POLÍTICA MT
CPI da Saúde ouve procurador do Estado sobre contratos emergenciais na pandemia
Na tarde de quarta-feira (27), a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizou nova oitiva para apurar contratos e pagamentos realizados pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) durante a pandemia de Covid-19. O procurador do Estado, Felippe Tomaz Borges, prestou esclarecimentos aos parlamentares sobre processos acompanhados por ele, que atuou na secretaria entre 2017 e 2021.
Durante o depoimento, Felippe Tomaz Borges afirmou que atuava na emissão de pareceres técnicos e orientações jurídicas relacionadas às contratações emergenciais realizadas no período de calamidade pública. “Houve procedimentos em que não foi possível realizar todo o trâmite processual adequado para a contratação”, afirmou.
O procurador explicou que os pareceres da Procuradoria-Geral do Estado (PGE) alertavam para os riscos das sucessivas prorrogações de contratos emergenciais. De acordo com ele, em alguns casos a secretaria justificava as renovações pela ausência de empresas aptas a prestar os serviços ou fornecer determinados equipamentos. Ainda assim, a orientação técnica era para que fossem realizados novos processos licitatórios. “Esse não era o meio adequado. A orientação era para que fosse feito um novo processo de contratação”, declarou.
Felippe Tomaz Borges também destacou que os pareceres tinham caráter opinativo e serviam para orientar os gestores sobre riscos de responsabilização pelos órgãos de controle. “O nosso posicionamento continuava sendo no sentido de falar que aquele procedimento estava errado e que o gestor poderia ser responsabilizado por aquilo”, afirmou.
Ele também comentou as informações que apresentou à CPI. “O objetivo hoje foi de contribuir com os deputados que estão vinculados a esse processo para que, de fato, tudo seja levantado e que exista um resultado vantajoso para a sociedade”, resumiu o depoente.
O deputado estadual Eduardo Botelho (MDB), que passou a integrar a CPI como membro titular representando o bloco do partido em substituição à deputada Janaina Riva (MDB), avaliou de forma positiva a oitiva. “Os pareceres existiam, a orientação existia. Não foi falta de orientação e não foi falta de conhecimento”, disse.
O parlamentar também destacou a importância das visitas técnicas promovidas pela CPI às unidades de saúde do estado. “É muito importante para a gente ver in loco o que realmente está acontecendo com a saúde de Mato Grosso, que realmente ainda não está resolvida. Nós temos muitos problemas e muitos gargalos que precisam ser resolvidos”, declarou.
Presidente da CPI, o deputado estadual Wilson Santos (PSD) afirmou que o depoimento reforçou que a Secretaria de Saúde recebeu alertas jurídicos sobre possíveis irregularidades nos pagamentos indenizatórios. Segundo ele, os próximos depoimentos serão dos delegados da Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor) responsáveis pelas investigações da Operação Espelho.
Fonte: ALMT – MT
POLÍTICA MT
Wellington publica montagem com suposto apoio de Nikolas; postagem original não cita candidato ao Governo
Imagem compartilhada pelo senador incluiu o nome dele entre as indicações do deputado federal, enquanto publicação atribuída ao parlamentar cita outros quatro candidatos em Mato Grosso
O senador e candidato ao Governo de Mato Grosso Wellington Fagundes (PL) publicou neste sábado (3), véspera das eleições, uma imagem que atribui ao deputado federal Nikolas Ferreira (PL) uma lista de candidatos apoiados no Estado. Conforme o material apresentado, porém, o nome de Wellington não aparece na publicação original atribuída ao parlamentar.
A montagem divulgada no perfil de Wellington reproduz uma suposta “colinha” eleitoral e inclui o senador entre as indicações de Nikolas para Mato Grosso.
Já na publicação apontada como original, Nikolas apresenta apoio a Rafael Ranalli (PL) para deputado federal, Ulysses Moraes (Podemos) para deputado estadual, José Medeiros (PL) para o Senado e Flávio Bolsonaro (PL) para a Presidência da República.
O material original mostrado na reportagem não apresenta indicação de candidato ao Governo de Mato Grosso nem de um segundo nome para o Senado.
A ausência de Wellington entre as indicações também já havia ocorrido anteriormente. Em outro conteúdo citado na reportagem, Nikolas gravou um vídeo apresentando apoio aos mesmos candidatos e novamente não mencionou o senador na disputa pelo Governo.
A publicação feita por Wellington ocorre na reta final da campanha, quando candidatos intensificam a divulgação de apoios e materiais nas redes sociais antes da votação deste domingo (4).
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