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Deputado João Batista vai ao Araguaia em captação de demandas

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Foto: BRUNO BARRETO / Assessoria de Gabinete

O deputado estadual João Batista do Sindspen (PP) percorreu cerca de três mil quilômetros desde a última sexta-feira (20), em seu itinerário de viagem (seguindo a ordem das paradas), as cidades de Nova Xavantina, Água Boa, Canarana, Porto Alegre do Norte, Confresa e Bom Jesus do Araguaia, contaram com a presença do parlamentar, que esteve reunido com a classe política, servidores da segurança pública e demais autoridades. O intuito dessa “bateria” de visitas, que se encerrou somente no domingo (22) na cidade de Bom Jesus do Araguaia, foi de levantar demandas e ver a aplicabilidade de algumas de suas emendas, como explicou João Batista em suas redes sociais.

“Cumprimos nossa bateria de visitas com muito êxito, levantamos demandas junto aos vereadores, prefeitos e lideranças locais. Dentre as principais pautas que nos foram apresentadas, destacamos aquelas ligadas à infraestrutura, segurança pública e agricultura familiar. Agora retornamos para Cuiabá para mais uma semana de ações dentro do Parlamento, com novas demandas e a sensação de dever cumprido”, disse João Batista.

Nova Xavantina – Em Nova Xavantina, Batista visitou o Hospital Municipal Dr. Daércio Oliveira de Morais, conferindo a aplicação de um dos seus recursos no valor de R$ 100 mil, utilizado para compra de um aparelho de ultrassonografia, que já está em posse da administração do hospital e em pleno funcionamento.

O deputado também esteve nas novas dependências da Delegacia da Polícia Civil, sob o comando do delegado Raphael Diniz, realizando logo após uma reunião com o prefeito municipal, João Bang (PSB). Por fim, tendo como última agenda na cidade, o deputado esteve na Cadeia Pública Feminina de Nova Xavantina, onde mostrou aos Policiais Penais os avanços do Sistema Penitenciário alcançados no Parlamento.

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Foto: BRUNO BARRETO / Assessoria de Gabinete

Água Boa – Na cidade de Água Boa, João Batista fez uma única parada na Penitenciária “Major PM Zuzi Alves da Silva”, onde realizou uma roda de conversa com os servidores do sistema penitenciário e policiais penais. Dentre as pautas debatidas com os servidores, o deputado chamou a atenção sobre a nova portaria que proíbe o uso de celulares por parte dos servidores e dos policiais, afirmando que já se posicionou contra a nova resolução. “Está mais do que provado que a entrada dos aparelhos nas unidades não é feita pelos servidores, mas por meio de drones e outros subterfúgios do crime organizado”, escreveu em sua publicação.

Canarana – Já no município de Canarana, o parlamentar foi convidado para participar do movimento “Avança Mato Grosso”, um ato suprapartidário na qual os partidos políticos e outros segmentos, se articulam para lançar o deputado federal Neri Geller (PP), como candidato ao cargo de senador da república nas eleições deste ano.

Porto Alegre do Norte – No município, João Batista esteve reunido com os vereadores na Câmara Municipal, onde captou demandas junto aos parlamentares municipais, recebendo ofícios e demandando ações que beneficiam diretamente a cidade. Na oportunidade, o vereador Jeferson Magrinho (PDT), agradeceu o empenho do deputado João Batista para aquisição de um veículo para Secretaria Municipal de Esportes, no valor de R$ 50 mil, além da garantia firmada para destinação de uma emenda no valor de R$ 130 mil, que será aplicada na Secretaria Municipal de Saúde.

Confresa – Cidade vizinha do município de Porto Alegre do Norte, separadas por apenas 26 km, o deputado João Batista prestigiou mais uma vez o evento suprapartidário que leva o nome do deputado federal Neri Geller, como pré-candidato ao cargo de senador nas eleições de outubro, aproveitando a oportunidade para levantar demandas junto às autoridades presentes no ato. “A Câmara de Vereadores ficou pequena para tantos simpatizantes do deputado Neri, o que não nos impediu de encontrar com os vereadores da cidade e protocolarmos algumas demandas”, disse.

