POLÍTICA MT

Lúdio questiona governo sobre contratação de mil vigilantes temporários para presídios

Publicados

em

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou, na quarta-feira (20), o Requerimento nº 345/2026 do deputado estadual Lúdio Cabral (PT) solicitando informações sobre a contratação de 1.077 Vigilantes Temporários Prisionais para atuar nas unidades prisionais. O parlamentar cobrou providências para que sejam contratados policiais penais efetivos, por meio de concurso público pela Secretaria de Estado de Justiça (Sejus).

O deputado destacou que informações iniciais foram prestadas pelo Sindicato dos Policiais Penais do Estado de Mato Grosso (Sindspen) por meio de um ofício encaminhado ao gabinete de Lúdio na ALMT e assinado pelo presidente da entidade, Lucivaldo Vieira de Sousa. A documentação mostra estudos da Sejus para a contratação dos profissionais temporários e o sindicato pede que a medida seja impedida para evitar colapso no sistema penitenciário.

“Pelo que nos consta, existe um processo administrativo na Sejus para a contratação de mais de mil vigilantes temporários. Nós entendemos que o caminho adequado para a recomposição e ampliação do quadro, para o fortalecimento do trabalho da Polícia Penal, passa pela realização de concurso público e convocação dos aprovados, e não pela contratação temporária, que implica, necessariamente, em precarização desses vínculos de trabalho no serviço público estadual”, afirmou Lúdio.

Leia Também:  Assembleia aprova PL que doa área para construção do terminal rodoviário de Várzea Grande

Além do secretário da Sejus, Valter Furtado Filho, o requerimento é direcionado ao governador Otaviano Pivetta (Republicanos). O deputado questiona as bases legais e os entendimentos jurídicos utilizados para a contratação dos profissionais temporários para essa função, e pede que seja encaminhada toda a documentação relacionada à análise jurídica.

Lúdio Cabral questiona o governo sobre as atribuições dos vigilantes temporários, se irão cuidar da movimentação de presos, da manutenção da rotina carcerária, da atuação em atividades realizadas fora das celas, se haverá contato direto com custodiados, se vão atuar em muralhas, guaritas ou perímetros, se participarão de escoltas, e ainda se darão cobertura a postos operacionais atualmente ocupados por Policiais Penais efetivos.

Pelo requerimento, o deputado pede que seja informado se haverá substituição de postos ocupados pelos policiais efetivos por vigilantes temporários. Em caso positivo, o governo deve dizer quantos postos, quais unidades serão afetadas e quais atividades estão abrangidas pelas trocas de efetivos por temporários.

Além disso, o deputado requer informações sobre o quadro atual dos cargos vagos de Polícia Penal, com o déficit operacional reconhecido pela Sejus no sistema penitenciário estadual, e ainda se existe concurso público vigente, homologado ou cadastro de reserva para Polícia Penal, e se há previsão administrativa para realização de concurso público ou convocação de aprovados.

Leia Também:  ALMT instala comissão especial para avaliar a concessão da Energisa em MT

“Requer que sejam adotadas as providências administrativas necessárias à recomposição regular e permanente do efetivo da Polícia Penal do Estado de Mato Grosso mediante realização de concurso público e posterior nomeação de candidatos aprovados, especialmente diante da persistência de déficit estrutural de pessoal no sistema penitenciário estadual, da existência de cargos vagos e da utilização de contratações temporárias para atuação em atividades materialmente relacionadas à rotina operacional penitenciária”, finaliza o requerimento.

Fonte: ALMT – MT

Propaganda

POLÍTICA MT

Galli foi autor de projeto que propunha mudar título de Nossa Senhora Aparecida

Proposta apresentada em 2007 previa substituir “Padroeira do Brasil” por “Padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos”; texto foi rejeitado e arquivado em 2008

Publicados

em

O ex-deputado federal Victório Galli, de Mato Grosso, foi o autor do Projeto de Lei 2.623/2007, que propunha alterar a forma como Nossa Senhora Aparecida era mencionada na legislação brasileira. A proposta foi apresentada em 12 de dezembro de 2007, quando Galli era deputado federal pelo então PMDB de Mato Grosso.

O texto pretendia modificar a Lei nº 6.802/1980, que estabelece o feriado nacional de 12 de outubro em homenagem à santa. A proposta previa retirar da legislação a expressão “Padroeira do Brasil” e substituí-la por “Padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos”. Também propunha trocar a referência a “culto público e oficial” por “homenagem oficial”. 

Na justificativa apresentada à Câmara dos Deputados, Galli argumentava que a alteração estaria relacionada ao caráter laico do Estado brasileiro. O projeto, no entanto, não avançou no Congresso. O histórico oficial da Câmara registra que a Comissão de Educação e Cultura aprovou parecer pela rejeição da proposta em julho de 2008 e, posteriormente, o texto foi arquivado em 22 de agosto daquele ano. 

Leia Também:  Assembleia aprova PL que doa área para construção do terminal rodoviário de Várzea Grande

A proposta voltou a circular nas redes sociais em setembro de 2026, desta vez associada ao senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro. Reportagens e documentos oficiais, porém, mostram que o projeto original foi apresentado por Victório Galli em 2007. Flávio Bolsonaro negou ter relação com a proposta e afirmou não ter intenção de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. 

A Câmara dos Deputados já havia esclarecido, em 2018, que o projeto estava arquivado desde 2008, depois que informações sobre o texto voltaram a circular nas redes sociais como se ainda estivesse em tramitação. 

Anos depois da apresentação do projeto, Galli ocupou um cargo no governo de Jair Bolsonaro. Em 2019, foi nomeado assessor especial da Presidência da República, com atuação na estrutura da Casa Civil, permanecendo na função por alguns meses. A relação posterior, contudo, não altera o registro oficial da Câmara, que aponta Victório Galli como autor do PL 2.623/2007. 

Continue lendo

política mt

mato grosso

policial

PICANTES

MAIS LIDAS DA SEMANA