POLÍTICA MT

Dilmar Dal Bosco repudia mutilação de cavalo em SP e reforça luta pela proteção animal

Deputado estadual Dilmar Dal Bosco (União) fez um desabafo em suas redes sociais na manhã desta terça-feira (19) sobre o caso de crueldade extrema contra um cavalo na cidade de Bananal, em São Paulo, que chocou o Brasil e ganhou repercussão nacional. Um jovem de 21 anos mutilou o animal após uma cavalgada, amputando as quatro patas com um facão. O cavalo morreu. A Polícia Civil investiga o crime, que foi denunciado como maus-tratos, e a brutalidade do episódio levanta um debate urgente sobre a necessidade de punições mais severas para esse tipo de violência.

Assim como Dilmar, criadores de cavalos e defensores da causa animal em todo o país manifestaram repúdio diante da barbárie. Dilmar tem em sua bagagem política a aprovação de diversas leis voltadas à proteção e valorização do cavalo. “Minha família é ligada ao cavalo e tem paixão por esse animal. O que aconteceu em Bananal não é apenas um crime contra um ser indefeso, é uma agressão contra toda a tradição, a cultura e o vínculo histórico entre o homem e o cavalo”, afirmou Dal Bosco.

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Dal Bosco salientou que o cavalo é parte essencial do desenvolvimento do Brasil, simboliza força, companheirismo e identidade cultural e explicou que episódios como esse não podem ser tratados como crimes comuns. “Precisamos de punições exemplares, severas, porque quem pratica esse tipo de violência mostra desprezo pela vida e pela dignidade animal. Não se trata apenas de indignação, mas de exigir que a justiça atue com rigor para que situações como essa não se repitam”, destacou Dilmar.

Proteção animal – Em Mato Grosso, leis já aprovadas têm fortalecido a proteção aos animais e garantido maior respeito ao cavalo, seja em competições esportivas, no trabalho do campo ou em atividades culturais. O deputado reforça que o caso de Bananal deve servir como um alerta nacional: “Esse crime não pode cair no esquecimento. A morte desse cavalo precisa ser um marco para endurecer as leis e ampliar a consciência da sociedade de que o animal não é objeto, é parte da nossa história e merece respeito”, disse Dilmar.

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A investigação em São Paulo prendeu o criminoso, na manhã desta terça-feira (19), que pagou fiança e foi liberado em seguida. Agora, a investigação segue em andamento, mas a revolta já ultrapassou fronteiras. Mais do que punir o autor, o episódio reacende o debate sobre a urgência de transformar a legislação brasileira em um instrumento efetivo contra a crueldade animal. Para criadores, famílias ligadas ao cavalo e defensores da causa, a resposta precisa ser imediata, através dos rigores da justiça para o criminoso e para todos os que ousarem repetir tamanha barbárie.

Fonte: ALMT – MT

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POLÍTICA MT

No Dia do Trabalhador, Gisela Simona destaca o cuidado como eixo da desigualdade de gênero

Na diretoria-executiva do União Mulher, em Mato Grosso, Gisela Simona traz para o centro do debate neste 1º de maio, alguns desafios enfrentados por milhares de brasileiras diariamente: a disparidade salarial e a dupla jornada. Assim, muito embora haja avanços na contratação feminina, a consolidação da equidade ainda enfrenta desafios significativos.

Coautora da Política Nacional de Cuidados (Lei nº 15.069/2024), Gisela defende que é necessário reconhecer o trabalho não remunerado, exercido majoritariamente por mulheres. E que qualquer discussão séria sobre valorização do trabalho precisa passar por esta ação secularmente invisibilizada, mas que ancora milhões de lares no país.

E a partir dessa lente, o Dia do Trabalhador deixa de ser apenas uma data simbólica e passa a expor uma contradição: pois enquanto o país avança na ampliação da presença feminina no mercado formal, continuam intactas as estruturas que a penalizam.

Com 33 meses de atuação na Câmara Federal, somados à experiência como advogada, servidora pública e dirigente partidária em Mato Grosso, Gisela aponta que a desigualdade de gênero segue operando de forma silenciosa, mas constante, seja na diferença salarial, na dificuldade de ascensão profissional ou na sobrecarga cotidiana.

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“Não podemos naturalizar que mulheres trabalhem mais e recebam menos. Tampouco aceitar que a responsabilidade pelo cuidado continue sendo tratada como uma obrigação individual e não como uma pauta pública”.

Dados recentes reforçam esse cenário ao revelar que as mulheres continuam concentradas em áreas historicamente menos valorizadas e, mesmo quando ocupam as mesmas funções que os homens, enfrentam remuneração inferior e menor reconhecimento. A chamada dupla jornada – trabalho formal somado às tarefas domésticas – permanece, igualmente, como uma das expressões mais evidentes dessa desigualdade.

E nesse contexto, o debate se amplia mais ao inserir a maternidade, ainda hoje observada como um fator de desequilíbrio no percurso profissional feminino. Pois a necessidade de conciliar trabalho e cuidado impacta claramente na renda, na progressão de carreira e nas oportunidades, desvelando limites concretos das políticas existentes.

Desta forma, para Gisela, embora haja avanços e medidas voltadas à igualdade salarial, a ausência de fiscalização efetiva e transparência ainda impedem mudanças estruturais. “O Brasil já reconhece parte do problema, mas ainda executa pouco. E sem ações concretas, direitos seguem sendo promessa”, afirma.

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A parlamentar, que ganhou projeção nacional ao relatar o Pacote Antifeminicídio, também reforça a conexão entre autonomia econômica e segurança. Para ela, não há como dissociar a independência financeira da proteção das mulheres. “A autonomia econômica é um dos caminhos mais concretos para romper ciclos de violência. Mas isso exige que o Estado atue de forma integrada, garantindo não só acesso ao trabalho, mas condições reais de permanência e segurança”, pontua.

Desta forma, a leitura que emerge desse 1º de maio é direta: para milhões de brasileiras trabalhar não é apenas produzir renda, é sustentar vidas, equilibrar ausências do Estado e, muitas vezes, garantir a própria sobrevivência.

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