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Bom Jesus do Araguaia – Com a bateria de visitas chegando ao fim, João Batista dirigiu-se a cidade de Bom Jesus do Araguaia (a 1.000 km de Cuiabá), onde prestigiou a 16ª Copa Bom Jesus do Araguaia de Futebol Socyte, que contou com a participação de 58 municípios, incluindo cidades de estados vizinhos, como Goiás e Tocantins. Um dos maiores eventos da categoria, com a participação de 87 equipes no masculino e 12 equipes no feminino, incluindo as equipes indígenas.

Sobre o evento, João Batista fez questão de parabenizar a organização por parte do prefeito Marcilei Alves de Oliveira, o Mansão, como é conhecido. Na mesma oportunidade, o parlamentar também fez questão de enaltecer a iniciativa privada por meio do empresário José Nilton de Freitas, proprietário da empresa “Net Wireless Internet”, responsável por fornecer a cobertura completa de internet durante todo o evento.

 “Um evento tão grande como este, uma cidade que está em plena expansão como Bom Jesus e ainda sofremos com a falta de conectividade. Esta é uma pauta que há muito tempo estamos chamando atenção no Parlamento. Parabenizo aqui o prefeito Mansão por todo seu empenho na realização deste evento, deixando também o meu reconhecimento para toda classe empresarial do município em nome do senhor José Nilton de Freitas, proprietário da Net Wireless, que disponibilizou a cobertura de internet durante todo o evento. Retornamos agora para Cuiabá com várias demandas e a sensação de dever cumprido”, finalizou João Batista.

Fonte: ALMT

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Mendonça mira Moraes enquanto casos de Toffoli, Fux e Nunes Marques têm tratamentos diferentes no STF

Ministro determinou novas diligências da Polícia Federal e tornou públicos documentos que citam Moraes; decisões anteriores envolvendo outros integrantes da Corte levantam questionamentos

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O Supremo Tribunal Federal (STF) deve analisar na próxima terça-feira (15) se o ministro Alexandre de Moraes deverá ser investigado diante de suspeitas relacionadas a uma possível interlocução com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. O caso ganhou novos contornos após o ministro André Mendonça assumir a relatoria da investigação e determinar novas diligências.

A situação chama atenção pela diferença de tratamento em relação a outros ministros mencionados no contexto das investigações. Em fevereiro, os integrantes do STF se reuniram de forma reservada para analisar um relatório da Polícia Federal sobre suspeitas envolvendo o ministro Dias Toffoli e Daniel Vorcaro.

Na ocasião, Toffoli era o relator do caso. A Polícia Federal havia indicado que a Presidência do Supremo deveria avaliar se ele poderia conduzir uma investigação que envolvia diretamente seu nome.

Os dez ministros decidiram, por unanimidade, que não caberia à Polícia Federal solicitar a suspeição de um integrante da Corte. Como consequência, o procedimento contra Toffoli foi extinto.

Os ministros também elogiaram a atuação de Toffoli e não analisaram o mérito das informações apresentadas pela Polícia Federal nem decidiram se o ministro deveria ser investigado.

Com a saída de Toffoli da relatoria, André Mendonça assumiu o inquérito relacionado ao Banco Master. A partir de então, novas diligências foram determinadas para esclarecer a identidade de interlocutores de Vorcaro encontrados em mensagens apreendidas durante a investigação.

No fim de agosto, Mendonça solicitou à Polícia Federal que identificasse os interlocutores de Vorcaro. Em 24 de agosto, o ministro convocou delegados da corporação ao gabinete e entregou um despacho estabelecendo prazo de 72 horas para que os investigadores identificassem um dos interlocutores mencionados nas mensagens.

