definida por uma diferença pequena de votos entre as chapas.

“Eu acho que todas as chapas têm uma condição e uma capilaridade para fazer essa construção e para eleger dois. Só dois partidos vão eleger dois na minha avaliação. Esperamos que um seja o Podemos”, afirmou.

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POLÍTICA MT

Mauro prevê colapso na receita com reforma tributária e vai propor novo modelo até 2033

Candidato ao Senado afirma que mudanças podem reduzir receitas públicas e a competitividade de Mato Grosso e defende correções para evitar impactos sobre estados produtores

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O candidato ao Senado Mauro Mendes afirmou que a reforma tributária poderá provocar uma forte redução da receita pública a partir de 2033 e defendeu que o novo modelo seja acompanhado e ajustado pelo Congresso Nacional para evitar prejuízos aos estados produtores, como Mato Grosso. A declaração foi feita durante o Diálogos com os Candidatos ao Senado, realizado nesta quarta-feira (09.08), promovido pela Aliança do Setor Produtivo, composto pela FIEMT, Fecomércio e Famato.

Mauro classificou como preocupante o impacto que a mudança poderá produzir sobre as contas públicas, principalmente pela alteração na forma de arrecadação e pela perda de instrumentos utilizados pelos estados para atrair investimentos e compensar dificuldades estruturais, como a distância dos grandes mercados consumidores.

“Eu temo em dizer, sem muito medo de errar, que isso vai dar um grande e terrível processo de diminuição da receita pública. Seguramente vai acontecer lá em 2033”, afirmou Mauro, ao alertar para os efeitos da transição para o novo sistema tributário.

Na avaliação do candidato ao Senado, Mato Grosso está entre os estados que precisam acompanhar de perto a transição porque possui uma economia fortemente baseada na produção e exportação de commodities. Ele argumenta que a mudança pode beneficiar determinados setores e regiões, enquanto estados produtores podem perder competitividade com o fim de mecanismos que hoje ajudam a compensar custos de produção e logística.

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“Acredito que, até hoje, a grande maioria das pessoas não sabe exatamente o que foi aprovado e qual será o impacto da reforma tributária. Ela é extremamente favorável aos exportadores, porque foi construída com o objetivo de facilitar, melhorar e reduzir a carga tributária de quem exporta. Quem exporta no país terá ganhos gigantescos com a redução dos custos tributários. O problema é que quem não exporta poderá enfrentar grandes dificuldades”.

O candidato também criticou a profundidade do debate político sobre a reforma. Segundo ele, decisões com impacto de longo prazo exigem uma análise mais detalhada dos efeitos sobre a arrecadação, a atividade econômica e a capacidade de investimento dos estados.

“Os políticos brasileiros, de maneira geral, não mergulham com profundidade nos temas. Nos últimos anos, a política no Brasil ficou muito rasa: o político faz um discurso, busca visibilidade, se elege e muitas vezes não entrega aquilo que prometeu. No caso da reforma tributária, eu temo, sem muito medo de errar, que teremos um grande e terrível processo de diminuição da receita pública. Se os exportadores não vão pagar, quem vai arcar com os custos de uma máquina pública que aumenta dia após dia? Nós vamos ter um grande colapso. Se ele não acontecer até 2032, seguramente vai acontecer em 2033”.

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Mauro defendeu que sua experiência à frente do Governo de Mato Grosso poderá ser utilizada no Senado justamente para atuar em discussões que tenham impacto direto sobre a economia estadual. Para ele, o próximo passo deve ser acompanhar a regulamentação e a implementação da reforma e trabalhar para que eventuais distorções sejam corrigidas antes que produzam efeitos mais severos sobre as contas públicas e a competitividade de Mato Grosso.

“É por isso que eu me candidato ao Senado, porque acredito que com essa experiência acumulada eu posso entregar muito resultado como senador por Mato Grosso”, afirmou.

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