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Cattani propõe abertura de CPI em defesa de produtores de leite

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Foto: JLSIQUEIRA / ALMT

O deputado estadual Gilberto Cattani (PSL) apresentou, nesta quarta-feira (9), requerimento para criar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar possíveis infrações de ordem econômica na cadeia produtiva do leite e seus derivados no Estado de Mato Grosso.

No documento protocolado na Mesa Diretora, o deputado cita a inexistência de livre concorrência na relação entre as empresas de laticínio e os produtores de leite, além do abuso de posição dominante com imposição unilateral de preço pós-fixado.

“O leite é o único produto em que o produtor não sabe por quantos ele está vendendo. O produtor tira leite por 30 dias e entrega para a indústria. Ele recebe então 20 dias depois, mas não sabe quanto ele vai receber, é a indústria que decide quanto irá pagar. O valor quase sempre é inferior ao custo da produção do leite e isso acontece desde sempre. São raras as vezes que cobre o custo”, afirmou o parlamentar.

“Como é possível que não exista uma concorrência entre esta ou aquela indústria de processamento de leite. Isso não acontece somente em Mato Grosso, mas em todo Brasil. Vamos investigar um possível monopólio ou oligopólio, uma possível inserção de leite em pó que sabemos que vem do Uruguai, que é reidratado e que tem entrado no mercado brasileiro para justamente controlar o preço”, explicou.

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O deputado também revelou que já conseguiu 20 assinaturas, ou seja, quatro a mais do que o mínimo necessário para a abertura da CPI. Ele também acredita que a sua instauração deve acontecer nos próximos dias, conforme o regimento interno da Assembleia Legislativa.

“O regimento é claro, quando existe mais de quatro CPIs, você precisa de dois terços, ou seja, 16 assinaturas. Eu consegui 20 em tempo recorde. O regimento também diz que se apresentarmos as assinaturas e entregarmos à Mesa Diretora, o presidente tem 48 horas para instalar a CPI”, disse.

O parlamentar, por fim, afirmou que tem um acordo para que deputados estaduais de outros estados também apresentem a mesma proposta de criação de CPI para fortalecer nacionalmente os pequenos e médios produtores de leite.

“Temos um acordo com o deputado estadual Amauri Ribeiro, de Goiás, com o deputado Bruno Engler, de Minas Gerais, e estamos em conversa com a Assembleia de Rondônia para que possa ser feita esta luta nos quatros estados para que isso chegue ao Ministério da Agricultura”, finalizou.

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Fonte: ALMT

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Júlio Campos detona campanha de Wellington Fagundes nas redes: “Está entregando a vitória” veja publicação 

Deputado critica falta de organização e de material de campanha do candidato do PL, classifica situação como “vergonhosa” e dispara alerta público: “Acorda, WF”

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A campanha de Wellington Fagundes (PL) ao Governo de Mato Grosso recebeu uma dura crítica pública neste domingo (30). O deputado estadual Júlio Campos (União Brasil) usou as redes sociais para questionar a organização da estrutura eleitoral do candidato e chegou a afirmar que o grupo estaria “entregando a vitória” aos adversários.

A manifestação chama atenção principalmente pelo momento da disputa. Com a eleição entrando em sua fase decisiva, Júlio Campos expôs publicamente uma avaliação negativa sobre o funcionamento da campanha de Wellington, cobrando reação e organização do grupo político.

Em comentário publicado nas redes sociais, o parlamentar não economizou nas palavras:

“A pobreza do 22 está de lascar. Tá entregando a vitória por falta de organização. Tá vergonhoso. Acorda WF.”

A crítica, segundo as informações divulgadas, ocorreu após uma publicação nas redes e teve como alvo a falta de estrutura e de material gráfico da campanha do candidato do PL.

A expressão “22” usada pelo deputado é uma referência ao número eleitoral do PL, partido de Wellington. Já “WF” corresponde às iniciais do candidato.

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A declaração transforma uma insatisfação que poderia permanecer restrita aos bastidores em uma cobrança pública contra a condução da campanha. Ao afirmar que Wellington estaria “entregando a vitória por falta de organização”, Júlio coloca pressão sobre a coordenação política e eleitoral do candidato justamente na reta final.

O episódio também ganha repercussão porque Júlio Campos é uma das figuras mais experientes da política mato-grossense, com longa trajetória eleitoral no Estado. A cobrança, portanto, vai além de uma crítica pontual e sinaliza preocupação com a capacidade de mobilização da candidatura de Wellington neste momento da corrida ao Palácio Paiaguás.

A frase “Acorda WF” resume o tom do recado: na avaliação manifestada pelo parlamentar, a campanha precisa reagir rapidamente para evitar que problemas internos de organização comprometam seu desempenho nas urnas.

A manifestação ocorre ainda em um cenário de disputa acirrada pelo Governo de Mato Grosso, no qual estrutura partidária, mobilização das bases, presença nos municípios e capacidade de comunicação ganham peso à medida que a votação se aproxima.

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Ao levar a cobrança para as redes sociais e classificar a situação como “vergonhosa”, Júlio Campos escancarou uma crítica à estratégia eleitoral de Wellington Fagundes e colocou a própria organização da campanha do PL no centro dos bastidores da eleição de 2026.

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