POLÍTICA MT
Assembleia aprova projeto de Lúdio que dá apoio a mulheres empreendedoras chefes de família
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou o projeto do deputado estadual Lúdio Cabral (PT) que dá apoio e financiamento às mulheres empreendedoras que são chefes de família em Mato Grosso, criando o Programa Estadual Mulher Chefe de Família. Se enquadram nos critérios do programa as mulheres que são responsáveis familiares, estão inscritas como Microempreendedoras Individuais (MEI) e possuem cadastro em programa de transferência de renda direta com o Número de Identificação Social (NIS).
“Muitas famílias são chefiadas por mulheres que, exatamente por terem a tarefa de cuidar dos filhos e da casa, não conseguem se inserir no mercado formal, e buscam atividades de natureza empreendedora no próprio domicílio, mantendo a convivência com a família. Essas mulheres precisam do apoio do Estado, com financiamento, crédito, qualificação e espaço para comercialização dos seus produtos”, afirmou Lúdio.
O PL 1194/2023 foi aprovado em 2ª votação na quarta-feira (21) e agora aguarda sanção do governador. O projeto de Lúdio prevê que o estado crie linhas de crédito acessíveis às mulheres, financie empreendimentos, desenvolva pequenos negócios, promova educação financeira, capacite para o ambiente de negócios e promova a formalização e a autonomia econômica de pequenos negócios liderados por mulheres responsáveis por suas famílias.
“A proposta é que o Estado ajude a promover a independência financeira das mulheres chefes de família, incentivando o empreendedorismo e dando condições para que esses negócios se desenvolvam, por meio de financiamentos a juros baixos, capacitação e suporte para a formalização desses pequenos negócios”, explicou Lúdio.
O projeto prevê também que o programa incentive a criação de negócios liderados por Mulher Empreendedora Chefe de Família, fortaleça a rede de apoio a esses empreendimentos por meio de parcerias com entidades públicas e privadas, e desenvolva políticas públicas e incentivos para promover igualdade de condições no mercado.
Para efetivar o programa, Lúdio propõe que o Governo de Mato Grosso crie cotas nos programas de empreendedorismo já existentes e que vierem a ser criados para atender às mulheres chefes de família, além de estabelecer parcerias com entidades públicas e privadas para ampliar as oportunidades de negócios.
Fonte: ALMT – MT
POLÍTICA MT
Medeiros fala em “melancia” e expõe apelido de Wellington Fagundes, aliado do próprio PL
Propaganda eleitoral de José Medeiros usa a expressão para atacar políticos que se apresentam como representantes da direita, mas acaba provocando “fogo amigo” ao remeter a apelido usado por adversários contra Wellington Fagundes, candidato ao Governo pela mesma coligação
Uma inserção eleitoral do candidato ao Senado José Medeiros (PL) abriu espaço para um novo episódio de “fogo amigo” na campanha em Mato Grosso. Ao utilizar uma melancia para atacar políticos que, segundo ele, tentam se apresentar como representantes da direita apesar de antigas aproximações com a esquerda, Medeiros acabou trazendo à tona uma expressão que já foi utilizada por adversários para atacar Wellington Fagundes (PL).
A situação chama atenção porque Medeiros e Wellington pertencem ao mesmo partido e integram a mesma aliança eleitoral. Enquanto Medeiros disputa uma das vagas ao Senado, Wellington concorre ao Governo de Mato Grosso.
Na propaganda, Medeiros aparece segurando e cortando uma melancia enquanto dispara contra políticos que, em sua avaliação, adotariam um discurso conservador apenas durante o período eleitoral.
“Mato Grosso é o maior produtor de soja do mundo. Mas quando começa a eleição, o que mais brota por aqui é melancia”, afirma Medeiros.
A expressão tem significado conhecido no vocabulário político. “Melancia” é usada de maneira pejorativa para definir alguém que seria “verde por fora e vermelho por dentro”, numa referência a políticos que publicamente se posicionariam à direita, mas seriam associados à esquerda por seus críticos.
É justamente aí que a propaganda cria uma saia-justa para a chapa.
Wellington Fagundes já foi chamado de “melancia” por adversários e integrantes mais à direita do espectro político, que utilizam sua trajetória e suas relações com diferentes governos federais para questionar sua identificação atual com o campo conservador.
Ao longo de sua extensa carreira política, Wellington manteve diálogo e relações institucionais com governos de diferentes orientações políticas, passando pelas administrações de Dilma Rousseff (PT), Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro (PL).
Com isso, mesmo sem citar Wellington nominalmente na propaganda, a escolha da “melancia” por Medeiros abre margem para que a crítica seja relacionada ao próprio candidato ao Governo do PL.
Na sequência da peça eleitoral, Medeiros aumenta o tom contra os alvos de sua crítica. O candidato afirma que esses políticos pretendem chegar ao Congresso Nacional para “defender a esquerda, passar pano para Alexandre de Moraes, defender o aborto e defender a bandidagem”.
Medeiros encerra a propaganda retomando a metáfora.
“Mato Grosso já foi enganado antes, mas agora a gente aprendeu. Melancia é bom pra se comer, mas na hora de votar, não dá certo”, ironiza.
FOGO AMIGO
A declaração ganha peso político justamente por partir de um candidato do próprio PL. Medeiros busca consolidar sua imagem junto ao eleitorado bolsonarista enquanto Wellington também tenta ocupar o espaço da direita na disputa pelo Palácio Paiaguás.
O episódio ocorre ainda em meio à corrida pelas duas vagas ao Senado. Medeiros tenta ampliar sua presença eleitoral em uma disputa que reúne nomes competitivos e na qual o voto identificado com a direita tornou-se um dos principais campos de batalha.
A estratégia de Medeiros, portanto, acabou produzindo um efeito colateral dentro da própria coligação. Ao atacar os chamados “melancias”, o candidato ao Senado trouxe novamente para o debate justamente um apelido utilizado contra Wellington Fagundes.
Mesmo sem uma citação nominal ao candidato ao Governo, a propaganda expõe uma contradição política dentro do PL e alimenta a leitura de “fogo amigo” entre dois candidatos que deveriam caminhar no mesmo palanque.
No fim, a “melancia” escolhida por Medeiros para atingir adversários acabou respingando dentro de casa e colocando Wellington Fagundes, seu aliado de partido e coligação, no centro da provocação.
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