POLÍTICA MT

Barranco exige explicação sobre uso de recursos da educação para pagar coronel da PM


Foto: Karen Malagoli

O deputado estadual Valdir Barranco (PT) solicita informações do governador Mauro Mendes (União) e do secretário de Educação de Mato Grosso, Alan Porto, sobre o gasto de cerca de meio milhão de reais dos recursos de manutenção e desenvolvimento do ensino da rede estadual de Educação, com o pagamento de salário de um Coronel da Polícia Militar. A informação consta no relatório disponibilizado no Portal da Transparência do governo do estado, que revela ainda outros pagamentos com pessoal que não se enquadram na carreira da educação.

No Requerimento (nº 125/2022) consta o conhecimento que existe um gasto de quase R$ 500 mil apenas com o salário de doze meses do militar. Contudo, dentro da somatória dos gastos com folha entre janeiro e dezembro, total de R$ 2,48 bilhões, estão pagos com profissionais de outras áreas, como analistas de sistema e membros do sistema penitenciário.

“É inacreditável uma situação como essa acontecer. E, mais uma vez, é a educação e seus educadores que “pagam o pato” no Estado. A legislação é muito límpida quanto a isso, as receitas da educação são para manter e desenvolver a educação, é óbvio, e para manter os profissionais da educação, conforme Lei 050/1998”, ressaltou Barranco, que é um dos titulares da Comissão de Educação, Ciência, Tecnologia, Cultura e Desporto.

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A educação precisa ser gerida por pessoas que saibam o que estão fazendo e com o conhecimento e capacidade de construir e deixar um legado. “Cada vez que o estado coloca alguém que é de outra carreira na educação, inviabiliza o processo de valorização dos profissionais da educação que já está numa situação bastante complicada aqui em Mato Grosso”, afirmou.

Para Barranco, não está claro a apresentação do gasto das doze folhas de pagamento do estado, R$ 2,48 bilhões. Assim como, falta transparência na execução orçamentária apresentada sobre os 25% constitucionais da Educação Básica. “O governo apresenta aplicação de 25,56% na Educação, contudo inclui o Ensino Superior. Portanto, os esclarecimentos precisam elucidar os diversos eventos inconsistentes na aplicação dos recursos”, finalizou.

Fonte: ALMT

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POLÍTICA MT

Vídeo que compara Wellington Fagundes a Pedro Taques e Silval Barbosa vira munição na guerra eleitoral e domina os bastidores da campanha

Conteúdo viral associa o candidato bolsonarista à gestão de Pedro Taques e aos escândalos de corrupção envolvendo Silval Barbosa, acirrando a disputa política e elevando a temperatura da campanha.

A corrida pelo Palácio Paiaguás ganhou mais um capítulo da guerra de narrativas travada nos bastidores da campanha. Um vídeo que circula de forma intensa nas redes sociais e em aplicativos de mensagens passou a dominar as discussões políticas ao estabelecer uma comparação entre o candidato bolsonarista Wellington Fagundes, a gestão do ex-governador Pedro Taques e os escândalos de corrupção que marcaram o governo de Silval Barbosa.

O material, que se espalhou rapidamente pela internet, utiliza uma linguagem dura para associar Wellington Fagundes à suposta incompetência administrativa atribuída ao governo Pedro Taques e aos casos de corrupção revelados durante a gestão de Silval Barbosa.

Em poucas horas, o vídeo alcançou milhares de compartilhamentos, ampliando o debate político e provocando reações entre apoiadores e adversários.

Nos bastidores, a avaliação é de que a divulgação do conteúdo inaugura uma nova fase da campanha, marcada pelo endurecimento dos ataques e pela intensificação da disputa nas redes sociais.

A expectativa é de que o episódio provoque desdobramentos políticos e, eventualmente, jurídicos, caso alguma das partes decida recorrer à Justiça Eleitoral.

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Advogados especializados em direito eleitoral lembram que a divulgação de propaganda considerada ofensiva, irregular ou com potencial de disseminar informações falsas pode ser questionada por meio de representação na Justiça Eleitoral.

Entretanto, a simples circulação do vídeo não caracteriza automaticamente crime eleitoral, cabendo à Justiça analisar o conteúdo, o contexto, a autoria e a eventual existência de irregularidades.

Enquanto a autoria do material segue sem confirmação pública, o vídeo continua sendo compartilhado em larga escala, tornando-se um dos principais assuntos no s grupos evidenciando que a disputa pelo Governo de Mato Grosso entrou em uma fase de confronto direto, em que a batalha pela opinião pública ocorre, cada vez mais, no ambiente digital.

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