ESCUTA ATIVA

‘Gisela na Estrada’: presença, escuta e articulação como marca de mandato

Ao contrário de transformar o recesso em pausa, a deputada federal Gisela Simona voltou a fazer do período uma extensão do próprio mandato, ao reeditar neste início de semana o ‘Gisela na Estrada’, com o objetivo de aprofundar o diálogo com a população e suas lideranças. À exemplo do que realizou em Julho, quando percorreu cerca de 4 mil quilômetros ao longo de duas semanas, com visitas a 20 municípios e um distrito em Mato Grosso.

Iniciativa que vem se tornando uma marca de sua atuação política e parlamentar, ao mostrar presença territorial, diálogo direto com a população e escuta ativa como ponto de partida para a formulação de projetos de lei.

A agenda desta vez contempla cidades do ‘nortão’ de Mato Grosso, no roteiro estão Colíder, Alta Floresta, Paranaíta, Carlinda, Nova Canaã do Norte, Santa Helena e Santa Carmem. Um trajeto de aproximadamente 2.200 quilômetros, planejado para ouvir prefeitos, vereadores, lideranças comunitárias, agricultores familiares e gestores públicos locais.

Vice-líder do maior bloco parlamentar da Câmara dos Deputados, formado por oito partidos e 363 parlamentares e ainda líder da bancada feminina do União Brasil, Gisela aposta na escuta como instrumento político. A lógica, segundo ela, é simples: compreender a realidade concreta dos territórios para que a produção legislativa em Brasília não se distancie da vida real.

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“As melhores proposições legislativas nascem da escuta ativa. Do encontro entre pessoas que compartilham problemas reais e buscam soluções possíveis. O Gisela na Estrada é isso: ouvir, aprender e transformar compromisso em resultado”.

Em julho, Gisela aproveitou duas semanas de recesso para realizar uma longa travessia pelo interior do Estado. Visitando inicialmente nove cidades do Meio Oeste, e depois outros 11 do Noroeste de Mato Grosso, sob o argumento de que as rotas foram um importante fortalecimento de laços e um interessante mapeamento de prioridades. E que, ao final, levou sugestões valiosas para a Câmara, em Brasília.

Uma jornada que ainda descreveu, na época, não só como um mapeamento político e social mas, sobretudo, ‘uma oportunidade única de observar prioridades, vivenciar necessidades e conhecer comunidades que, muitas vezes, estão fora do radar das decisões nacionais’.

Durante as visitas, Gisela anunciou o apadrinhamento da liberação de cerca de R$ 10 milhões via Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), como também o apoio a projetos na área da saúde, com investimentos em unidades de referência, aquisição de medicamentos e ampliação da capacidade de atendimento, especialmente em regiões mais isoladas. Além de identificar, em diferentes municípios, a ausência da Patrulha Maria da Penha e fragilidades na rede de proteção à mulher, o que reforçou sua atuação legislativa e política.

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Com histórico ligado à defesa do consumidor, dos servidores públicos, direitos da mulher e à promoção da igualdade racial, Gisela Simona tem ampliado sua atuação para além da capital e dos grandes polos regionais. Conhecedora de boa parte dos 142 municípios de Mato Grosso, ela intensifica agora uma estratégia que une presença física, articulação institucional e produção legislativa ancorada na realidade dos territórios.

Ao reeditar o ‘Gisela na Estrada’, a deputada reforça uma mensagem clara ao eleitorado: mandato não se exerce apenas nos corredores de Brasília, mas também nas estradas de chão, nas conversas francas e na disposição de transformar escuta em política pública concreta.

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POLÍTICA MT

Aos 20 anos da Lei Maria da Penha, Barbudo propõe pacote de medidas contra violência e feminicídio

Projetos apresentados pelo deputado ampliam proteção às mulheres em aplicativos de transporte e no ambiente de trabalho, preveem suporte financeiro às vítimas e endurecimento da resposta aos agressores

Vinte anos depois de a Lei Maria da Penha transformar o enfrentamento à violência doméstica no Brasil, o deputado federal Nelson Barbudo (Podemos-MT) defende que o país dê um novo passo: ampliar os mecanismos capazes de proteger a mulher antes que a escalada da violência termine em feminicídio.

Nesta sexta-feira (7), data que marca as duas décadas da sanção da Lei nº 11.340/2006, o parlamentar destacou um conjunto de projetos que vem trabalhando para transformar em lei no Congresso Nacional.

As propostas atuam em diferentes situações de vulnerabilidade enfrentadas pelas mulheres. Entre elas estão o reforço da segurança nos aplicativos de transporte e a responsabilização das empresas; o afastamento de acusados de assédio no ambiente de trabalho; mecanismos de apoio financeiro às vítimas; e medidas mais rigorosas para impedir que agressores representem novamente risco às mulheres.

“Isso não é estatística. Isso é um absurdo. É uma rotina que precisa acabar” – afirmou Barbudo ao tratar dos casos de feminicídio registrados no país.

Uma das propostas destacadas pelo deputado trata especificamente da segurança das mulheres que utilizam aplicativos de transporte. Barbudo defende que as plataformas assumam maior responsabilidade pela segurança oferecida às passageiras e que sejam estabelecidos mecanismos mais rigorosos de proteção e responsabilização.

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“Uma mulher entra num carro de aplicativo e fica rezando para chegar ao seu destino sem sofrer violência. A segurança precisa ser reforçada no aplicativo e a empresa também precisa assumir responsabilidade” – afirmou.

A proposta integra a estratégia defendida pelo parlamentar de ampliar os espaços de proteção à mulher para situações que fazem parte da rotina de milhões de brasileiras.

Outro eixo do pacote apresentado por Barbudo está relacionado ao assédio dentro das empresas. O deputado propõe o afastamento do acusado como medida de proteção à vítima enquanto o caso é apurado, evitando que a mulher seja obrigada a continuar convivendo diariamente no mesmo ambiente com seu suposto agressor.

Para Barbudo, a permanência dessa convivência pode intimidar a vítima e dificultar a própria denúncia.

O parlamentar também defende mecanismos de proteção financeira para mulheres que tenham sua capacidade de sustento comprometida em consequência da violência ou do assédio.

A preocupação, segundo ele, é impedir que a dependência econômica obrigue uma vítima a permanecer em uma situação de vulnerabilidade.

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*Do combate à prevenção*

As propostas ganham significado especial no aniversário de 20 anos da Lei Maria da Penha. Sancionada em 7 de agosto de 2006, a legislação tornou-se um divisor de águas ao criar mecanismos específicos de prevenção e enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher.

Para Barbudo, entretanto, duas décadas depois o desafio é avançar principalmente na capacidade de antecipar a atuação do Estado.

A avaliação do deputado é de que a violência contra a mulher precisa ser enfrentada em todas as etapas: desde o assédio e as primeiras manifestações de agressividade e controle até situações de ameaça concreta à vida.

Isso exige, segundo ele, proteção à vítima, condições para romper situações de dependência, responsabilização de quem tem dever de garantir segurança e uma resposta mais efetiva do sistema de Justiça diante de agressores que representem risco.

“Eu tenho um pacote de projetos de lei para a defesa da mulher. Precisamos transformar essas propostas em leis para que nossas mulheres tenham a proteção devida do Estado” – afirmou.

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