O trabalho resultou no encaminhamento de informações ao Supremo com referência direta a Alexandre de Moraes. Em 1º de setembro, Mendonça tornou pública a documentação relacionada ao caso.

Suspeitas envolvendo Moraes

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As mensagens analisadas pelos investigadores levantaram suspeitas sobre possível vazamento de informações de investigações, conhecimento antecipado de operações policiais e movimentações que poderiam ter como objetivo pressionar autoridades.

Entre os nomes mencionados no contexto das mensagens estão o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.

Também foi apontada uma possível relação contratual entre o Banco Master e o escritório de advocacia Barci de Moraes, ligado à família do ministro Alexandre de Moraes.

O contrato teria valor aproximado de R$ 130 milhões por três anos e foi obtido pela Polícia Federal no início das investigações contra Daniel Vorcaro, em novembro de 2025.

Os investigadores também encontraram mensagens escritas por Vorcaro em blocos de notas destinadas a um interlocutor que inicialmente não havia sido identificado.

É importante destacar que as informações apresentadas no material são tratadas como suspeitas e hipóteses investigativas, não como conclusões definitivas sobre eventual prática de irregularidades.

Nunes Marques também aparece no caso

Outro ministro citado no contexto das investigações é Nunes Marques.

Documentos do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) encaminhados ao Congresso apontaram que o Banco Master teria enviado R$ 6,6 milhões à Consultul Inteligência Tributária, empresa de consultoria com endereços em São Paulo e Brasília.

Os mesmos dados indicaram que a empresa realizou repasses superiores a R$ 280 mil ao escritório de advocacia de Kevin de Carvalho Marques, filho de Nunes Marques.

Segundo auxiliares de Mendonça, porém, não haveria no relatório elaborado pela Polícia Federal e encaminhado ao relator informações sobre suspeitas envolvendo Nunes Marques ou sobre o relacionamento profissional de seu filho com o Banco Master.

O relatório de inteligência também registrou uma avaliação de que Mendonça teria adotado uma postura defensiva em relação a Nunes Marques. O próprio documento, entretanto, classificou como baixo o grau de confiança dessa informação e destacou que uma hipótese não deveria ser tratada como conclusão.

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Luiz Fux

O nome do ministro Luiz Fux não aparece nos relatórios de inteligência da Polícia Federal encaminhados ao Supremo.

Ainda assim, uma investigação apontou que Daniel Vorcaro teria convidado o advogado Rodrigo Fux, filho do ministro, para seu camarote na Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro, durante o Carnaval de 2025.

O convite teria sido encontrado no celular de Vorcaro, em uma conversa com uma de suas assessoras.

Não foram identificadas, porém, outras citações em relatórios da Polícia Federal ou informações provenientes de investigações do Congresso que estabelecessem vínculo entre Luiz Fux e Vorcaro.

A corporação também não teria solicitado a investigação do ministro no inquérito relacionado ao Banco Master.

Diferentes caminhos dentro do STF

Os casos de Toffoli e Moraes passaram a ser comparados justamente pela diferença na condução das informações.

No caso de Toffoli, o Supremo decidiu extinguir o procedimento sem analisar o mérito das suspeitas apresentadas pela Polícia Federal. Já no caso de Moraes, Mendonça determinou novas diligências, solicitou a identificação de interlocutores e tornou pública a documentação que mencionava o ministro.

Em relação a Toffoli, documento de inteligência posteriormente divulgado fez críticas à condução do caso e mencionou uma suposta “contemporização” diante dos elementos encaminhados pela investigação.

Já em relação a Moraes, o mesmo material afirmou que Mendonça demonstrava interesse no início de uma investigação formal e teria solicitado mais de uma vez que a equipe responsável encaminhasse uma provocação nesse sentido.

Agora, caberá ao Supremo decidir quais serão os próximos passos em relação às informações envolvendo Alexandre de Moraes.

A análise prevista para terça-feira poderá definir se a apuração avançará e como a Corte tratará as diferentes situações envolvendo seus próprios integrantes.

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