CONTENÇÃO DE GASTOS

Após repercussão, Prefeitura de VG cancela contratos de R$ 2,8 milhões para arbitragem esportiva

Contratações somavam quase R$ 3 milhões para prestação de serviços em competições esportivas, mas foram suspensas após decreto de calamidade financeira e revisão de despesas da administração.

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A Prefeitura de Várzea Grande decidiu cancelar dois contratos que totalizavam R$ 2.876.618,10 destinados à contratação de serviços de arbitragem para eventos esportivos promovidos pelo município. A decisão ocorreu após a repercussão da publicação dos contratos e da decretação de calamidade financeira pela administração municipal.

Os contratos haviam sido firmados por meio do Pregão Eletrônico nº 27/2026, conduzido pela Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (SMECEL), em um sistema de registro de preços com vigência inicial de 12 meses.

O maior contrato, de R$ 1.673.300,00, foi celebrado com a empresa Papagaio Produção e Promoção de Eventos Esportivos Ltda. Já o segundo, no valor de R$ 1.203.318,10, ficou com a Royal Infinity Eventos Ltda. Os recursos seriam destinados à contratação de árbitros, mesários, anotadores e oficiais de mesa para competições, torneios e demais atividades esportivas da rede municipal.

Após a divulgação dos valores, a gestão da prefeita Flávia Moretti informou que determinou o cancelamento dos contratos, alegando que a medida decorre do decreto de calamidade financeira publicado na última quinta-feira (16), que estabelece a necessidade de contenção de despesas e reavaliação dos gastos públicos.

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Em nota, a SMECEL informou que os contratos foram elaborados na gestão anterior e que, diante do atual cenário financeiro, optou pelo cancelamento para priorizar a manutenção dos serviços considerados essenciais e dos contratos de caráter urgente e emergencial.

A secretaria também ressaltou que a suspensão das contratações não representa o abandono das políticas públicas voltadas ao esporte, mas sim uma medida administrativa baseada na responsabilidade fiscal. Segundo a pasta, assim que houver melhora nas condições orçamentárias e financeiras do município, serão estudadas alternativas para garantir a continuidade das atividades esportivas.

Crédito: Informações baseadas em reportagem publicada pelo FolhaMax.

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POLÍTICA MT

Linguagem simples fortalece meios de comunicação da ALMT e aproxima cidadãos do Parlamento

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Traduzir termos técnicos, facilitar o acesso aos serviços públicos e garantir que a população compreenda seus direitos são alguns dos objetivos da linguagem simples. O tema foi discutido nesta quinta-feira (8), durante o 2º Circuito de Palestras de Linguagem Simples, promovido pela Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag), por meio da Escola de Governo, em Cuiabá. A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) participou da programação com a apresentação de uma experiência da TV Assembleia voltada à compreensão dos assuntos do Parlamento.

Os jornalistas Priscila Almeida e Álvaro Molina apresentaram o projeto Como é que é?, desenvolvido para explicar expressões e conceitos do Legislativo em vídeos curtos, com linguagem acessível e adequada ao público das redes sociais. A iniciativa surgiu da necessidade de aproximar os temas parlamentares da população, especialmente daqueles que não estão familiarizados com os termos utilizados no dia a dia da Assembleia.

Priscila Almeida explicou que o desafio é abordar assuntos complexos de maneira mais direta, sem perder o sentido da informação. “A linguagem simples é, em teoria, a base do jornalismo. É pegar tudo o que está acontecendo no mundo e conseguir fazer com que as pessoas compreendam”, afirmou.

Segundo Álvaro Molina, o formato também favorece a interação com o público. A equipe percebeu o interesse dos cidadãos por meio de comentários, perguntas e pedidos de informações complementares sobre os conteúdos da Assembleia. Para o jornalista, uma comunicação acessível estimula a participação e deixa as pessoas mais à vontade para buscar informações.

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Foto: Helder Faria

Comunicação que facilita o acesso aos direitos – A educadora e comunicadora Heloísa Fischer, referência nacional na área e fundadora da Comunica Simples, conduziu a palestra magna do evento. Ela destacou que a linguagem simples coloca o cidadão no centro da comunicação e contribui para que informações e serviços públicos sejam compreendidos por quem precisa utilizá-los.

Segundo ela, com a digitalização dos serviços, essa necessidade se torna ainda mais evidente. Muitas vezes, o cidadão precisa acessar sozinho um sistema ou interpretar uma orientação para dar andamento a uma solicitação. Se as informações não forem claras, o acesso ao serviço pode se tornar mais difícil. “Não adianta só digitalizar o material. A linguagem precisa estar adequada para que a pessoa consiga entender rapidamente o que tem que fazer”, explicou Heloísa.

A especialista também elogiou o trabalho desenvolvido em Mato Grosso, destacando o espaço que a linguagem simples vem conquistando na administração pública estadual. Para ela, a mudança vai além da escrita: envolve uma transformação cultural que considera as necessidades da população e a responsabilidade do poder público de se comunicar com clareza.

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Mais clareza, menos burocracia – A coordenadora do Escritório Central de Processos de Negócios da Seplag, Regina Godoy, ressaltou que a linguagem simples contribui tanto para melhorar o atendimento ao cidadão quanto para tornar os processos internos mais eficientes. O uso excessivo de termos técnicos e expressões burocráticas pode dificultar a compreensão de documentos, atrasar procedimentos e exigir que o usuário procure ajuda para interpretar informações que deveriam estar acessíveis.

Regina destacou que a comunicação clara ajuda as pessoas a identificar seus direitos, entender os requisitos para acessar serviços e evitar deslocamentos desnecessários aos órgãos públicos.

A programação da tarde também reuniu experiências de outros órgãos e instituições, com apresentações sobre a aplicação prática da linguagem simples no Judiciário e na administração pública. A participação da TV Assembleia reforçou a importância de iniciativas que tornam a informação pública mais compreensível e aproximam as instituições da sociedade.

Mais do que simplificar palavras, a proposta é garantir que a informação cumpra sua finalidade: ser compreendida e ajudar o cidadão a exercer seus direitos, acessar serviços e participar da vida pública.

Fonte: ALMT – MT

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