POLÍTICA MT
Diego convoca Eletrobras e Copel para esclarecimentos sobre usina de Colíder
O deputado Diego Guimarães (Republicanos) anunciou nesta quarta-feira (3) que convocará líderes da Companhia Paranaense de Energia (Copel) e da Centrais Elétricas Brasileiras S.A. (Eletrobras), responsáveis pela administração da usina hidrelétrica de Colíder, para prestarem esclarecimentos sobre as falhas na barragem da unidade. A iniciativa, segundo o parlamentar, integra os trabalhos da Câmara Setorial Temática (CST) “Impactos do Rebaixamento do Reservatório da UHE Colíder”, criada este mês pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).
Entre os pontos a serem investigados, segundo Diego, está uma gravação vazada em que um suposto trabalhador da usina afirma que a Eletrobras teria decidido reduzir o nível do reservatório — o chamado “lago” — sem consenso da equipe de engenheiros, baseando-se apenas na opinião de um profissional.
No áudio, o suposto funcionário relata que o engenheiro responsável sugeriu abaixar o nível do lago por acreditar na existência de uma caverna sob a fundação da barragem. A hipótese, no entanto, teria sido criticada e descartada pelos demais técnicos.
“Criamos uma Câmara Setorial na Assembleia Legislativa que está acompanhando isso. Quero dizer a vocês que enviaremos um ofício à Eletrobras para ela dizer quem é a pessoa [que faz acusações no áudio]. Vamos convocá-la para prestar esclarecimentos e quero saber se as informações dessa conversa são verídicas”, destacou Diego Guimarães.
O deputado acrescentou ainda que já teve acesso à gravação. “Vi o vídeo e um suposto funcionário é flagrado em uma conversa dentro de um voo. Ele fala que esse rebaixamento não foi a decisão acertada tecnicamente”, explicou.
A usina de Colíder tornou-se alvo de investigações após a COPEL e a Eletrobras identificarem a falha de 4 dos 70 drenos da barragem. Após a detecção da irregularidade, as empresas decidiram rebaixar o reservatório artificial para evitar sobrecarga à estrutura e possíveis danos ao município. A medida, contudo, gerou regiões secas que eram preenchidas pelo Rio Teles Pires. Dessa forma, houve morte de animais aquáticos e prejuízos econômicos ao município.
Diante da situação, Diego indicou a criação da Câmara Setorial Temática no parlamento estadual para colher depoimentos da população e fiscalizar medidas sobre a usina. Além disso, solicitou oficialmente que a Eletrobras informe se atendeu os setores impactados, se há um plano para minimizar danos econômicos, sobre quantos metros do lago serão esvaziados e quanto tempo o esvaziamento durará.
Desconexão operacional – A Eletrobras é proprietária da usina hidrelétrica em Colíder, enquanto a Copel é a operadora. Apesar de ambas administrarem a unidade, as empresas não prestaram esclarecimentos conjuntos.
Por meio de nota, a Eletrobras afirmou que o rebaixamento do lago foi uma “medida necessária” para a segurança da população. Além disso, garantiu que o depoimento do áudio vazado foi feito por um funcionário da Copel.
A nota – “Acerca de áudios aparentemente gravados durante voo comercial em manifestações de profissional ligado à Copel, informamos que a empresa deve ser contatada para esclarecer o conteúdo.
A Eletrobras reafirma que, a partir da aquisição da usina em 30/05/2025, não hesitou em tomar todas as medidas necessárias para buscar uma solução definitiva para que a Usina Colíder possa voltar a operar na condição de normalidade, privilegiando a segurança das pessoas, do meio ambiente e do empreendimento. ”
A assessoria de comunicação da Copel, até o momento, não disponibilizou um informativo sobre seu posicionamento relativo à usina de Colíder.
Fonte: ALMT – MT
POLÍTICA MT
Galvan chama Wellington de “melancia” e declara apoio a Pivetta que classifica como “direita raiz”
Candidato ao Senado pelo Avante reforça críticas ao candidato do PL e anuncia apoio à reeleição do governador Otaviano Pivetta, mesmo com Wellington Fagundes pertencendo ao partido de Jair Bolsonaro
O candidato ao Senado Antonio Galvan (Avante) declarou apoio à reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos) e voltou a fazer duras críticas ao senador Wellington Fagundes (PL), adversário de Pivetta na disputa pelo Governo de Mato Grosso. Galvan chegou a chamar Wellington de “melancia” e colocou seu posicionamento político no campo que classifica como “direita raiz”.
A manifestação ocorreu neste domingo (16), durante a abertura da campanha em Lucas do Rio Verde. Ligado ao agronegócio e identificado com o ex-presidente Jair Bolsonaro, Galvan decidiu caminhar com Pivetta mesmo diante da candidatura de Wellington pelo PL, partido de Bolsonaro.
Ao anunciar seu posicionamento, Galvan justificou a escolha pelo histórico administrativo de Pivetta, que comandou Lucas do Rio Verde por três mandatos antes de chegar ao Governo de Mato Grosso.
“Pessoal, quem nos escuta, o nosso apoio ao Otaviano Pivetta para governador é pelo exemplo que ele já deu de gestão como prefeito aqui em Lucas, que foi por três mandatos. Então ele está mais que testado para o nosso Estado como governador. Estamos juntos, Otaviano Pivetta, nesta luta por um Mato Grosso melhor”, declarou.
Galvan já vinha sinalizando que seu grupo político caminharia ao lado de Pivetta. A declaração pública durante o ato de campanha reforça o distanciamento em relação a Wellington e evidencia que parte das lideranças identificadas com a direita em Mato Grosso não seguirá automaticamente o candidato do PL na eleição estadual.
As divergências entre Galvan e Wellington não são recentes. O candidato ao Senado mantém críticas ao senador e chegou a classificá-lo como “melancia”, expressão política usada de forma pejorativa para se referir a quem seria “verde por fora e vermelho por dentro”.
Ao se colocar no campo da chamada “direita raiz”, Galvan procura marcar uma diferença política em relação a Wellington, apesar de o senador disputar o Governo justamente pela legenda de Bolsonaro.
O movimento também coloca Pivetta na disputa pelo eleitorado conservador. Embora seja candidato pelo Republicanos, o governador passa a contar com o apoio declarado de Galvan e de seu grupo, que reivindicam identificação com as bandeiras da direita.
Com a campanha oficialmente nas ruas, o posicionamento de Galvan acrescenta um novo ingrediente à corrida pelo Palácio Paiaguás: a disputa interna pelo eleitorado bolsonarista e conservador, que agora aparece dividido entre diferentes candidaturas ao Governo de Mato Grosso.
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