ELEIÇÕES 2026
Max Russi descarta liberar apoios individuais e diz que Podemos seguirá decisão da maioria na disputa pelo Governo – veja o video
Presidente estadual da sigla afirma que partido ouvirá todos os pré-candidatos antes da convenção, mas reforça que prefeitos, vereadores e lideranças deverão seguir a posição oficial.
O presidente do Podemos em Mato Grosso, deputado estadual Max Russi, afirmou que o partido não pretende liberar prefeitos, vereadores e demais lideranças para apoiarem candidatos diferentes na disputa pelo Governo do Estado nas eleições deste ano. Segundo ele, a definição será construída de forma coletiva e deverá ser seguida por todos os integrantes da legenda.
Embora o Podemos ainda não tenha definido qual palanque irá integrar, Max ressaltou que a decisão será tomada após diálogo com as lideranças partidárias e a análise das propostas apresentadas pelos pré-candidatos ao Palácio Paiaguás.
“Vamos ouvir todos para tomar a decisão, dialogando com todos, mas jamais liberar. A maioria que construirmos será a que vai orientar o partido nas definições”, declarou.
Atualmente, o Podemos mantém diálogo com os principais nomes colocados na disputa pelo Governo de Mato Grosso, entre eles o governador Otaviano Pivetta (Republicanos), o senador Wellington Fagundes (PL) e o senador Jayme Campos (União Brasil).
Max Russi explicou que não pretende tomar a decisão de forma isolada. Segundo ele, candidatos proporcionais, prefeitos, vereadores e lideranças sindicais, empresariais e comunitárias ligadas ao partido serão ouvidos antes da definição oficial, prevista para ocorrer na convenção estadual, pré-agendada para o dia 4 de agosto.
Durante a entrevista, o deputado revelou ainda que Jayme Campos solicitou que o Podemos aguarde a convenção do União Brasil antes de definir seu posicionamento. De acordo com Max, o senador pediu tempo para concluir as discussões internas da legenda e, posteriormente, apresentar sua proposta ao partido.
Outro ponto destacado pelo presidente do Podemos é que a escolha não será baseada apenas em alianças políticas. Segundo ele, a legenda pretende avaliar os planos de governo e discutir propostas consideradas estratégicas para Mato Grosso antes de anunciar oficialmente qual candidatura receberá apoio.
A sinalização de Max Russi reforça a intenção do Podemos de manter unidade interna durante o processo eleitoral, evitando divisões regionais e fortalecendo uma posição única para a disputa ao Governo do Estado.
Veja o video
POLÍTICA MT
Fávaro banca Natasha ao Governo, esvazia movimento de Emanuel e articulação pode respingar na candidatura do filho
Após divulgação de jingle em que se apresenta como pré-candidato, ex-prefeito vê presidente estadual do PSD reafirmar apoio à médica; avaliação nos bastidores é de que desgaste pode atingir os planos eleitorais da família.
O senador e presidente estadual do PSD, Carlos Fávaro, reforçou nesta semana que a médica Natasha Slhessarenko é a candidata do partido ao Governo de Mato Grosso, sinalizando que a direção da legenda mantém o projeto político construído em torno de seu nome e reduzindo o espaço para as pretensões do ex-prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro.
A manifestação ocorre poucos dias após Emanuel intensificar sua movimentação política, inclusive com a divulgação de um jingle de pré-campanha e declarações defendendo que também disputará a indicação do PSD ao Palácio Paiaguás. O gesto foi interpretado como uma tentativa de pressionar o partido antes da convenção.
Entretanto, ao declarar publicamente que Natasha representa o projeto do PSD e destacar sua trajetória política e profissional, Fávaro praticamente sepultou as especulações sobre uma mudança de rumo na legenda. O senador voltou a afirmar que acredita que a médica reúne as credenciais para disputar o Governo do Estado.
Nos bastidores, a leitura é de que o posicionamento do presidente estadual do PSD enfraquece a estratégia adotada por Emanuel Pinheiro, que buscava manter seu nome no debate interno. A sinalização da cúpula partidária também tende a fortalecer Natasha na reta final das articulações para a convenção.
Além da disputa pelo Governo, interlocutores avaliam que o desgaste político provocado pelo movimento do ex-prefeito pode ter reflexos em outros projetos eleitorais da família. A avaliação é que um eventual confronto com a direção estadual do PSD pode dificultar negociações internas e comprometer a construção da candidatura de seu filho, caso ele permaneça dependendo da estrutura e do apoio político da legenda.
A definição oficial do candidato do PSD ocorrerá durante a convenção partidária, mas as declarações de Fávaro reforçam que, neste momento, a preferência da direção estadual segue concentrada em Natasha Slhessarenko.
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